<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343</id><updated>2011-07-07T22:03:15.548-03:00</updated><title type='text'>poiesis trabalho &amp; cultura</title><subtitle type='html'>Teoria crítica social. Crítica da cultura. Crítica ecológica. Vida cotidiana.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-9060816488801040962</id><published>2010-01-24T21:41:00.005-03:00</published><updated>2010-01-24T22:30:53.310-03:00</updated><title type='text'>As imagens do mundo das imagens: O estádio de futebol, a câmera fotográfica e a mulher nua</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje já faz parte do senso comum a noção de que vivemos numa sociedade do espetáculo, ou ainda, numa sociedade das imagens, um mundo em que as imagens dominam. Até mesmo o Papa Bento XVI, num discurso que proferiu em sua recente visita à Palestina ocupada, protestou contra “as influências negativas do mundo do espetáculo”; segundo vossa santidade, a sociedade do espetáculo “de forma desumana explora em nosso mundo globalizado a inocência e a sensibilidade dos jovens e das pessoas mais vulneráveis” (Bol Notícias, 2009). Pelos próprios termos de que se constitui, essa é uma crítica conservadora, de apelo romântico: “inocência”, “sensibilidade” e “vulnerabilidade” das pessoas caem bem na boca de uma pastor do mundo, mas não de um crítico social; vindo de quem vem, sabe-se bem que essa é uma crítica moralista, tão moralista e conservadora quanto os é a própria sociedade do espetáculo. A adesão pontifícia à suposta crítica do “mundo do espetáculo” santifica – e, portanto, leva ao seu ápice – uma tendência crescente nos últimos anos a banalizar a crítica revolucionária, anticapitalista e comunista, feita desde os anos 50-60 por Guy Debord e seus camaradas da Internacional Situacionista. Essa é, aliás, uma tendência presente desde os anos 80. Em 1988, em seus &lt;em&gt;Comentários à sociedade do espetáculo&lt;/em&gt;, Guy Debord (1992, p. 19) escreveu algo a esse respeito:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;O poder do espetáculo, que é essencialmente unitário, centralizador pela força mesma das coisas, e perfeitamente despótico em seu espíri-to, se indigna frequentemente ao ver constituir-se, sob seu reino, uma política-espetáculo, uma justiça-espetáculo, uma medicina-espetáculo ou, do mesmo modo supreendentes, “excessos midiáticos”.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Segundo Debord, nessa crítica da parte que deixa intacto o todo, o espetáculo é pensado como o “excesso do midiático”, ocorrendo, “muito frequentemente”, de os senhores da sociedade se declararem “mal servidos por seus empregados da mídia; mais frequentemente, reprovam à plebe dos espectadores sua tendência a entregar-se sem moderação, e quase bestialmente, aos prazeres midiáticos” (Debord, 1992, p. 19). Tal é, justamente, sabemos bem, o caso de Bento XVI.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o que vem a ser então o espetáculo, na perspectiva de Guy Debord? O que sua teoria crítica do espetáculo pode nos dizer do inegável fato de que vivemos numa sociedade que se caracteriza pela produção e reprodução de imagens? O que, enfim, quer dizer “imagem” e em que sentido, para Debord, podemos dizer que vivemos num mundo das imagens?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430479027648371826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 233px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/S1zv51swnHI/AAAAAAAAAM4/f7s3sNnHc5o/s320/Imagens+do+mundo+das+imagens+-+O+est%C3%A1dio+de+futebol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;RETRATO DA ALIENAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa multidão chinesa, disposta de tal modo que compôs em si mesma um retrato de Mao, pode ser considerada como um caso-limite do espetacular concentrado do poder estatal, aquele que “na zona subdesenvolvida... reúne na ideologia e, no extremo, num só homem, todo o admirável... que deve ser aplaudido e consumido passivamente”. Aqui a fusão do espectador e da imagem a ser contemplada parece ter atingido sua perfeição policial. Ao acreditar útil, algum tempo depois, ir ainda além desse grau de concentração, a burocracia fez a máquina ir pelos ares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[&lt;em&gt;Internacionale Situationniste&lt;/em&gt;, nº 11, p. 5 (outubro de 1967)]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;A sociedade do espetáculo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;, obra publicada em 1967, Guy Debord tem a pretensão de apresentar uma teoria crítica do capitalismo mais desenvolvido, ou seja, de uma etapa (ou fase) da sociedade produtora de mercadorias (a sociedade capitalista), na qual a lógica do trabalho assalariado estendeu-se à totalidade da vida cotidiana. Isso quer dizer que, em sua etapa espetacular, o capitalismo leva à imediatidade do vivido a mesma natureza contemplativa, passiva e hierárquica que é própria ao trabalho alienado; com isso, o capitalismo espetacular traz consigo uma dupla expropriação: da autonomia da atividade e da comunicatividade da linguagem, expropriação esta que, no âmbito da produção mercantil, é essencial ao trabalho assalariado. Essa expropriação tão central à produção capitalista de mercadorias emerge à esfera cotidiana da circulação mercantil quando esta mesma se impõe como forma social dominante das experiências dos indivíduos. Em outras palavras, a sociedade do espetáculo é, simplesmente, o capitalismo contemporâneo, no qual toda a cotidianidade está inteiramente submetida às rela-ções de troca privada, à compra e venda de mercadorias. A esse propósito, Debord e os situacionistas se referem às mais imediatas experiências e relações práticas dos indivíduos: o consumo quantitativo do tempo no trabalho e no lazer, a banalização quantitativa e destrutiva do ambiente urbano e natural, a abstração do habitat, o empobrecimento dos objetos industriais de uso cotidiano e de frui-ção estética, a locomoção espacial, as relações inter-subjetivas, a memória histórica, a pesquisa científica, o desenvolvimento técnico...&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eles localizam na vida cotidiana a extensão e o aprofundamento da alienação e da reificação que Marx, no conjunto de sua obra, constatou como inerente à produção capitalista. N’&lt;em&gt;O capital&lt;/em&gt;, essa constatação teórica ganha sua expressão mais forte no conceito de caráter fetiche da mercadoria, fetichismo que se estende ao dinheiro e ao capital. Sob essas relações sociais que têm por fim a produção do valor, e mais ainda, do valor que se autovaloriza, do dinheiro que se transforma em mais dinheiro, portanto, que têm a reprodução do capital como fim em si mesmo, os homens não têm controle sobre suas próprias atividades e relações sociais. Por isso Marx as nomeia de relações sociais fetichistas, porém não no sentido que os iluministas europeus davam no século XVIII às religiões pagãs da África e da América, isto é, como ilusões da consciência. Certamente, o fetichismo inerente às relações capitalistas produz uma consciência ilusória, invertida, pois toma por natural o fato de que as atividades e relações sociais se emancipem dos indivíduos, ao invés de tomá-lo por histórico, por socialmente produzido. Contudo, para Marx, e assim também é para Debord e os situacionistas, essa é uma ilusão objetiva, pois resultado de uma inversão prática existente fora das consciências dos indivíduos, pois de fato, e não apenas na consciência, a realidade social produzida pelos homens – coisas, relações sociais etc. – torna-se independente deles e passa a dominá-los com a objetividade de uma força natural.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas a teoria crítica desenvolvida pelos situacionistas, e por Debord em particular, não apenas tem como centro a crítica do fetichismo da mercadoria; mas, justamente na determinação fetichista que se lhes apresenta como central à produção mercantil, os situacionistas indicam que são inseparáveis, na expropriação capitalista, a alienação da atividade e a alienação da comunicação entre os indivíduos. Perfazendo a análise de Marx nos &lt;em&gt;Manuscritos econômico-filosóficos&lt;/em&gt;, podemos acrescentar, às formas da alienação ali expostas – a saber, a alienação do objeto produzido, da atividade produtiva (o próprio trabalho) e do gênero humano –, também a alienação desta atividade tão própria ao gênero quanto o é o próprio trabalho: a alienação da linguagem em sua potência comuni-cativa. Com Giorgio Agamben (1991), podemos dizer que a crítica situacionista do capitalismo mais desenvolvido conduz a uma verdadeira inovação teórica da crítica da economia política ao demonstrar que ao fetichismo da produção mercantil era e é imanente não apenas a alienação do trabalho, mas também, e de um modo tanto quanto essencial, a alienação da linguagem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430480007726031154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/S1zwy4xe4TI/AAAAAAAAANA/j68pbiFVvNE/s320/Imagens+do+mundo+das+imagens+-+A+c%C3%A2mara+fotogr%C3%A1fica.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;amo minha câmara porque amo viver&lt;br /&gt;registro os melhores momentos da existência&lt;br /&gt;eu os ressuscito à vontade em todo seu brilho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;A DOMINAÇÃO DO ESPETÁCULO SOBRE A VIDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa publicidade da câmara Eumig (verão de 1967) evoca muito justamente a glaciação da vida individual que se inverteu na perspectiva espetacular: o presente é vivido imediatamente como lembrança. Por essa espacialização do tempo, que está submetido à ordem ilusória de um presente acessível como permanente, o tempo e a vida foram conjuntamente perdidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[&lt;em&gt;Internacionale Situationniste&lt;/em&gt;, nº 11, p. 57 (outubro de 1967)]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como sabemos, do ponto de vista do materialismo histórico, o que é próprio ao gênero humano é sua atividade prática, sua autoconstrução através de uma atividade sensível-material que, ao produzir um mundo humano histórico-social distinto do mundo natural, produz ao mesmo tempo o homem como ser histórico-social. A tese específica de Debord e dos situacionistas é que a expropriação desta atividade, quando ela se torna alienada, quando a própria força de trabalho se torna – no trabalho assalariado – uma mercadoria, deveria e deve ter por conseqüência a expropriação da linguagem comunicativa. No dizer de Marx e Engels (1984, p. 33-34), “a linguagem é a consciência real prática que existe também para outros homens e que, portanto, só assim existe também para mim”. Como atividade prática social, a linguagem é inseparável, para o bem e para o mal, de toda prática social. Ora, se toda prática social é comunicativa, dando-se assim pela mediação da linguagem, uma prática social alienada – porque fundada no trabalho alienado – deve trazer consigo, em conseqüência, não apenas uma “consciência invertida”, uma “falsa consciência”, como dizem Marx e Engels, mas também, nisto mesmo, uma “consciência real prática” alienada, ou seja, uma linguagem alienada, como acrescentam Debord e os situacionistas.&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas essa dimensão – digamos assim – “lingüístico”-comunicativa da alienação do trabalho assalariado só pode ficar clara – e não primeiramente em teoria, mas no vivido – quando o próprio desenvolvimento capitalista estende as características do trabalho alienado ao conjunto da vida social, isto é, quando o trabalho em sua forma alienada realiza, nas palavras de Debord (1998, § 10), a “ocupação total da vida cotidiana”; justamente aí, a alienação do trabalho se de-monstra ser “o contrário do diálogo” (idem, § 18). Essas teses, Debord as sintetiza no § 26 de &lt;em&gt;A sociedade do espetáculo&lt;/em&gt;, quando afirma: “com a separação generalizada do trabalhador e de seu produto, perde-se todo ponto de vista unitário da atividade realizada, toda comunicação direta entre os produtores [...] [e] a atividade e a comunicação se tornam o atributo exclusivo da direção do sistema”.&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se compreendermos assim a teoria debordiana do capitalismo contemporâneo, aproximamo-nos com mais rigor do que Debord e os situacionistas chamavam de espetáculo. O etmo da palavra espetáculo é o verbo latino &lt;em&gt;espectare&lt;/em&gt;, verbo este que remete a um acompanhamento passivo de algo pela visão. E, de fato, já no primeiro texto da &lt;em&gt;Internacional Situacionista&lt;/em&gt; (1997, p. 699), intitulado &lt;em&gt;Informe sobre a construção das situações e sobre as condições de organização e da ação da tendência situacionista internacional&lt;/em&gt;, Debord afirma: “É fácil ver a que ponto está ligado à alienação do velho mundo o princípio do espetáculo: a não-intervenção”. Se a não-intervenção (como passividade e contemplação) é o princípio do espetáculo (tanto artístico quanto social), a ambos é inerente a exclusão da potência comunicativa da linguagem na forma da comunicação direta. Ora, essas são duas características que, aproximadamente, Freud indica também no sonho do indivíduo, e que fazem do sonho uma experiência regressiva, arcaica. Para o fundador da psicanálise, o sonho procede a duas formas de regressão que são centrais à caracterização que Debord apresenta do espetáculo: a primeira é que o sonho é uma regressão formal, pois inverte a condução das energias psíquicas, as quais, no estado de vigília, se movem do inconsciente e/ou do pré-consciente em direção à atividade motora, à sua externação prática, enquanto no sonho se dirigem regressivamente, retroversamente, ao sistema perceptivo; a se-gunda é que a satisfação onírica do desejo inconsciente, para furtar-se à censura, inverte a relação entre linguagem e imagem, regredindo à forma arcaica do domínio da imagem sobre a linguagem, impedindo que o desejo que aí se satisfaz seja lingüisticamente compreendido pela consciência, e apenas imageticamente percebido (Freud, 1987, p. 500). Se ao sonho cabe a satisfação do desejo que a censura oblitera, é somente sob a condição de que essa satisfação ocorra apenas perceptivamente, imageticamente, e não ativamente, no mundo exterior. Nesse sentido, o trabalho do sonho consiste em transformar o desejo inconsciente em imagens percebidas e perceptíveis; é essa a satisfação que lhe é permitida pela censura, e se trata, portanto, de uma satisfação alucinatória, através de uma descarga de energia psíquica em termos perceptivos. A regressão formal que opera aí, ao conduzir as energias psíquicas de volta ao sistema perceptivo (que, segundo Freud, é responsável pela recepção das excitações psíquicas provindas do mundo exterior), afastando-a da motilidade e da atividade externa, é justamente o que viabiliza a regressão imagética. Deste modo, o domínio da imagem sobre a linguagem é inseparável, no sonho, do domínio da percepção sobre a motilidade, sendo essas duas das condições pelas quais o sonho pode cumprir sua tarefa de nos fazer dormir.&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430480875642465778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 246px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/S1zxlaA4rfI/AAAAAAAAANI/mAtBkawojoc/s320/Imagens+do+mundo+das+imagens+-+A+mulher+nua.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;O PONTO CULMINANTE DA OFENSIVA DO ESPETÁCULO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa imagem foi bastante observada quando ela passou, em outubro de 1967, no canal protestante da televisão holandesa. Seu diretor, que é um antigo pregador, declarou então: “Nós queremos mostrar que mulheres nuas podem ser muito belas”. Pode-se admitir que a inversão espetacular da vida real atingira aí o cúmulo inultrapassável. Em sua segurança crescente, os experts dos mass media se propõem a revelar ao gado que os contempla uma verdade que, de outro modo, lhe teria sempre escapado; e eles se gabam dessa contribuição ao progresso cultural das multidões, as quais estão persuadidos de terem reduzido a uma passividade definitiva e absoluta. E, é claro, lhes entrega essa realidade, após as outras, precisamente sob a forma em que ela escapa a todo uso concreto, a toda comunicação real, atrás da vitrine do espetáculo inacessível que “se encarregou da totalidade da existência humana”. Como para confirmar a pensamento dialético de Clausewitz, o espetáculo, no momento em que impulsionou a tão longe sua invasão da vida social, vai conhecer o começo da inversão da relação de forças. Nos meses seguintes, a história e a vida real retornaram ao assalto do céu espetacular. E essa contra-ofensiva não cessará antes do fim do mundo da separação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[&lt;em&gt;Internacionale Situationniste&lt;/em&gt;, nº 12, p. 50 (setembro de 1969)]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;“O espetáculo é o mau sonho da sociedade moderna acorrentada, que finalmente não exprime senão o seu desejo de dormir. O espetáculo é o guardião deste sono”, diz Debord (1998, § 21). Como o sonho, o espetáculo é duplamente regressivo, ao amarrar numa mesma experiência de alienação, a passividade e a contemplação: passividade que transforma a atividade prática em gozo e satisfação perceptiva, alucinatória, e contemplação que nos reconduz da linguagem co-municativa à mudez do espectador. Se quisermos, é o bebê arcaico que, assim como no sonho, retorna no espetáculo, buscando uma satisfação passiva de suas carências. Essas carências, produzidas sob a forma fetichista da produção de mercadorias, se apresentam, para Debord, não como desejos inconscientes, mas como necessidades inconscientes do sistema econômico, como constrangimentos de uma força arcaica que são as próprias relações econômicas capitalistas, emancipadas dos indivíduos e a eles sobrepostas. Numa das passagens mais fundamentais de &lt;em&gt;A sociedade do espetáculo&lt;/em&gt;, Debord afirma, acerca do capitalismo espetacular: “O mais moderno é também aí o mais arcaico” (idem, § 23).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se o espetáculo é, como diz ainda Debord, não “um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediatizada por imagens” (idem, § 3), assim o é enquanto se constitui de imagens arcaicas, que expressam a muda passividade contemplativa do homem contemporâneo. No momento em que lê esse último parágrafo citado no filme &lt;em&gt;A sociedade do espetáculo&lt;/em&gt;, Debord (1994, p. 67) apresenta a imagem de uma assembléia de operários, que ouvem com des-contentamento e desprezo, embora em silêncio e passivos, o discurso de um dirigente sindical na CGT francesa em maio de 1968. Nessa cena, a imagem arcaica que medeia a relação entre aqueles indivíduos é justamente o monopólio da palavra pela representação sindical hierárquica (necessariamente hierárquica); esse monopólio da palavra é ele próprio uma relação social, constituída de passividade e contemplação, por isso mesmo, extensão da lógica do trabalho assalariado para as relações dos trabalhadores sindicalizados com sua representação sindical.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No parágrafo em que afirma a identidade entre o moderno e o arcaico no espetáculo, Debord (1998, § 23) diz ser o espetáculo “a representação diplomática da sociedade hierárquica perante si própria, onde qualquer outra palavra é banida”. Essa definição ilumina aquela que, logo no início do livro, ele dá para o espetáculo: este seria um “pseudomundo à parte, objeto de exclusiva contemplação”, um “mundo da imagem autonomizada, onde o mentiroso mentiu a si pró-prio” (idem, § 2). Assim, podemos indicar que o sentido que Debord empresta à noção de “imagem” é essa relação social em que as forças práticas humanas se separam do próprio homem, em que uma parte do mundo prático humano se independentiza, passando a monopolizar toda atividade e toda palavra, impondo-se como objeto de contemplação passiva; é, também por isso, um mundo falso, e que mente para si mesmo, pois é um mundo em que a atividade efetiva do produtor é expropriada pelo seu produto, que, assim, se torna no sujeito fantasmagórico de toda atividade social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A imagem, no sentido debordiano, não diz respeito, em primeiro lugar, à imagem sensível, visível. É importante afirmar isso para que afastemos Debord e os situacionistas de qualquer suspeita de aversão metafísica da imagem, no seu aspecto sensível, visível, algo semelhante a um platônico vulgar que encontra em toda imagem um simulacro, um falseamento do real. O fato de que o seu primeiro experimento fílmico tenha sido produzido com apenas duas imagens (mas não sem imagens!), uma tela branca e uma tela negra que se sucediam, aliado ainda a uma leitura ligeira de &lt;em&gt;A sociedade do espetáculo&lt;/em&gt;, certamente contribuiu para essa suspeita. Contudo, é preciso observar também que todos seus restantes filmes utilizam imagens, umas filmadas por ele mesmo, outras tomadas de outros autores; mas essas imagens deixam de ter um movimento próprio, sendo submetidas a uma colagem cujo sentido se encontra no texto que é lido. No § 36 de &lt;em&gt;A sociedade do espetáculo&lt;/em&gt;, Debord opõe claramente a imagem e o sensível: no espetáculo, diz ele, “o mundo sensível se encontra substituído por uma seleção de imagens que existem acima dele, e que ao mesmo tempo se fez reconhecer como o sensí-vel por excelência”. Essa passagem é fundamental para o esclarecimento do estatuto da imagem na teoria crítica do espetáculo, pois nos indica que as imagens a que se refere são expressões de uma força supra-sensível, pois existente acima do mundo sensível, e que, contudo, se impõe ao mundo sensível, apresentando-se como sensível, aliás, como o próprio sensível. Se a imagem, no sentido debordi-ano, não é primeiramente o sensível, mas o supra-sensível, é porque a imagem é, nessa teoria, a força abstrata e fetichista do valor econômico, em busca de sua autovalorização; noutra passagem, Debord diz justamente que o espetáculo “é o capital a um tal grau de acumulação que se torna imagem” (idem, § 34). Mas, notemos, o capital que se faz imagem é uma força supra-sensível que se faz sensível, que se impõe ao mundo sensível dos objetos, do espaço, do uso do tempo etc., fazendo-se reconhecer aí como o único sensível a que passamos ter acesso.&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ocorre aí uma espécie de retorno do supra-sensível ao sensível, retorno do qual resulta um domínio da economia sobre a aparência sensível do mundo social dos homens, fazendo com que esta aparência social se torne em aparência da economia capitalista. Debord fala num “monopólio da aparência” pelo espetáculo (idem, § 12). Isso acontece justamente porque todo este mundo sensível – o mundo da vida cotidiana – no qual vivemos e nos relacionamos (e não há outro em que possamos viver e nos relacionar), se transformou todo ele na esfera aparente da circulação mercantil; ele se torna a esfera aparente na qual se manifesta, submetendo-a, o movimento de produção e reprodução do capital. Deste modo, ocorre uma profunda transformação na natureza sensível deste mundo aparente no qual vivemos, que passa assim a ser a aparência da economia; mas quando a aparência social torna-se toda ela a aparência da economia, com a vida cotidiana submetida às trocas mercantis, o capital se torna imagem, se torna aparência sensível, isto é, manifesta o seu poder e sua presença na vida social mais imediata. O capital que se faz imagem não apenas submete a si o mundo sensível, mas ele se mescla tão fortemente com ele que a lógica do mundo sensível passa a ser a lógica supra-sensível do capital. O capital que se deixa ver, em seu poder e sua presença, nas mais imediatas experiências sensíveis dos homens, do transporte à alimentação, é certamente o capital tornado imagem; mas, em conseqüência, o sensível se torna, em contrapartida, algo supra-sensível, cujo sentido está não nele mesmo, mas além. No mundo da mercadoria total, o espetáculo é assim a única coisa que pode ser vista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A conseqüência mais radical dessa transformação do mundo sensível aparente da vida cotidiana diz respeito à nossa sensibilidade, às nossas próprias faculdades perceptivas. O domínio da imagem sobre a atividade e a linguagem comunicativa é também o domínio do ver, da visão, sobre outras faculdades sensíveis dos homens, tais como o tato e a escuta. Acerca disso, Debord afirma: “O espetáculo, como tendência para fazer ver por diferentes mediações especializadas o mundo que já não é diretamente apreensível, encontra normalmente na vista o sentido humano privilegiado que noutras épocas foi o tato; o sentido mais abstrato, e mais mistificável, corresponde à abstração generalizada da sociedade atual” (idem, § 18). Assim, Debord indica a ocorrência no capitalismo contemporâneo de uma verdadeira mutação antropológica. O “espetáculo faz ver”, diz ele noutro lugar, um “mundo ao mesmo tempo presente e ausente”, “o mundo da mercadoria dominando tudo que é vivo” (idem, § 37). Em vários outros parágrafos, aparece essa mesma afirmação de que o espetáculo “faz ver”, “dá a ver”, “deixa ver”. Ora, &lt;em&gt;fazer ver&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;dar a ver&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;deixar ver&lt;/em&gt; é uma atividade de um sujeito abstrato (a relação social capital, autonomizada dos homens), que impõe aos indivíduos (os espectadores) uma passividade que, em termos sensíveis, se expressa numa contemplação visual. Debord não deixa de alertar que o espetáculo “não pode ser compreendido como o abuso de um mundo da visão, o produto das téc-nicas de difusão massiva de imagens” (idem, § 5), e que o espetáculo “não é identificável ao simples olhar” (idem, § 18). De fato, pois sua denúncia não se dirige ao mundo visível-sensível enquanto tal, mas justamente ao domínio do sensível pelo supra-sensível. Mas esse mundo sensível dominado pelo supra-sensível, embora permaneça ainda sensível, torna-se tão abstrato quanto o supra-sensível que o domina; o que se impõe para ser visto e contemplado já um sensí-vel completamente transformado em sua própria natureza sensível, assim como a visão que o contempla já foi completamente transformada, até mesmo policialmente educada, pela abstração que se torna visível. O privilégio unilateral da visão, num mundo que não é mais o teatro das ações autônomas dos indivíduos, mas um mundo de objetos de exclusiva contemplação, resulta num desenvolvimento mutilado das faculdades perceptivas, de modo que a faculdade visual que aí se desenvolve unilateralmente torna-se uma faculdade perceptiva abstrata, pois separada da atividade, da comunicação e do domínio prático humano sobre seus objetos vistos. Ela se torna semelhante à &lt;em&gt;intuitio metaphysica&lt;/em&gt;, à intuição contemplativa de objetos transcendentes. Por isso mesmo, no parágrafo seguinte ao último citado, Debord relaciona o domínio da visão sensível na sociedade do espetáculo à visão contemplativa da metafísica ocidental: “O espetáculo é o herdeiro de toda a fraqueza do projeto filosófico ocidental, que foi uma compreensão da atividade, dominada pelas categorias do ver”; e complementa ao final: “Ele não realiza a filosofia, ele filosofa a realidade. É a vida concreta de todos que se de-gradou em universo especulativo” (idem, § 19).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-9060816488801040962?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/9060816488801040962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/9060816488801040962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2010/01/as-imagens-do-mundo-das-imagens-o.html' title='As imagens do mundo das imagens: O estádio de futebol, a câmera fotográfica e a mulher nua'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/S1zv51swnHI/AAAAAAAAAM4/f7s3sNnHc5o/s72-c/Imagens+do+mundo+das+imagens+-+O+est%C3%A1dio+de+futebol.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-2259274146715792504</id><published>2009-12-13T00:42:00.012-03:00</published><updated>2010-01-24T22:33:29.767-03:00</updated><title type='text'>Os situacionistas e as novas formas de ação na política ou na arte</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SybaYD0dudI/AAAAAAAAAMo/CxhrnAQKrHE/s1600-h/debord,+mallarm%C3%A9+e+marx.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415255708836674002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 366px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SybaYD0dudI/AAAAAAAAAMo/CxhrnAQKrHE/s320/debord,+mallarm%C3%A9+e+marx.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nessa legenda impossível de ler-se, está escrito: "Em nome da IS, Guy Debord sela acordo de cooperação entre os programas históricos das vanguardas políticas e estéticas. Nesse registro, Mallarmé (esquerda) cumprimenta Marx (direita) fitados por Debord, que não mediu esforços para a unificação de ambos os programas".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;Com muita alegria publico aqui a tradução (rigorosa, bem anotada, com base numa profunda consciência histórica) deste documento pouco comentado nos escritos sobre Debord e a Internacional Situacionista. Em sua publicação pelas edições &lt;em&gt;Potlatch&lt;/em&gt; é antecedido de uma apresentação histórica e teórica de Erick Corrêa, que também o traduziu, e por &lt;em&gt;Preliminares para uma definição da unidade do programa revolucionário&lt;/em&gt;, de autoria de Debord e Pierre Canjuers, então militante de &lt;em&gt;Socialismo ou Barbárie&lt;/em&gt;, texto traduzido por mim e pelo camarada Romain Dunand, publicado e distribuído, também no método potlatch, pela experiência de &lt;em&gt;Os enraivecidos &lt;/em&gt;(2001). Convido os leitores desse blog a reproduzirem-no. A nota seguinte (e que, na publicação potlatch, antecede a tradução do texto de Debord) é também do camarada Erick Corrêa (também autor da montagem publicada acima). Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Em 1963, no contexto de uma manifestação na Dinamarca denunciando a construção de abrigos anti-nucleares (crítica do urbanismo e da guerra-fria), a IS organizou uma “instalação” e publicou um catálogo chamado &lt;em&gt;Destruction of the RSG 6&lt;/em&gt;. O texto de Guy Debord traduzido abaixo (do original em língua francesa), &lt;em&gt;Os Situacionistas e as novas formas de ação na política ou na arte&lt;/em&gt;, foi aí reproduzido em dinamarquês, inglês e francês. Esse texto avança em relação ao programa esboçado em &lt;em&gt;Preliminares para uma definição da unidade do programa revolucionário &lt;/em&gt;(1960) na medida em que representa uma nova estratégia acordada pela organização com o objetivo de romper “por todos os meios, mesmo artísticos”, com os sucessores das vanguardas (políticas e estéticas) herdeiras – de um modo ou de outro – do antigo movimento social revolucionário. Tal avanço reside justamente na transição prática que ele reflete e prefigura, transição que é, ao mesmo tempo, o ponto de partida da operação que levará ao movimento de maio de 1968, em cujo bojo a questão de uma comunicação direta, de uma diálogo prático com as tendências revolucionárias de sua época recolhe a partir de então uma importância progressiva e essencial. Esse texto apresenta uma síntese seminal das questões discutidas em Comunicação, arte e revolução em Guy Debord, texto que introduz as presentes traduções (Nota do tradutor).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;\.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O movimento situacionista aparece simultaneamente como uma vanguarda artística, uma pesquisa experimental sobre a via de uma construção livre da vida cotidiana, enfim, uma contribuição à edificação teórica e prática de uma nova contestação revolucionária. Daqui em diante, toda criação fundamental na cultura quanto toda transformação qualitativa da sociedade encontram-se reservadas aos progressos de tal esforço unitário.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Uma mesma sociedade da alienação, do controle totalitário, do consumo espetacular passivo reina por toda parte, apesar de algumas variações em seus disfarces ideológicos e jurídicos. Não se pode compreender a coerência dessa sociedade sem uma crítica total, esclarecida pelo projeto inverso de uma criatividade liberada, o projeto de dominação de todos os homens sobre sua própria história, em todos os níveis.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Portar em nosso tempo tal projeto e esta crítica inseparáveis (cada um dos termos remetendo ao outro) significa, de imediato, despertar todo o radicalismo do qual foram portadores o movimento operário, a poesia e a arte modernas e o pensamento da época de ultrapassagem da filosofia, de Hegel a Nietzsche. Para tanto, primeiro é preciso reconhecer em toda sua extensão, sem ter acolhido nenhuma ilusão consoladora, a derrota do conjunto do projeto revolucionário no primeiro terço desse século e sua reposição oficial, em toda região do mundo como em todo domínio, por bugigangas mentirosas que recobrem e organizam a velha ordem.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Retomar o radicalismo desse modo implica naturalmente também um aprofundamento considerável de todas as antigas tentativas libertadoras. A experiência de sua incompletude no isolamento, ou de seu retorno em mistificação global conduz a melhor compreender a coerência do mundo a transformar – e, a partir da coerência reencontrada, pode-se salvar muito das pesquisas parciais continuadas no passado recente, que penetram deste modo em sua verdade. A apreensão dessa coerência reversível do mundo, tal como é e tal como é possível, desvenda o caráter falacioso das reformas (&lt;em&gt;demi-mesures&lt;/em&gt;) e o fato de que há essencialmente uma reforma cada vez que o modelo de funcionamento da sociedade dominante – com suas categorias de hierarquização e especialização e, consequentemente, seus hábitos ou seus gostos – reconstitui-se no interior das forças da negação.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Igualmente, o desenvolvimento material do mundo acelerou-se. Ele acumula cada vez mais poderes virtuais; e os especialistas da direção da sociedade, pelo fato mesmo de seu papel de conservadores da passividade, são forçados a ignorar seu emprego. Esse desenvolvimento acumula ao mesmo tempo uma insatisfação generalizada e mortais perigos objetivos, que os dirigentes especializados são incapazes de controlar duravelmente.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sendo a ultrapassagem da arte posta pelos situacionistas em tal perspectiva, se compreenderá que quando falamos de uma visão unificada da arte e da política, isso não quer dizer absolutamente que recomendamos uma qualquer subordinação da arte à política. Para nós e para todos que começam a olhar esta época de uma maneira desmistificada, já não havia mais arte moderna, exatamente do mesmo modo que não havia mais política revolucionária constituída em lugar algum, desde o fim dos anos trinta. Seu retorno agora pode ser apenas sua ultrapassagem, isto quer dizer justamente a realização do que foi sua exigência a mais fundamental.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A nova contestação, da qual falam os situacionistas, já se levanta por todos os lugares. Nos grandes espaços da não-comunicação e do isolamento organizados pela ordem atual, sinais surgem através de escândalos de um gênero novo, de um país a outro, de um continente a outro; seu intercâmbio começou.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Trata-se para a vanguarda, em todo lugar em que ela se encontra, de religar entre si suas experiências e suas pessoas; de unificar, assim como tais grupos, a base coerente de seu projeto. Devemos fazer conhecer, explicar e desenvolver esses primeiros gestos da próxima época revolucionária. Eles são reconhecíveis por concentrarem neles novas formas de luta e um novo conteúdo, manifesto ou latente, da crítica do mundo existente. Assim a sociedade dominante, que se orgulha tanto de sua modernização permanente, vai encontrar a quem falar, pois ela produziu enfim uma negação modernizada.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Assim como fomos severos para recusar que se misturem ao movimento situacionista intelectuais ambiciosos ou artistas incapazes de nos compreender verdadeiramente, para rejeitar e denunciar diversas falsificações da qual o pretenso “situacionismo” nashista(1) é o mais recente exemplo, do mesmo modo estamos decididos a reconhecer como situacionistas, a apoiar, a nunca desaprovar os autores dos novos gestos radicais, mesmo se entre eles vários ainda não são plenamente conscientes, mas somente sob a via da coerência do programa revolucionário de hoje.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Limitemo-nos a alguns exemplos de gestos que aprovamos totalmente. Em 16 de janeiro, estudantes revolucionários de Caracas atacaram à mão armada a exposição de arte francesa e levaram cinco quadros pelos quais eles propuseram em seguida a restituição em troca de prisioneiros políticos. Os quadros foram retomados pelas forças de ordem, não sem que Winston Bermudes, Luis Monselve e Gladys Troconis se defendessem abrindo fogo sobre elas: outros camaradas jogaram alguns dias depois sobre o caminhão da polícia que transportava os quadros recuperados duas bombas que infelizmente não conseguiram destruí-lo. Aí está manifestamente uma maneira exemplar de tratar a arte do passado, de repô-la em jogo na vida e sobre o que ela tem de realmente importante. É provável que desde a morte de Gauguin (“Quis estabelecer o direito de tudo ousar”) e de Van Gogh, jamais suas obras, recuperadas por seus inimigos, tenham recebido do mundo cultural uma homenagem que se ajuste a seu espírito como este ato dos venezuelanos. Durante a insurreição de Dresden em 1849, Bakunin propôs, sem ser seguido, retirar os quadros do museu e colocá-los sobre uma barricada na entrada da cidade, para ver se as tropas assaltantes não seriam por eles constrangidas a continuar seus tiros. Vê-se ao mesmo tempo como este &lt;em&gt;affaire&lt;/em&gt; de Caracas renova um dos mais altos momentos do levante revolucionário no último século, e como no conjunto ele vai mais longe.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não menos motivada nos parece a ação dos camaradas dinamarqueses que, nas últimas semanas, recorreram várias vezes à bomba incendiária contra as agências que organizam as viagens turísticas na Espanha assim como a emissões radiofônicas clandestinas para alertar a opinião pública contra o armamento termonuclear. No contexto do confortável e entediante capitalismo “socializado” dos países escandinavos, é muito encorajador que surjam homens que, por sua violência, fazem descobrir alguns aspectos da outra violência que funda essa ordem “humanizada”, seu monopólio da informação, por exemplo, ou a alienação organizada nos lazeres ou o turismo. Com o revés horrível que se deve aceitar em excesso desde que se aceita o tédio confortável: não apenas esta paz não é a vida, mas ela repousa sobre a ameaça de morte atômica; não apenas o turismo organizado é apenas um espetáculo miserável que recobre os países reais atravessados, mas ainda a realidade do país que se transforma assim em espetáculo neutro é a polícia de Franco.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Enfim, a ação dos camaradas ingleses que divulgaram em abril a localização e os planos do “Abrigo governamental da Sexta Região” tem o imenso mérito de revelar o grau já atingido pelo poder estatal em sua organização do terreno, o agenciamento bem avançado de um funcionamento totalitário da autoridade que não está somente ligado à perspectiva da guerra. É bem antes a ameaça por todos os cantos alimentada de uma guerra termonuclear que a partir do presente, a Leste e a Oeste, serve para manter as massas na obediência e para organizar os abrigos do poder. Para reforçar as defesas psicológicas e materiais do poder das classes dirigentes. O restante do urbanismo moderno na superfície obedece às mesmas preocupações. Já escrevíamos em abril de 1962, no número 7 da revista situacionista de língua francesa &lt;em&gt;Internationale situationniste&lt;/em&gt;, a propósito dos abrigos individuais construídos nos Estados Unidos durante o ano precedente: “Como em todas as intimidações, a proteção é aqui apenas um pretexto. O verdadeiro uso dos abrigos é a medida – e por aí mesmo o reforço – da docilidade das pessoas, e a manipulação dessa docilidade em um sentido favorável à sociedade dominante. Os abrigos como criação de um novo gênero consumível na sociedade da abundância, provam mais do que nenhum dos produtos anteriores que se pode fazer os homens trabalharem para preencher necessidades altamente artificiais; e que seguramente permanecem necessidades sem jamais terem sido desejos. O novo habitat que toma forma com os “grandes conjuntos” não é realmente separado da arquitetura dos abrigos. Ele disso representa somente um grau inferior; ainda que lhe seja aparentemente estreito. A organização concentracionária da superfície é o estado normal de uma sociedade em formação cujo resumo subterrâneo representa o excesso patológico. Esta doença revela melhor o esquema desta saúde”.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os ingleses acabam de aportar uma contribuição decisiva ao estudo desta doença e, portanto, também ao estudo da sociedade “normal”. Este estudo é ele mesmo inseparável de uma luta que não tem receio de ir além dos velhos tabus nacionais da “traição”, quebrando o segredo que é vital para o bom andamento do poder na sociedade moderna, para tantos propósitos, por de trás da tela espessa de sua inflação “informacional”.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A sabotagem foi estendida ulteriormente, apesar dos esforços policiais e de numerosas prisões, invadindo surpreendentemente estados-maiores secretos isolados no campo (onde certos responsáveis foram fotografados à força) ou bloqueando sistematicamente quarenta linhas telefônicas dos centros de segurança britânicos com chamadas ininterruptas dos números ultra-secretos igualmente descobertos.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;É este primeiro ataque contra o ordenamento dominante do espaço social que quisemos cumprimentar, e estender, organizando na Dinamarca a manifestação &lt;em&gt;Destruction of the RSG 6&lt;/em&gt;. Fazendo-o nós visamos não apenas a extensão internacionalista desta luta, mas igualmente sua extensão para outro front, para o aspecto artístico da mesma luta global.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A criação cultural que se pode chamar situacionista começa com os projetos de urbanismo unitário ou de construção de situações na vida, e suas realizações não são, portanto, separáveis da história do movimento de realização do conjunto das possibilidades revolucionárias contidas na sociedade presente. No entanto, na ação imediata que deve ser empreendida no seio do que queremos destruir, uma arte crítica pode ser feita a partir de agora com os meios de expressão cultural existentes, do cinema aos quadros. É o que os situacionistas resumiram pela teoria do &lt;em&gt;détournement&lt;/em&gt; (desvio). Crítica em seu conteúdo, esta arte deve ser também crítica dela mesma em sua forma. É uma comunicação que, conhecendo as limitações da esfera especializada da comunicação estabelecida, “vai agora conter sua própria crítica”.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A propósito da “RSG 6”, arranjamos primeiro uma atmosfera de abrigo anti-atômico, como primeira passagem que faz pensar, após a qual se encontra uma zona de negação conseqüente desse gênero de necessidade. A arte utilizada aqui de uma maneira crítica é a pintura.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O papel revolucionário da arte moderna, que culminou com o dadaísmo, foi a destruição de todas as convenções na arte, na linguagem ou nas condutas. Como evidentemente o que é destruído na arte ou na filosofia não está ainda varrido concretamente dos jornais ou das igrejas, e como a crítica das armas não seguia então certos avanços da arma da crítica, o dadaísmo mesmo tornou-se uma moda cultural classificada, e sua forma retornou recentemente em divertimento reacionário pelos neo-dadaístas que fazem carreira retomando o estilo inventado antes de 1920, explorando cada detalhe desmedidamente aumentado, e fazendo servir tal “estilo” à aceitação e à decoração do mundo atual.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;No entanto, a verdade negativa que conteve a arte moderna foi sempre uma negação justificada da sociedade que a entornava. Em 1937 em Paris, quando o embaixador nazi Otto Abetz perguntava a Picasso diante de seu quadro Guernica: “Foi o senhor que fez este?”, Picasso respondia muito justamente: “Não, foi o senhor”.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A negação, e também o humor negro, que tanto se espalhou na poesia e na arte modernas após a experiência do primeiro conflito mundial, merecem reaparecer seguramente a propósito do espetáculo do terceiro conflito mundial, espetáculo no qual vivemos. – Então que os neo-dadaístas falam de carregar de positividade (estética) a recusa plástica de Marcel Duchamp outrora, estamos seguros de que tudo que o mundo nos dá atualmente como positivo pode apenas recarregar sem fim a negatividade das formas de expressão atualmente permitidas, e por esse desvio constituir a única arte representativa desse tempo. Os situacionistas sabem que a positividade real virá de outro lugar, e que a partir do presente essa negatividade aí colabora.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para além de toda preocupação pictural; e esperamos mesmo para além de tudo o que pode lembrar uma complacência a uma forma, apodrecida desde mais ou menos muito tempo, da beleza plástica, nós traçamos aqui alguns sinais perfeitamente claros.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;As “diretivas” expostas sobre quadros vazios ou sobre um quadro abstrato desviado devem ser consideradas como slogans que se poderá ver escritos sobre os muros. Os títulos em forma de proclamação política de certos quadros têm seguramente o mesmo sentido derrisório e de retorno do &lt;em&gt;pompiérisme&lt;/em&gt;(2) em voga, que busca estabelecer-se sobre uma pintura de “sinais puros” incomunicáveis.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;As “cartografias termonucleares” ultrapassam no conjunto todas as trabalhosas pesquisas da “nova figuração” em pintura, pois elas unem os procedimentos mais liberados da action-painting a uma representação que pode pretender a perfeição realista de várias regiões do mundo em diferentes momentos da próxima guerra mundial.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Com a série de “vitórias” trata-se – aí misturando ainda a maior desenvoltura ultramoderna ao realismo minucioso de um Horace Vernet – de renovar com a pintura de batalhas; mas inversamente a Georges Mathieu e o retorno ideológico retrógrado sob o qual ele fundou seus insignificantes fragmentos publicitários. A inversão a que aqui chegamos corrige a história do passado de modo melhor, mais revolucionário e mais feliz como ela jamais foi. As “vitórias” continuam o desvio otimista-absoluto pelo qual Lautréamont já, pagando por audácia, se inscreveu em falso contra todas as aparências da tragédia e de sua lógica: “Não aceito o mal. O homem é perfeito. A alma não cai. O progresso existe... Até o presente, descreve-se a catástrofe, para inspirar o terror, a piedade. Descreverei a felicidade para inspirar os contrários... Enquanto meus amigos não morrerem, não falarei da morte.”&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;Guy Debord, junho de 1963&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;Traduzido por Erick Corrêa &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;________ &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;1. O epifenômeno nashista recolhe a nosso ver uma polêmica bastante insignificante, além de não ser este o espaço adequado para nos aprofundarmos nela. O que importa é a origem mesma da demissão de Jørgen Nash (demissão que se desdobra posteriormente no nashismo, obviamente exterior à IS) que, na V Conferência de Göteborg (1961) exprimiu em nome da seção escandinava alguns desacordos com relação as perspectivas ali apresentadas por Raoul Vaneigem e aprovadas pela organização. A respeito, consultar o relatório da V Conferência, publicado em 1962 na &lt;em&gt;Internationale situationniste&lt;/em&gt; nº7 (disponível em: &lt;a href="http://i-situationniste.blogspot.com/2007/04/la-cinquieme-conference-de-lis-goteborg.html"&gt;http://i-situationniste.blogspot.com/2007/04/la-cinquieme-conference-de-lis-goteborg.html&lt;/a&gt;) e também o texto &lt;em&gt;L’operation contre-situationniste dans divers pays&lt;/em&gt;, publicado em 1963 no número seguinte da revista (disponível em: &lt;a href="http://i-situationniste.blogspot.com/2007/04/operation-contre-situationniste-dans.html"&gt;http://i-situationniste.blogspot.com/2007/04/operation-contre-situationniste-dans.html&lt;/a&gt;. Nota do tradutor).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;2. Na cultura francesa, o &lt;em&gt;pompiérisme&lt;/em&gt; designa uma arte “pretenciosa”, “academicista”, “pomposa”, como nas pinturas militares. Daí a origem do termo que advém de &lt;em&gt;pompier&lt;/em&gt;: bombeiro (Nota do tradutor).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-2259274146715792504?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/2259274146715792504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/2259274146715792504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2009/12/os-situacionistas-e-as-novas-formas-de.html' title='Os situacionistas e as novas formas de ação na política ou na arte'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SybaYD0dudI/AAAAAAAAAMo/CxhrnAQKrHE/s72-c/debord,+mallarm%C3%A9+e+marx.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-1409606129138246519</id><published>2009-06-07T08:25:00.005-03:00</published><updated>2009-06-07T16:44:00.190-03:00</updated><title type='text'>O regime espetacular integrado: estado de exceção permanente</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344562520535318466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 418px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SiuzS7Rfv8I/AAAAAAAAAME/wFiws9rEfdA/s320/Inculp%C3%A9s+du+11+novembre+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Estamos em todo lugar, de Tarnac a Atenas. É a insurreição que vem&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SiuyOzZEfaI/AAAAAAAAAL0/2lzytQnUbCA/s1600-h/Inculp%C3%A9s+du+11+novembre+3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;No dia 11 de novembro de 2008, a Polícia antiterrorista do Estado francês invadiu uma fazenda em Tarnac (França), na qual viviam, numa experiência comunitária, 9 ativistas anticapitalistas, dentre eles alguns ligados à revista &lt;em&gt;Tiqqun&lt;/em&gt;, que foram presos, acusados logo em seguida de "terroristas"&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; As manobras políticas, midiáticas e judiciárias que se seguiram para "provar" o que a polícia do Estado francês queria "provar" demonstram o aprimoramento das técnicas de governo do que Debord chamava de &lt;strong&gt;espetacular integrado&lt;/strong&gt;, conceito de algum modo inspirador das reflexões de Giorgio Agamben sobre o predomínio atual do &lt;strong&gt;estado de exceção permanente&lt;/strong&gt; como paradigma das técnicas de governo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;Segundo Debord, o espetacular integrado funde as características totalitárias do antigo espetáculo concentrado com as características das democracias espetaculares difusas. Assim como a União Soviética stalinista e a Alemanha nazista constituíram a experiência mais radical do espetáculo concentrado, e os Estados Unidos a do espetáculo difuso, a França e a Itália foram o laboratório das novas técnicas de governo espetaculares integradas, na seqüência do combate e da vitória do Estado contra a contestaçlão social que se seguiu ao movimento de ocupações de fábricas em maio de 68 na França, contestação que, nos anos seguintes, espalhou-se a diversos países, dentre eles, e com destaque, a Itália.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;O fato de que o Estado italiano tenha, com a ajuda do PCI e seus sindicatos, combatido e derrotado violentamente a insurgência revolucionária que se desenvolveu durante toda a década de 70, com mentiras, repressões, prisões arbitrárias, torturas, falsificação de provas e de informações, até chegar ao aperfeiçoamento dessas técnicas com a figura jurídica da "delação premiada" e dos "arrependidos", tudo isso foi a experiência que consolidou um método de governo que, depois, se tornou modelo para outras democracias espetaculares. A democracia espetacular de massas (o antigo espetacular difuso) integrou a si, como método normal de governo, as formas totalitárias (próprias ao espetacular concentrado).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;A França agora, como já antes no caso da extradição de Cesare Battisti, retoma esse método contra os/as companheiros/as de Tarnac. Na verdade, a retomada aberta e generalizada desses métodos, após os até hoje não esclarecidos ataques às torres do World Trade Center em 11 de setembro de 2001, visou ao combate contra os movimentos de contestação anticapitalista, que, desde o final dos anos 90 (principalmente, a partir de Seattle), se espalharam e radicalizaram um pouco por todo canto. As repressões ao movimento anticapitalista nos EUA, com prisões arbitrárias (para "esclarecimento" e "investigação") de ativistas e contestadores e escutas telefônicas e acompanhamentos de correios eletrônicos, tiveram antes sua expressão acabada, mas não finalizada, na violenta repressão às manifestações anticapitalistas em julho de 2001 em Gênova. Nessa ocasião toda liberdade de manifestação e expressão foi suspensa, com a prisão de centenas de pessoas, que foram submetidas a mal-tratos e espancamentos, com a invasão de sedes de comitês, de organizações autônomas, do CMI etc., terminando com a assassinato do companheiro Giuliano, em plena rua. No México, a criminalização contra os companheiros de Oaxaca e Atenco; na França, o processo e condenação contra o companheiro Romain Dunant, a decisão judicial de extradição de Cesare Battisti, agora as prisões e processos contra os companheiros de Tarnac; na Itália a condenação dos companheiros que foram presos e processados pela participação nas manifestações de julho de 2001... O espetacular integrado demonstra-se cada vez mais afim ao seu conceito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;Publico abaixo uma série de quatro textos sobre o caso dos acusados de 11 de novembro, na França. Primeiro, um manifesto escrito e assinado por Giorgio Agamben; em seguida, um outro manifesto assinado por vários intelectuais europeus; e, por fim, dois pequenos panfletos do Comitê de Solidariedade aos acusados de 11 de novembro. A tradução desses textos é dos/as companheiros/as do &lt;em&gt;Comitê Vandalista de Segurança Pública.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Terrorismo ou tragicomédia&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Giorgio Agamben. &lt;em&gt;Libération&lt;/em&gt;, 19/11/08&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/Siuyzhw_EaI/AAAAAAAAAL8/AT5XAoUJB7c/s1600-h/Inculp%C3%A9s+du+11+novembre+2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Ao amanhecer do 11 de novembro, 150 policiais, dos quais a maior parte pertencia às brigadas antiterroristas, cercaram um vilarejo de 350 habitantes sob o planalto de Millevaches antes de penetrar uma fazenda para conter 9 jovens (que teriam retomado a mercearia local e tentado retomar a vida cultural do vilarejo). Quatro dias depois, as 9 pessoas interpeladas foram deferidas diante um julgamento antiterrorista e «acusadas de associação de malfeitores com finalidade terrorista». Os jornais relatam que a ministra do Interior e o chefe de Estado «felicitaram a polícia e a germanderie por sua eficácia». Tudo está em ordem na aparência. Mas tentemos examinar de mais perto os fatos e delimitar as razões e os resultados dessa «eficácia».&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro, as razões: os jovens que foram interpelados «seriam seguidos pela polícia em razão de seu pertencimento à ultra-esquerda e ao movimento anarco-autonômo». Como o precisa o entorno da ministra do Interior, «eles têm discursos muito radicais e mantêm relações com grupos estrangeiros». Mas tem mais: alguns dos interpelados «participariam de maneira regular das manifestações políticas», e, por exemplo, «das manifestações contra o Arquivo Edvige (1) e contra o reforço das medidas sobre a imigração». Um pertencimento político (é o único sentido possível para monstruosidades lingüísticas como «movimento anarco-autônomo»), o exercício ativo das liberdades políticas, a propriedade do discurso radical são suficientes, portanto, para pôr em andamento a Subdireção antiterrorista da polícia (Sdat) e a Direção Central da Informação Interior (DCRI). Ora, quem possui um mínimo de consciência política não pode senão partilhar a inquietação destes jovens face às degradações da democracia que provocam o Arquivo Edvige, os dispositivos biométricos e o endurecimento das regras sobre a imigração.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Quanto aos resultados, esperava-se que os investigadores encontrassem na fazenda de Millevaches armas, explosivos, e coquetéis Molotov. Pelo contrário. Os policiais da Sdat caíram sobre «documentos precisando os horários de passagem dos trens, comuna por comuna, com o horário de partida e de chegada nas estações». Em bom francês: um horário da SNCF. Mas eles também resgataram um «material de escalada». Em bom francês: uma escala, como aquelas que se encontram em qualquer casa de campo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E, portanto, tempo de vir aí às pessoas interpeladas e, sobretudo, ao chefe pressuposto deste bando terrorista, «um líder de 33 anos saído de um meio próspero e parisiense, vivendo graças aos subsídios de seus pais». Trata-se de Julien Coupat, um jovem filósofo que animou há pouco, com alguns de seus amigos, Tiqqun, uma revista responsável por análises políticas certamente discutíveis, mas que conta ainda hoje entre as mais inteligentes deste período. Conheci Julien Coupat nesta época e lhe guardo, do ponto de vista intelectual, uma estima durável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Passemos, portanto, ao exame do único fato concreto de toda esta história. A atividade dos interpelados estaria ligada com os atos de hostilidade contra a SNCF que causaram em 8 de novembro o atraso de certos TGV na linha Paris-Lille. Estes dispositivos, se se crê nas declarações da polícia e dos agentes da SNCF, eles mesmos não podem em nenhum caso provocar prejuízos às pessoas: eles podem, no máximo, impedindo a alimentação dos pantógrafos dos trens, causar o atraso destes. Na Itália, os trens atrasam muito frequentemente, mas ninguém ainda sonhou em acusar de terrorismo a Sociedade Nacional das Estradas de Ferro. Trata-se de delitos menores, ainda que ninguém se proponha a garanti-los. Em 13 de novembro, um comunicado da polícia afirmava com prudência que há talvez «autores das degradações entre os detentos provisorios, mas que não é possível imputar uma ação a um ou outro entre eles».&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A única conclusão possível deste tenebroso caso é que aqueles que se engajam ativamente hoje contra a maneira (de resto discutível) pela qual se gestiona os problemas sociais e econômicos são considerados ipso facto como terroristas em potencial, mesmo quando nenhum ato justificaria esta acusação. É preciso ter a coragem de dizer com clareza que hoje, em numerosos países europeus (em particular na França e na Itália), se tem introduzido leis e medidas policias que se teriam anteriormente julgadas bárbaras e antidemocráticas e que não deixam nada a desejar àquelas em vigor na Itália durante o fascismo. Uma dessas medidas é aquela que autoriza a detenção por uma duração de 96 de um grupo de jovens imprudentes, talvez, mas aos quais «não é possível se atribuir uma ação». Outra igualmente grave é a adoção de leis que introduzem delitos de associação cuja formulação é deixada intencionalmente na vaga e que permitem classificar como «com fins» ou «com vocação terrorista» atos políticos que não se teriam jamais considerado até aí como destinados a produzir terror.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;_____&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1. Em linhas gerais, o worelliano Arquivo Edvige permite ao Ministério do Interior da França arquivar toda informação sobre os cidadãos maiores de 13 anos a respeito de suas atividades políticas, filosóficas, sociais, etc. (Nota dos tradutores).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Petição de apoio aos acusados do 11 de novembro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma recente operação, largamente mediatizada, permitiu aprisionar e acusar nove pessoas pondo em prática a legislação antiterrorista. Esta operação já mudou de natureza: uma vez estabelecida a inconsistência da acusação de sabotagem das catenárias [Dispositivos de apoio aos fios condutores de uma via férrea - N.T.], o caso tomou um rumo claramente político. Para o Procurador da República, «o objetivo de sua empresa é bem o de atingir as instituições do Estado, e de chegar pela violência – eu digo pela violência e não pela contestação que é permitida – a perturbar a ordem política, econômica e social».&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O alvo desta operação é bem mais largo que o grupo de pessoas acusadas, contra as quais não existe nenhuma prova material, nem mesmo nada de preciso que possa acusá-las. A acusação por «associação de malfeitores com finalidade terrorista» é mais que vaga: o que é exatamente uma associação e como entender esse «com finalidade» senão como uma criminalização da intenção? Quanto à qualificação de terrorista, a definição em vigor é tão larga que se pode aplicá-la a qualquer um – e que possuir tal ou tal texto, ir à tal ou tal manifestação é o suficiente para cair no golpe desta legislação de exceção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As pessoas acusadas não foram escolhidas ao acaso, mas porque elas levam uma existência política. Eles e elas participaram de manifestações – ultimamente aquela de Vichy, onde se realizou a pouca honrosa conferência européia sobre a imigração. Eles refletem, lêem livros, vivem juntos num vilarejo longínquo. Falou-se de clandestinidade: eles abriram uma mercearia, todo mundo os conhece na região, onde um comitê de apoio organizou-se a partir da detenção deles. O que eles buscavam não é nem o anonimato, nem o refúgio, mas bem o contrário: uma outra relação que aquela, anônima, da metrópole. Finalmente, a ausência de provas ela mesma torna-se uma prova: a recusa dos acusados em se denunciarem uns aos outros durante a detenção provisória é apresentada como um novo indício de seu fundo terrorista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, para nós este caso é um teste. Até que ponto iremos aceitar que o antiterrorismo permita a qualquer momento acusar qualquer um? Onde se situa o limite da liberdade de expressão? As leis de exceção adotadas sob pretexto de terrorismo e segurança são elas compatíveis em longo prazo com a democracia? Estamos prontos a ver a polícia e a justiça negociarem a guinada em direção a uma nova ordem? A resposta a estas questões está a nosso cargo, primeiramente exigindo o fim das perseguições e a liberação imediata daquelas e daqueles que foram acusadas por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Primeiros signatários: Giorgio Agamben, filósofo; Alain Badiou, filósofo; Jean-Christophe Bailly, escritor ; Anne-Sophie Barthez, professora de direito ; Miguel Benasayag, escritor; Daniel Bensaïd, filósofo; Luc Boltanski, sociólogo; Judith Butler, filósofa; Pascale Casanova, crítico literário; François Cusset, filósofo; Christine Delphy, socióloga; Isabelle Garo, filósofa; François Gèze, edições La Découverte; Jean-Marie Gleize, professor de Literatura ; Eric Hazan, edições La Fabrique; Rémy Hernu, professor de direito; Hugues Jallon, edições La Découverte ; Stathis Kouvelakis, filósofo ; Nicolas Klotz, realizador; Frédéric Lordon, economista; Jean-Luc Nancy, filósofo; Bernard Noël, poeta; Dominique Noguez, escritora; Yves Pagès, edições Verticales; Karine Parrot, professor de direito; Jacques Rancière, filósofo; Jean-Jacques Rosat, filósofo; Carlo Santulli, professor de direito ; Rémy Toulouse, edições Les Prairies ordinaires ; Enzo Traverso, historiador; Jérôme Vidal, edições Amsterdam; Slavoj Zizek, filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344563373707628914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 440px; CURSOR: hand; HEIGHT: 284px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/Siu0ElloEXI/AAAAAAAAAMM/Q5cxUZkGM14/s320/Inculp%C3%A9s+du+11+novembre+3.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Malfeitores de todos os países, associemo-nos!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Libertação de Julien. Tudo continua.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Comunicado de 27 de maio do Comitê de Apoio aos inculpados do 11 de novembro.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Sobre a libertação de Julien Coupat).&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conseguimos. Os jornalistas anunciam a liberação de Julien Coupat. Insistindo sobre a clemência do tribunal, que dela não irá se opor desta vez. Que declara que a detenção não se justifica mais. Ficção de um antiterrorismo razoável, justo, moderado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nos artigos da imprensa logo se lembra que é aniversario de Julien. Como se se tratasse de um presente. Seria necessário, portanto, estar feliz, estourar um champagne, comemorar a vitória. É magnífico: mantém-se a todo custo contra alguém em detenção durante seis meses e porque, de repente, sem nenhuma explicação, se o libera, seria preciso estar contente, agradecer a justiça por ser tão justa e os juízes por serem tão clementes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não, o sentimento predominante é sempre e ainda o de cólera. Pelo cárcere de Julien e de outros. Pelas apreensões em plena rua que se permitem ainda. Pelas detenções provisórias de 96 horas, tornadas sistemáticas. Pelo imbecil Jean-Marc, simples policial da SDAT. Portanto, não se trata de parar aí.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com o caso Tarnac, o poder tentou um golpe: utilizar de seus dispositivos de exceção, policiais e jurídicos, sem escrúpulos, ao mesmo tempo comunicando-o ao maior número de pessoas. O que se tentou foi a banalização dos dispositivos antiterroristas. No atual estado de coisas pode-se dizer que&lt;span style="color:#000000;"&gt; ele não conseguiu. Mas ele ainda não fracassou. O desafio, para além do que este caso encerre de uma vez por todas, é de "melar" por muito tempo as medidas antiterroristas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que foi revelada por este caso é a existência de formas de contestação difusas, de uma política radical que se move fora dos partidos e dos sindicatos, e sua tentativa de cooptação sob o termo "anarco-autônomo" ou "extrema-esquerda". O que está na ordem do dia, rapidamente, é a existência de uma juventude que deseja o fim desta sociedade. E isto tampouco se deterá. Com a liberação de Julien tudo continua. Os comitês de apoio devem anunciar novas iniciativas muito em breve.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Um buquê de flores para Michèle Alliot-Marie &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(1)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Comunicado de 28 de maio do Comitê de Apoio aos inculpados do 11 de novembro. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;(Sobre a liberação de Julien Coupat). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Não, não estamos aliviados. Não, a liberação de Julien não é uma "vitória". No melhor dos casos é uma afronta a esses cínicos que nos atacaram. Para nós, é apenas uma etapa. Em direção à impunidade, para todos e para tudo. Não enviaremos um buquê de flores ao Ministério Público. Sua violência vai continuar, contra nós, nossos amigos, contra outros. Os controles judiciais, as amizades proibidas, as vigilâncias, as detençoes provisorias de 96 horas. O que se manifesta nesse affaire é a determinação, a determinação patética de uma ordem senil disposta a tudo para aniquilar o que a ela resiste. Tudo está por começar para eles, como para todos nós. Portanto, continuamos. Nossa defesa é tão preventiva quanto ofensiva.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Foi questão de deslocar o enfrentamento do plano judiciário ao plano político. Isso provocou alguns desentendimentos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Anunciamos, portanto a resistência, uma grande manifestação dia 21 de junho (dia da festa da música) às 15h no Halles em Paris. Convidamos todas as pessoas, todos os grupos, todos os trabalhadores, todos os manifestantes submetidos à violência brutal e judiciária da polícia e de seus políticos. Convocamos todas aquelas e aqueles que não suportam essa ordem do mundo, todas aquelas e aqueles que se organizam para sobreviver e a ele reagem. Convidamos todas aquelas e aqueles para quem é tempo, enfim, de se encontrar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Por Julien, todos os outros e contra tudo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Domingo, 21 de junho – 15h – Fontaine des innocents&lt;/span&gt; – Paris.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.soutien11novembre.org/" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;_____&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;1. Atual ministra do Interior da França (cargo já ocupado por Sarkozy no governo Jacques Chirac). (Nota dos tradutores)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-1409606129138246519?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/1409606129138246519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/1409606129138246519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2009/06/espetaculo-integrado-estado-de-excecao.html' title='O regime espetacular integrado: estado de exceção permanente'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SiuzS7Rfv8I/AAAAAAAAAME/wFiws9rEfdA/s72-c/Inculp%C3%A9s+du+11+novembre+2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-4051641801854112030</id><published>2009-03-24T20:27:00.003-03:00</published><updated>2009-03-24T20:37:42.934-03:00</updated><title type='text'>Muito barulho por nada</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O título acima é minha própria versão à expressão - pouco clara em português - "A montanha pariu um rato". E, contudo, este é o título do texto que reproduzo abaixo, tradução ao português de um texto escrito em francês por Charles Reeve. É outra crítica do &lt;em&gt;Manifesto contra o trabalho&lt;/em&gt;, do grupo Krisis, crítica que se aproxima bastante daquela desenvolvida pelo &lt;strong&gt;coletivo contra-a-corrente &lt;/strong&gt;e que pode ser vista no texto publicado pela Ilana no número 9 da revista (ver em &lt;a href="http://www.inventati.org/contraacorrente/"&gt;http://www.inventati.org/contraacorrente/&lt;/a&gt;). Eu o retirei da excelente "Biblioteca comunista velha toupeira" (&lt;a href="http://www.geocities.com/lipstickinrage/montanha_pariu_um_rato.htm"&gt;http://www.geocities.com/lipstickinrage/montanha_pariu_um_rato.htm&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Montanha pariu um rato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os escritos do grupo &lt;em&gt;Krisis&lt;/em&gt;, reunido à volta de Robert Kurz , sociólogo e editor na Alemanha da revista com o mesmo nome, eram pouco conhecidos em França. Lacuna essa já colmatada pela publicação do Manifesto contra o trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A crítica da moral do trabalho no pensamento de esquerda, dá o tom e frescura a um texto em que Krisis tenta caracterizar a situação actual do capitalismo. Trata-se para eles, desde o princípio, de desmontar as receitas reformista que pretendem corrigir os malefícios do capitalismo de casino: as nostalgias keynesianas, as reivindicações dum salário social, ou ainda a taxa Tobin-Attac. Para Kurz e seus amigos, a especulação é a consequência da crise de investimento e não ao invés. «É precisamente o critério da rentabilidade, assim como as suas bases, que são as da sociedade do trabalho, que é preciso atacar como obsoletas.» (p.74) Krisis demarca-se também dos projectos das diversas correntes socialistas que quiseram fazer das reivindicações quantitativas, das lutas económicas e sindicais, a alavanca da emancipação social. Este processo de integração é actualmente seguido pelo desmoronamento do mundo operário; terreno no qual «dobram os sinos pela esquerda clássica» (p. 86). É por isso que, nos projectos da sua refundação, «a nostalgia social-democrata e keynesiana substitui a ruptura com as categorias do trabalho» (p.87). Krisis sublinha a natureza estatista dos projectos de salário social e do rendimento garantido, confirmando assim outras críticas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Até aqui, nada de novo debaixo do sol! No que diz respeito à crítica do reformismo moderno, Krisis repete - com um gosto pronunciado pela auto-suficiência, aquilo que já foi escrito. Exemplo académico muito comum, se lermos a &lt;em&gt;Krisis&lt;/em&gt; fica-se com a impressão de que a crítica ao capitalismo contemporâneo começou no dia em eles se puseram a pensar. Aparte certas referências ao «situacionismo» e às correntes do esquerdismo italiano e algumas fórmulas que lembram o Direito à preguiça do Paul Lafargue (nunca citado), varre-se tudo sem distinção, e deita-se tudo confundido, o pior e o melhor, nos caixotes do lixo da história.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sendo &lt;/span&gt;assim, ninguém se espantará de ver depois o movimento operário reduzido ao sindicalismo, simples elemento «acelerador da sociedade do trabalho». Facto significativo, procurar-se-á em vão, neste Manifesto, a mais mínima alusão às rupturas revolucionária do século XX ou uma só referência às correntes revolucionárias do marxismo e do anarquismo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma ideia central constitui o arcaboiço das análises de Krisis: o capitalismo é um sistema cujo propósito é «a sociedade do trabalho»; «A história da modernidade é a história da instauração do trabalho.» (p. 45) «O trabalho é um fim em si mesmo na medida em que serve de vector à valorização do capital dinheiro, ao aumento infinito do dinheiro pelo dinheiro. O trabalho é a forma de actividade deste fim em si absurdo…» (p. 33) Jamais este vector-trabalho é definido como relação social, histórica; nem é caracterizado especificamente como trabalho alienado, assalariado. Ora, é por o trabalhador ser desapossado da sua própria actividade que se lhe retira o controle da sua própria vida. É a actividade humana tornada mercadoria, que funda as separações. Na produção teórica de Krisis, a noção de lucro está ausente, o conceito de exploração conta pouco já que «a máquina capitalista não tem outra finalidade senão ela mesma» (p.18). A valorização burguesa do trabalho é posta no centro do funcionamento do sistema cujo fim seria então fazer trabalhar os indivíduos! Este discurso - que inverte a moral religiosa vendo no trabalho a vocação natural do homem - abunda em fórmulas moralizantes: «princípio cínico», «sistema delirante», «lei do sacrifício humano», «cruzada em nome do ídolo trabalho», ou ainda «mais vale ter um trabalho qualquer, seja ele qual for, que não ter trabalho nenhum, tornou-se a profissão de fé exigida a todos» (p. 14). Ora se o proletário se põe preocupadamente a procurar trabalho, não será porque não tem outra escolha, sendo a venda da sua força de trabalho o seu único meio de sobrevivência?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O que é que, segundo Krisis, caracteriza a crise da «sociedade do trabalho»? Vejamos alguns elementos de resposta: «Com a terceira revolução industrial da micro-informática, a sociedade do trabalho atinge o seu limite histórico absoluto» (p. 60) Mais precisamente, «pela primeira vez, suprime-se trabalho que não pode ser reabsorvido pela extensão dos mercados» (p.62). Segue-se que, numa sociedade que «nunca foi como agora uma sociedade do trabalho [...], o trabalho tornou-se supérfluo [...] É no preciso momento em que o trabalho morre que ele se revela uma força totalitária» (p.14) Krisis parece esquecer que esta necessidade de aumentar constantemente a produtividade do trabalho, de substituir trabalho vivo por máquinas, é intrínseco ao processo de produção de capital. Em períodos de crise, nem toda a força de trabalho encontra colocação no mercado, e a aparência do trabalho como supérfluo não é senão a consequência disso. Tirar daqui uma interpretação de tipo «catastrófico» representa uma mistificação, é reatar com a aproximação milenarista, e apresentar as contradições actuais do capitalismo como inultrapassáveis. Ao longo de toda a sua história, o capitalismo pôde restabelecer, ao preço da barbárie, novas condições de produção de lucro, criar novos mercados, perpetuando-se deste modo. O capitalismo anda mal mas não vai afundar-se por si mesmo, sendo necessário para isso a intervenção de forças sociais decididas a inscrever nos factos um projecto emancipador. É aí que se encontra o único limite «absoluto» do sistema.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A «ruptura com as categorias do trabalho», é associada pela Krisis a um «projecto de resolidarização». Este, deve concretizar-se em «novas formas de organizações sociais (associações livres, conselhos) (que) controlem as condições da reprodução à escala de toda a sociedade» (p. 95). Depois de ter assimilado proletariado-sujeito histórico, greve e integração sindical ao movimento operário reformista, Krisis tem por ambição de colocar as balizas «duma nova teoria da transformação social». Desta emerge a proposta duma auto-organização em torno duma «luta por um fundo de tempo social autónomo». Sobre este tema a leitura do Manifesto ganha se for complementada por outros textos do grupo. E é então que um espesso nevoeiro cai sobre a cidade!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O sector dito da «economia social», (ONG e associações) é definido como «forma embrionária duma reprodução emancipadora e não mercantil»., que é preciso «radicalizar e unificar numa perspectiva de superação do sistema produtor de mercadorias». Um outro eixo de lutas lhe é associado: «a paralisia do sistema nervoso da reprodução capitalista», através de greves de camionistas e barragens de ecologistas contra o transporte de produtos radioactivos. Enfim. squats, creches autónomas, associações de consumidores, cooperativas, ocupações de terras nos países pobres, são susceptíveis de organizar uma «reprodução autónoma» e conter em germe a exigência duma produção não-capitalista. Os nichos alternativos no seio da sociedade e as zonas autónomas temporárias, recusadas em teoria no Manifesto, são repescadas na prática. Será toda a insubordinação subversiva? Como poderão estes embriões superar o sistema? Poderá haver superação sem ruptura? Eis tantas questões que Krisis não se coloca. Aqui, como noutros lugares, o abandono das categorias de classe faz-se em proveito duma espécie de «frente alternativa», próxima do activismo cidadanista.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Espírito corporativo oblige, Krisis não esquece que «é preciso criar um novo espaço intelectual livre onde se possa pensar o impensável. [...] Somente uma crítica do trabalho, claramente formulada e acompanhada do debate teórico necessário pode criar um novo espaço público alternativo, condição indispensável para a constituição dum movimento social prático contra o trabalho» (p. 92). Eis-nos de regresso ao velho esquema sobre o papel dos intelectuais na elaboração da consciência. Se «pensar o impensável» é isto, as respostas de Krisis são tão decepcionantes e pretensiosas como os projectos neo-reformistas que eles criticam. As invectivas de «biscateiros reformistas» e «teóricos analfabetos», que os autores da Krisis dirigem aos defensores do salário social arriscam-se a voltar-se contra eles mesmos. A apresentação elogiosa dos editores franceses - classificando o Manifesto em terceiro lugar na hit parade da radicalidade, depois do Manifesto do partido comunista e da Miséria no meio estudantil - é pouco certeira. A montanha pariu um rato.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Charles Reeve&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-4051641801854112030?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/4051641801854112030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/4051641801854112030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2009/03/muito-barulho-por-nada.html' title='Muito barulho por nada'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-4395084783108170324</id><published>2009-03-14T01:17:00.008-03:00</published><updated>2009-03-14T01:36:20.183-03:00</updated><title type='text'>Em Oaxaca, a mentira como método do estado... novamente!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;Abaixo, um texto publicado no mais recente - é sempre duvidoso dizer isso: "o mais recente"... - blog de insurgência anticapitalista, sobre a luta dos/as companheiros/as de Oaxaca, ao sul do Estado do México. O espetacular integrado, já nos dizia Debord há 2o anos, é a perfeita fusão da mentira e do engano com a violência totalitária do Estado: sua essência é o "segredo'/"secreto". Como sempre, trata-se ainda uma vez de utilizar a repressão organizada pelo Estado como desculpa para legitimar e ampliar essa mesma repressão! O nome do blog-irmão é &lt;strong&gt;Inimig@s da economia política&lt;/strong&gt; (&lt;a href="http://www.inimigasdaeconomiapolitica.blogspot.com/"&gt;http://www.inimigasdaeconomiapolitica.blogspot.com/&lt;/a&gt;). Visitem-no!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais uma vez o estado mexicano, coadunado com as redes de comunicação e os partidos políticos, utiliza-se da mentira para prosseguir na indigesta guerra que declarou contra trabalhadores, mulheres, estudantes e indígenas que buscam sobreviver sob o seu território. No dia 16 de outubro de 2008, na cidade de Oaxaca, palco de uma das maiores insurreições populares dos últimos tempos, Juan Manuel Martínez foi preso acusado de ter assassinado Brad Will, novaiorquino que em 2006 cobria os acontecimentos da comuna de Oaxaca pelo Centro de Mídia Independente de Nova York.Brad Will registrou sua própria morte em cenas de vídeo em momento de combate de rua onde vários agentes paramilitares abriam fogo contra a população. Apesar disso, hoje recai sobre um simpatizante da APPO (Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca) - a coordenação geral dos diversos movimentos sociais de Oaxaca, constituída durante as lutas de 2006 - a responsabilidade pela morte de Brad.Apesar de se constituir em mentira absurda, entende-se porque o estado mexicano emerge agora com mais essa atitude ofensiva contra os (as) lutadores (as) sociais de Oaxaca. O início do ano em Oaxaca acompanha a ascensão das reivindicações populares, sobretudo dos (as) professores (as) que, em 2006, foram os principais desencadeadores da luta contra Ulisses Ruiz Ortiz, luta que se configurou em sublevação geral do povo, quando se formaram centenas de barricadas e foram tomaram rádios e emissoras de TV como forma de reforço do poder popular e de pressão pela destituição dos poderes.Hoje, quando os ânimos encontram-se mais calmos, ainda existem motivos de preocupação por parte do governo de Ulissez Ruiz que insiste em se manter no poder. As (os) professoras (es) oaxaquenhos, além de fazerem reivindicações elementares como maiores verbas para as paupérrimas escolas, merenda escolar digna e sapatos para que as crianças não assistam às aulas descalças, lutam pela liberação de várias escolas controladas pelas forças priistas (tomadas quando da repressão que se abateu sobre Oaxaca na passagem de 2007), pela punição dos culpados pela morte de ao menos 26 pessoas (muitos desaparecidos), pela liberdade dos presos políticos e (reivincicação suprema) a saída de Ulissez Ruiz do poder.No último dia 17 de janeiro, 71 mil professoras (es) foram às ruas e, em diversos pontos do estado, ergueram-se bloqueios. Num conjunto habitacional da capital oaxaquenha, moradores e professores por volta das 13 horas recuperaram uma escola, coisa que aconteceu também em outros pontos de Oaxaca naquele dia. Desta feita, a guerra de classe prossegue em Oaxaca. O estado mexicano, sem outra arma além da repressão, do terror, usa a mentira, por sinal método de combate de qualquer estado...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-4395084783108170324?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/4395084783108170324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/4395084783108170324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2009/03/em-oaxaca-entira-como-metodo-do-estado.html' title='Em Oaxaca, a mentira como método do estado... novamente!'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-4005190697423180251</id><published>2009-01-18T18:41:00.003-03:00</published><updated>2009-01-18T18:56:29.803-03:00</updated><title type='text'>A Nakba: A limpeza étnica e o nascimento de Israel</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292755396730333986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 389px; CURSOR: hand; HEIGHT: 272px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SXOk_bkkqyI/AAAAAAAAALo/69KWaZ8--g0/s320/Nabka+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os palestinianos chamam ao que lhes aconteceu em 1948 a &lt;em&gt;Nakba&lt;/em&gt; – a palavra árabe para catástrofe. Foi perpetrada por líderes sionistas que tencionavam formar o Estado de Israel em terras palestinianas sem os palestinianos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Durante a Nakba, quase um milhão de palestinianos (metade da população nessa altura) foram brutalmente afastados das suas terras, aldeias e casas, fugindo apenas com os bens que conseguiram levar. Muitos foram violados, torturados e mortos. Para garantirem que não haveria nenhuma razão para os palestinianos regressarem, as suas aldeias e mesmo muitas oliveiras e laranjeiras foram tão eficientemente arrasadas que sobram poucos restos visíveis. Quando a Nakba terminou, tinha havido 31 massacres documentados e provavelmente outros. Cerca de 531 aldeias e 11 bairros urbanos foram esvaziados dos seus habitantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O livro &lt;em&gt;A Limpeza Étnica da Palestina&lt;/em&gt; (One World Publisher, Oxford, 2006) do historiador e conferencista decano israelita Ilan Pappe da Universidade de Haifa analisa o período da Nakba. A premissa é de que a Nakba não foi mais que um acto de limpeza étnica, normalmente considerado pelo direito internacional um crime contra a humanidade. Em apoio desta teoria, o autor esboça várias definições de diferentes fontes actuais, entre as quais “uma zona etnicamente mista transformada num espaço étnico puro”. Ele mostra como o massacre e/ou expulsão forçada dos arménios na Turquia, dos tutsis no Ruanda e dos croatas e bósnios na antiga Jugoslávia é afim ao que os sionistas fizeram aos palestinianos numa escala massiva em 1948 e ainda o estão a fazer hoje. Pappe também delineia uma ligação entre limpeza étnica e colonialismo, tal como aconteceu na América do Norte e do Sul, bem como em África e na Austrália.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;&lt;a href="http://www.paginavermelha.org/noticias/071210-palestina-nakba.htm"&gt;veja o texto integral&lt;/a&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-4005190697423180251?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/4005190697423180251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/4005190697423180251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2009/01/nakba-limpeza-tnica-e-o-nascimento-de.html' title='A Nakba: A limpeza étnica e o nascimento de Israel'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SXOk_bkkqyI/AAAAAAAAALo/69KWaZ8--g0/s72-c/Nabka+1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-6883517684345284925</id><published>2009-01-18T18:37:00.002-03:00</published><updated>2009-01-18T18:40:32.798-03:00</updated><title type='text'>Judeus ingleses: "...nos lembramos do cerco ao Gueto de Varsóvia"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nós, os abaixo-assinados, somos todos de origem judaica. Quando vemos os corpos mortos e ensaguentados de pequenas crianças, o corte de água, eletricidade e comida, nos lembramos do cerco ao Gueto de Varsóvia. Quando Dov Wisglass, um assessor do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, falou em colocar os moradores de Gaza "numa dieta" e o vice-ministro de Defesa, Matan Vilnai, falou sobre os palestinos experimentarem um "shoah maior" (holocausto), nos lembramos do governador-geral Hans Frank, da Polônia ocupada pelos nazistas, quando ele falou de "morte pela fome".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdadeira razão para o ataque em Gaza é que Israel só quer lidar com palestinos fracos. O maior crime do Hamas não é o terrorismo, mas sua negativa de se tornar um peão na mão do regime de ocupação de Israel na Palestina. A decisão no mês passado da União Européia de dar um upgrade nas relações com Israel sem qualquer exigência quanto aos direitos humanos encorajou a agressão israelense. O tempo de não confrontar Israel acabou. Como primeiro passo, a Grã Bretanha deveria retirar seu embaixador de Israel e, como fez no caso do apartheid na África do Sul, iniciar um programa de boicote, desinvestimento e sanções.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ben Birnberg, Prof Haim Bresheeth, Deborah Fink, Bella Freud, Tony Greenstein, Abe Hayeem, Prof Adah Kay, Yehudit Keshet, Dr Les Levidow, Prof Yosefa Loshitzky, Prof Moshe Machover, Miriam Margolyes, Prof Jonathan Rosenhead, Seymour Alexander, Ben Birnberg, Martin Birnstingl, Prof. Haim Bresheeth, Ruth Clark, Judith Cravitz, Mike Cushman, Angela Dale, Merav Devere, Greg Dropkin, Angela Eden, Sarah Ferner, Alf Filer, Mark Findlay, Sylvia Finzi, Bella Freud, Tessa van Gelderen, Claire Glasman, Ruth Hall, Adrian Hart, Alain Hertzmann, Abe Hayeem, Rosamene Hayeem, Anna Hellmann, Selma James, Riva Joffe, Yael Kahn, Michael Kalmanovitz, Ros Kane, Prof. Adah Kay, Yehudit Keshet, Mark Krantz, Bernice Laschinger, Pam Laurance, Dr Les Levidow, Prof. Yosefa Loshitzky, Prof. Moshe Machover, Beryl Maizels, Miriam Margolyes, Helen Marks, Martine Miel, Diana Neslen, O Neumann, Susan Pashkoff, Hon. Juliet Peston, Renate Prince, Roland Rance, Sheila Robin, Ossi Ron, Manfred Ropschitz, John Rose, Prof. Jonathan Rosenhead, Leon Rosselson, Michael Sackin, Ian Saville, Amanda Sebestyen, Sam Semoff, Prof. Ludi Simpson, Viv Stein, Inbar Tamari, Ruth Tenne, Norman Traub, Eve Turner, Tirza Waisel, Karl Walinets, Renee Walinets, Stanley Walinets, Philip Ward, Naomi Wimborne-Idrissi, Ruth Williams, Jay Woolrich, Ben Young, Myk Zeitlin, Androulla Zucker, John Zucker.&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fontes:&lt;a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/01/437874.shtml"&gt;http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/01/437874.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/jan/10/letters-gaza-uk" target="extern"&gt;http://www.guardian.co.uk/world/2009/jan/10/letters-gaza-uk&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-6883517684345284925?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/6883517684345284925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/6883517684345284925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2009/01/judeus-ingleses-nos-lembramos-do-cerco.html' title='Judeus ingleses: &quot;...nos lembramos do cerco ao Gueto de Varsóvia&quot;'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-1949199262836393257</id><published>2009-01-16T10:27:00.008-03:00</published><updated>2009-01-16T22:44:24.100-03:00</updated><title type='text'>Manif em Fortaleza contra o massacre nazi-sionista em Gaza</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291886227701702722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SXCOfInxIEI/AAAAAAAAALg/yLyVBHJQjNg/s320/Foto+manif+14+jan+14.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na quarta, dia 14/01, fizemos uma manifestação de anticapitalistas contra o massacre de Gaza na Praça do Feirreira, no centro da cidade. Expusemos um painel com fotos das vítimas, das destruições de casas e conjuntos residenciais, abrimos uma faixa contra o genocídio e franqueamos uma tribuna livre para os diversos manifestantes se expressarem. Depois saímos numa passeata até a Praça do BNB, onde queimamos a bandeira do Estado de Israel. No percursos as palavras de ordem eram: "Israel é assassino, viva o povo palestino!"; "Todo Estado é assassino, viva o povo palestino!"; "Palestina? Livre!". Nos dicursos, os diversos oradores nos posicionamos contra o anti-semitismo e toda outra forma de racismo, deixando claro que nosso apoio ao povo palestino não é a favor do Hamas, mas contra o Estado de Israel, da mesma forma que estamos contra as mulheres contra o machismo, a misoginia e o patriarcado; com os homossexuais contra a homofobia; com os negros, contra o racismo; com os proletários que somos todos contra qualquer forma de opressão e exploração do homem pelo homem. Porque queremos uma sociedade sem classes, sem Estado e sem mercado, estamos ao lado dos palestinos e dos povos do mundo inteiro - inclusive inúmeros judeus - contra o genocídio e a limpeza étnica em Gaza. Abaixo, mais algumas fotos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SXCN7FfvVwI/AAAAAAAAALY/ysNN3aj7ejQ/s1600-h/Foto+manif+14+jan+6.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291885608387434242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SXCN7FfvVwI/AAAAAAAAALY/ysNN3aj7ejQ/s320/Foto+manif+14+jan+6.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SXCNxozmRKI/AAAAAAAAALQ/4050USM5coo/s1600-h/Foto+manif+14+jan+5.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291885446067274914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SXCNxozmRKI/AAAAAAAAALQ/4050USM5coo/s320/Foto+manif+14+jan+5.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SXCNoLUsDeI/AAAAAAAAALI/-C4J3-MsmkA/s1600-h/Foto+manif+14+jan+3.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291885283534179810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SXCNoLUsDeI/AAAAAAAAALI/-C4J3-MsmkA/s320/Foto+manif+14+jan+3.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-1949199262836393257?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/1949199262836393257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/1949199262836393257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2009/01/manif-em-fortaleza-contra-o-massacre.html' title='Manif em Fortaleza contra o massacre nazi-sionista em Gaza'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SXCOfInxIEI/AAAAAAAAALg/yLyVBHJQjNg/s72-c/Foto+manif+14+jan+14.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-6844180023177452220</id><published>2009-01-13T23:28:00.007-03:00</published><updated>2009-01-16T22:50:57.995-03:00</updated><title type='text'>O massacre de Gaza e as imbecilidades de Robert Kurz</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando dezenas e, depois, centenas de milhares de jovens, mulheres, proletári@s foram às ruas de todo o mundo – Seattle, Washington, Gênova – em manifestações gigantescas contra a OMC, o FMI e as corporações monopolistas internacionais, o bem divulgado sociólogo Robert Kurz acusou o movimento de guiar-se pela lógica da mercadoria. Quando @s proletári@s argentin@s puseram, entre dezembro de 2001 e janeiro de 2002, o Estado argentino em crise, desencadeando a mais ampla e radical experiência de contestação social na América Latina, o teórico crítico a soldo da &lt;em&gt;Folha de São Paulo&lt;/em&gt; limitou-se a dizer que, na crise econômica argentina, se comprovavam suas profecias expostas no best-seller &lt;em&gt;O colapso da modernização&lt;/em&gt;. Não havia mulheres e homens reais em luta, mas apenas categorias em crise. Agora, quando @s palestin@s de Gaza são vítimas indefesas (pois não armadas) do genocídio e da limpeza étnica promovidos pelo Estado de Israel, Herr Kurz faz a crítica dos que se opõem a essa matança em massa. Como bom ideólogo, ele busca também aí expor a crítica e a correção das categorias. Tudo isso pode ser lido - claro! - na &lt;em&gt;Folha de São Paulo &lt;/em&gt;de hoje, 13 de janeiro de 2009.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, o teórico crítico dos Frias caracteriza o genocídio israelense de “guerra em Gaza”, como se houvesse mesmo uma guerra entre duas forças militares minimamente simétricas e como se fosse entre duas forças militares que estivesse se dando o 'conflito' (sic). Depois fala de uma fantasmagórica “precariedade da situação militar” de Israel, e critica a “opinião pública global” porque esta caracteriza o “contra-ataque israelense” como “desproporcional”. Vejam: "contra-ataque". Exatamente como o faz o Estado maior israelense e a grande parte dos &lt;em&gt;media&lt;/em&gt;, Herr Kurz identifica o Hamas com os palestinos e, sem dizer uma palavra sobre o massacre e a limpeza étnica de - até agora - mais de mil pessoas, deplora que “os palestinos em Gaza [sejam] percebidos como vítimas juntamente com o Hamas, como se esse regime não se tivesse imposto em uma sangrenta guerra civil contra o grupo laico &lt;em&gt;Fatah&lt;/em&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Conseqüência lógica desse engano da opinião pública: “Assim a propaganda islâmica do massacre da população civil cai em terra fértil”. Vejam! O “massacre da população civil” não é real, mas apenas uma “propaganda islâmica”, que encontra “terreno fértil” nesse engano da “opinião pública global”. A efetiva e poderosa propaganda corporativa pró-israelense que há décadas caracteriza toda e qualquer resistência palestina de "terrorista" não existe, mas existe uma “propaganda islâmica”...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não contente, Herr Kurz faz suas as teses do Estado de Israel e de toda a media: “Com efeito, o Hamas transforma, exatamente como o Hizbollah libanês em 2006, a população em refém, ao transformar mesquitas em depósitos de armamentos e permitir que seus quadros armados atirem de escolas ou hospitais”. Os corpos retalhados, os membros estilhaçados, as cabeças decepadas de centenas de civis em escolas e hospitais são "quadros armados" do Hamas... É também nessa mesma lógica que o direitista Bernard-Henri Lévy publicou um artigo no &lt;em&gt;New York Times&lt;/em&gt;, defendendo que o massacre em Gaza visa a “libertar os palestinos do Hamas”... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas Herr Kurz não é tão liberal assim. Prefere se juntar à direita israelense – bem moderninha e emancipatória – que justifica a agressão israelense como “autodefesa”, dando a esse raciocínio cínico ares de anticapitalismo: “Por isso o pragmatismo capitalista se volta, conforme se pode observar até na imprensa burguesa de orientação liberal, cada vez mais contra a autodefesa israelense”. Vejam, Herr Kurz – que escreve essas coisas especialmente para a &lt;em&gt;Folha de São Paulo&lt;/em&gt; – lamenta que “até a imprensa liberal” seja forçada a reconhecer que os crimes de Israel são crimes; ele, porém, considera-os uma “autodefesa”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Referindo-se à Segunda Guerra, Theodor Adorno dizia ironicamente ter visto o “espírito do mundo” (&lt;em&gt;Weltgeist&lt;/em&gt;) hegeliano montado num míssel. Em 1992, foi a vez de nós mesmos vermos a “teoria da ação comunicativa” de Habermas pegando carona nos mísseis da Otan, na defesa da integridade do território do Kwait contra o Estado do Iraque que o invadira. Agora, é a vez dessa tão alemã – no sentido mais mesquinho e estreito do termo - “Nova Escola da Crítica do Valor”, dessa tal “Escola de Nuremberg” pegar sua caronazinha, com mais modéstia e menos universalismo, nos mísseis de “contra-ataque” e “autodefesa” do Estado de Israel na "guerra de Gaza". Como todos os liberais de direita – que ele não critica pois não são tão liberais assim – Herr Kurz conclui: “o aniquilamento do Hamas e do Hizbollah é condição elementar não apenas de uma paz capitalista precária na Palestina, mas também de uma melhoria das condições sociais”. Se é assim, então dessas mortes todas – como nos aconselharia uma boa filosofia progressista da história – devemos esperar algo melhor do que havia antes, não é? Então, viva os mísseis de Israel!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nós, como dezenas de milhares de alemães que foram às ruas nas últimas semanas, não compartilhamos a culpa cristã pelos &lt;em&gt;pogrons&lt;/em&gt; e pelos campos de concentração nazistas, nem a culpa de maoístas arrependidos pelos horrores da Grande Revolução Cultural chinesa. Por isso, não precisamos ter qualquer simpatia – e, de fato, estamos longe de a ter – com o Hamas para nos opormos ao massacre no Gueto de Gaza. Não é mais diante de Auschwitz, mas diante de Gaza que a cultura ocidental tem que prestar contas. Quanto a Robert Kurz e sua turma, só temos a contatar que o 13 de janeiro de 2009 é o seu 4 de agosto. Para todo e qualquer bom internacionalista alemão, dizer essa data é o suficiente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-6844180023177452220?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/6844180023177452220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/6844180023177452220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2009/01/o-massacre-de-gaza-e-as-imbecilidades.html' title='O massacre de Gaza e as imbecilidades de Robert Kurz'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-1297707378526382311</id><published>2009-01-13T09:36:00.003-03:00</published><updated>2009-01-13T09:42:31.779-03:00</updated><title type='text'>Gaza, a traição dos sábios</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Mezri Haddad&lt;/strong&gt; é escritor e filósofo tunisiano. Membro de Centre de Recherche sur la Pensée Antique (do CNRS – Centre National de Recherche Sociale) e do Centre d'Histoire des Sciences et des Philosophies Arabes et Médievales (CNRS). Publicado no &lt;em&gt;Le Monde&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem mais que o espetáculo trágico das crianças retalhadas e as famílias dizimadas, o que é incompreensível e insuportável é o mutismo, na França, dos arcanjos da liberdade e dos direitos do homem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Foram vistos mobilizando-se pelos chechenos ou pelos bósnios – o que é bem honroso –, mas por que se calam sobre o massacre diário de populações civis palestinas? Porque não denunciam, com o mesmo ardor humanista e a mesma tomada de consciência, os atos criminosos do exército israelense em Gaza?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As centenas de mortos, na maior parte dos civis, e os milhares de feridos são seres inferiores ou não pertencem a esta humanidade tão cara aos universalistas, de modo que a campanha de punição coletiva da qual são hoje vítimas seja tratada com tanta indiferença? E, mais graves que esse omertà, são os propósitos escandalosos de alguns fariseus que estabelecem uma responsabilidade simétrica dos culpados e das vítimas, dos que matam e dos que morrem às centenas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Este que faz essas perguntas não é prosélito das causas integralistas, nem um zelote do ativismo terrorista, nem um miserável consumidor do veneno anti-semita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Contra estas três necroses mortais que corroem alguns de meus correligionários e que são tão contrárias ao Islã, bati-me ssumindo riscos. Sempre que as circunstâncias exigiram-no, não hesitei a repreender os meus, em nome do que tomava por valores universais, em nome de uma coexistência pacífica entre israelenses e palestinos, em nome de uma confraternização entre judeus e muçulmanos. Denunciei a impostura democrática que levou o Hamas à cabeça de Gaza. Temia pelo já agonizante processo de paz, temia o choque das civilizações, apreendia-me o totalitarismo teocrático que os habitantes de Gaza deviam suportar, isolando-os do resto do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Hamas não teve o tempo de transformar Gaza em inferno. Israel e Egito, com a cumplicidade ativa dos Estados Unidos, precipitaram este desastroso destino. Durante dois longos anos, como os iraquianos antes da queda de Saddam Hussein, 1,5 milhão de palestinos foram postos em quarentena. Gaza tornou-se “uma prisão a céu aberto”, reconhecia Stéphane Hessel.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma possibilidade foi dada aos líderes do Hamas de negociar com “o inimigo” que o tinha outrora e há pouco sustentado contra o Fatah, a exemplo da administração americana no seu apoio à Bin Laden contra a URSS! À época, os estrategistas de Israel e “os terroristas” do Hamas propunham-se assim bem para isolar Yasser Arafat, humilhá-lo e despojá-lo dos atributos do poder! Os atentados suicidas do Hamas tinham pagamento. Israel assim reforçou a legitimidade martirológica do Hamas quebrando a legitimidade histórica de Arafat, duplo fiasco que conduziu à apoteose eleitoral da organização islamista. E Israel continuou com o herdeiro sem herança em que se tornou Mahmoud Abbas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O único compromisso que Israel, sob a insistência do Egito, terminou por conceder, foi a assinatura da trégua de seis meses com o Hamas, em contrapartida de um levantamento muito controlado do bloqueio [militar à faixa de Gaza]. Mesmo em doses homeopáticas, o bloqueio nunca foi suspenso. Muito menos para apressar o fim do calvário dos habitantes de Gaza que para manter a sua imagem de protetores da viúva e do órfão e de resistentes inflexíveis à “entidade sionista”, os maximalistas do Hamas terminaram por cometer o irreparável: a ruptura da trégua em 18 de dezembro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É esta uma razão suficiente para Israel lançar-se nesta impiedosa guerra punitiva contra qualquer população tomada por refém pelos seus próprios líderes? Sabe-se o que vale a vida de um homem ou uma criança na ideologia sacrificial do Hamas. Mas como os líderes israelenses podem considerar a vida dessas crianças com o mesmo desdém?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Montesquieu, “o direito das gentes é fundado naturalmente no princípio de que as diversas nações devem fazer-se, na paz, o maior número de bem, e, na guerra, o menos de mal que é possível”. Em tempos de paz, Israel impôs à população de Gaza um bloqueio cruel e desumano; em tempos de guerra, o potente exército desse país não hesita em matar cinquenta civis para atingir um combatente do Hamas. Em outros termos, eliminar os combatentes do Hamas pelo que fazem, e matar os habitantes de Gaza pelo que são. É isso, a equidade e a moralidade?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sem desgostar a André Glucksmann, efetivamente houve desproporção entre o erro cometido e a punição infligida. Alinhar uma força militar das mais sofisticados e massacrar em doze dias mais de setecentos palestinos porque o Hamas lançou alguns mísseis caseiros que fizeram quatro feridos e alguns estragos materiais, isso chama-se efetivamente desproporção e desmedida. A hybris (desmedida) é filha de Némesis (vingança), e “a desmedida, amadurecendo, produz o fruto do erro e a colheita que produz é feita apenas de lágrimas”, escreveu Ésquilo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nada pode justificar tal desencadeamento que deixa atrás de si somente ruínas, desolação, ódio e candidatos aos suicídios. Nem as razões vilmente eleitoreiras em Israel nem as operações vagamente táticas para testar a descontinuidade eventual ou a continuidade provável da futura administração americana na sua gestão do conflito israelopalestino. Quanto à lenda do pequeno Davi contra o maldoso Golias, é obsoleta e anacrônica. Porque ainda que vários inocentes civis tenham sido atingidos pelos abomináveis atentados suicidas, há muito tempo que a segurança do Israel não é mais ameaçada. Et pour cause, em termos de potência militar e de dissuasão nuclear, Israel pode riscar do mapa quem quiser e quando quiser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não é gostar do Israel não lhe “esbofetear o imprudente patriotismo”, como dizia Zola. Gostar do Israel é, a exemplo de Hannah Arendt ontem, de Tzvetan Todorov, de Gideon Levy e tanto intelectuais israelenses de hoje, “dizer-lhe a verdade, ainda que isso lhe custe. Sobretudo se isso lhe custa”, como dizia Hubert Beuve-Méry, fundador e diretor do &lt;em&gt;Monde&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Gostar desse Estado nascido após o inexprimível Holocausto é pô-lo em guarda da embriaguez da potência e da impunidade. “Israel sempre ganhou as guerras e perdeu a paz”, dizia o ilustre Raymond Aron. Não se enganou: com aquele que lhe assegurou tantas guerras, Itzhak Rabin, Israel precisava ganhar a paz. Assassinaram-no e, com o seu desaparecimento, a esperança de uma paz duradoura evaporou-se. Mas cedo ou tarde, quando as armas se calarem e cessar o derrame do sangue dos palestinos, com ou contra a vontade de Deus, o destino do povo hebreu cruzará de novo a vontade de um profeta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-1297707378526382311?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/1297707378526382311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/1297707378526382311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2009/01/gaza-traio-dos-sbios.html' title='Gaza, a traição dos sábios'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-8708976993960874299</id><published>2009-01-12T10:45:00.005-03:00</published><updated>2009-01-12T12:30:09.503-03:00</updated><title type='text'>Médicos falam sobre o uso de um "novo tipo de arma” em Gaza</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;Publico abaixo a tradução de uma reportagem do jornalista Al-Arish, publicada no &lt;em&gt;Le Monde &lt;/em&gt;de 12.01.2008. A limpeza étnica pretendida pelo Estado de Israel no Gueto de Gaza faz uso de um novo tipo de armas, a cujas vítimas o socorro médico é impotente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Feridos de um tipo novo – adultos e crianças cujas pernas não são mais do que caroços queimados e sangrentos – foram mostrados nesses últimos dias pelas televisões árabes que transmitem de Gaza. Domingo, 11 de Janeiro, foram dois médicos noruegueses, únicos ocidentais presentes no hospital da cidade, que deram testemunharam disso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Os doutores Mads Gilbert e Erik Fossa, que intervêm na região há vinte anos com a organização não governamental (ONG) norueguesa Norwac, puderam sair do território na véspera, com quinze feridos graves, pela fronteira com o Egipto. Não sem últimos obstáculos: “Há três dias, o nosso comboio, apesar de conduzido pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, teve que dar meia volta antes de chegar à Khan Younès, onde tanques atiraram para parar-nos”, dizem aos jornalistas presentes à Al-Arish.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dois dias mais tarde, o comboio passou, mas os médicos, mesmo com o embaixador da Noruega vindo acolhê-los, foram bloqueados toda a noite “por razões burocráticas” dentro do terminal transfronteiriço egípcio de Rafah, entreaberto apenas para missões sanitárias. Nesta noite, vidraças e um teto do terminal foram quebrados pela pressão de uma das bombas jogadas na proximidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“A 2 metros, o corpo é cortado em dois; a 8 metros, as pernas são cortadas, queimadas”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“No hospital Al-Chifa, de Gaza, não vimos queimaduras por fósforo, nem feridos por bombas à sub-munições. Mas vimos vítimas do que temos todas as razão para pensar ser um novo tipo de arma, experimentado pelos militares americanos, conhecido sob o acrônimo DIME – para Dense Inert Metal Explosive", declararam os médicos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pequenas bolas de carbono que contêm uma mistura de tungstênio, de cobalto, de níquel ou de ferro, têm um enorme poder de explosão, mas que se dissipa à 10 metros. “A dois metros, o corpo é cortados em dois; à oito metros, as pernas são cortadas, queimadas como por milhares de picaduras de agulhas. Não vimos os corpos dissecados, mas vimos muitos amputados. Houve casos semelhantes no Sul do Líbano em 2006 e vimos em Gaza no mesmo ano, durante a operação israelense Chuva de verão. Experiências sobre ratos mostraram que estas partículas que permanecem no corpo são cancerígenas ", explicaram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um médico palestino, interrogado domingo por Al-Jazira, falou da sua impotência nesses casos: “Não têm nenhum vestígio de metal no corpo, mas hemorragias internas estranhas. Uma matéria queima seus vasos e provoca a morte, não podemos fazer nada”. De acordo com a primeira equipe médica árabe autorizada a entrar no território, que chegou sexta-feira pelo Sul ao hospital de Khan Younès, este acolheu “dezenas” de casos desse tipo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os médicos noruegueses se sentiram se obrigados, dizem eles, a testemunhar o que viram, na ausência em Gaza de qualquer outro representante “do mundo ocidental” – médico ou jornalista: “É possível que esta guerra seja o laboratório dos fabricantes de morte? Pode-se que século XXI possa-se enclausurar 1,5 milhão de pessoas e fazer qualquer coisa que se queira chamando-as de terroristas?”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Chegados no quarto dia da guerra ao hospital Al-Chifa, que conheceram antes e após do bloqueio, encontraram uma construção e equipamento “no fim da vida útil”, um pessoal já esgotado, morrendo por toda a parte. O material eles prepararam ficou bloqueado na passagem de Erez.&lt;br /&gt;“Quando cinquenta feridos chegam de uma veze às urgências, o melhor hospital de Oslo estaria mal”, dizem eles. “Aqui, as bombas podiam cair dez por minutos. Vidraças do hospital foram pressionadas pela destruição da mesquita vizinha. Quando de certas alertas, o pessoal deve refugiar-se nos corredores. A sua coragem é incrível. Podem dormir duas a três horas por dia. A maior parte tem vítimas entre os seus parentes, ouvem na rádio interna a ladainha dos novos lugares atacados, às vezes onde se encontra a sua família, mas deve permanecer trabalhando… Na manhã da nossa partida, chegando na urgência, perguntei como se tinha passado a noite. Uma enfermeira sorriu. E seguidamente derreteu em lágrimas”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento de sua narrativa, a voz do doutor Gilbert vacila: “Vê”, retoma sorrindo calmamente, “eu também…”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-8708976993960874299?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/8708976993960874299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/8708976993960874299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2009/01/mdicos-falam-sobre-o-uso-de-um-novo.html' title='Médicos falam sobre o uso de um &quot;novo tipo de arma” em Gaza'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-7171613458632790592</id><published>2009-01-11T23:45:00.010-03:00</published><updated>2009-01-12T00:09:08.272-03:00</updated><title type='text'>Novas manifestações contra o massacre em Gaza</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Ontem, dia 11/01, mais uma vez se ouviu a voz de centenas de milhares ao redor do globo. Apesar da completa passividade com que os Estados de todo o mundo observam contemplativamente o massacre e a limpeza étnica em Gaza, os povos de todos os continentes estão manifestando-se em solidariedade ao povo palestino e contra o terrorismo de Estado israelense. Por uma terra sem amos! Por uma Palestina multiétnica, sem Estados! Todos os Estados são assassinos! &lt;a href="http://emilianoaquino.blogspot.com/2009/01/fortaleza-dia-14-fim-ao-massacre-em.html"&gt;Em Fortaleza, nos manifestaremos na quarta-feira, dia 14&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWqxAlOsJII/AAAAAAAAAK4/-rsPuqHha2g/s1600-h/Gaza+-+manif+Madri+11-01-09.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290235335851910274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 364px; CURSOR: hand; HEIGHT: 361px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWqxAlOsJII/AAAAAAAAAK4/-rsPuqHha2g/s320/Gaza+-+manif+Madri+11-01-09.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Espanha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWqw3t-8n9I/AAAAAAAAAKw/-aIR19tJGxs/s1600-h/Gaza+-+manif+Indon%C3%A9dia+11-01-09.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290235183582978002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 370px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWqw3t-8n9I/AAAAAAAAAKw/-aIR19tJGxs/s320/Gaza+-+manif+Indon%C3%A9dia+11-01-09.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Indonésia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWqwnd-EThI/AAAAAAAAAKo/sv6Fhy4SZUI/s1600-h/Gaza+-+manif+Bruxelas+11-01-09.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290234904406412818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 374px; CURSOR: hand; HEIGHT: 231px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWqwnd-EThI/AAAAAAAAAKo/sv6Fhy4SZUI/s320/Gaza+-+manif+Bruxelas+11-01-09.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bélgica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWqvjAJADkI/AAAAAAAAAKQ/imVIanMM4s0/s1600-h/Gaza+-+manif+Berna+11-01-09.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290233728168103490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 378px; CURSOR: hand; HEIGHT: 235px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWqvjAJADkI/AAAAAAAAAKQ/imVIanMM4s0/s320/Gaza+-+manif+Berna+11-01-09.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Suíça&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWqvGctoQrI/AAAAAAAAAKA/pYGGQCc8zgQ/s1600-h/Gaza+-+manif+Alemanha+11-01-09.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290233237621719730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 380px; CURSOR: hand; HEIGHT: 239px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWqvGctoQrI/AAAAAAAAAKA/pYGGQCc8zgQ/s320/Gaza+-+manif+Alemanha+11-01-09.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alemanha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290233491412362082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 388px; CURSOR: hand; HEIGHT: 252px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWqvVOKCI2I/AAAAAAAAAKI/6ORMLhzQoaQ/s320/Gaza+-+manif+Beirute+11-01-09.jpg" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Líbano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;br /&gt;..&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-7171613458632790592?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/7171613458632790592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/7171613458632790592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2009/01/novas-manifestaes-contra-o-massacre-em.html' title='Novas manifestações contra o massacre em Gaza'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWqxAlOsJII/AAAAAAAAAK4/-rsPuqHha2g/s72-c/Gaza+-+manif+Madri+11-01-09.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-6583427569218052396</id><published>2009-01-11T23:42:00.002-03:00</published><updated>2009-01-11T23:45:16.803-03:00</updated><title type='text'>Fortaleza, dia 14: fim ao massacre em Gaza!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Nota para a manifestação na Quarta-feira, dia 14/01, às 16 horas na Praça do Ferreira, no centro de Fortaleza&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde 27 de dezembro, o Estado de Israel realiza de forma covarde um impiedoso massacre da população palestina da Faixa de Gaza. A agressão militar começou com pesados bombardeios seguidos por uma ocupação por terra que já mataram mais de 800 palestinos e deixaram mais de 3000 feridos, incluindo grande número de crianças, mulheres e idosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com argumentos cínicos e mentirosos, o Estado de Israel e os grandes meios de comunicação tentam justificar mais essa carnificina. Dizem que o objetivo da ofensiva é “combater os terroristas do Hamas” e que seu exército “está fazendo todo o possível para poupar a vida de civis”. Então por que a grande maioria dos mortos e feridos é de civis desarmados e indefesos? Seriam terroristas as quase 300 crianças palestinas mortas até agora pelo exército de Israel? E como devem ser chamados os soldados israelenses que apertam o gatilho e jogam as bombas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Israel não apenas mata, mas mata de forma indiscriminada e covarde. Os primeiros bombardeios do dia 27 despejaram nada menos que 100 toneladas de bombas numa região que possui uma das maiores densidades populacionais do planeta, com 1,5 milhão de habitantes (49,1% são crianças). Foi um ataque surpresa que não deu chance para as pessoas se protegerem: num mesmo dia, 145 morreram e outras 300 ficaram feridas, incluindo crianças que voltavam da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exército de Israel é um dos mais bem treinados e equipados do mundo, e se acha no direito de matar com impunidade. Destruiu um hospital infantil, mesquitas, escolas, mercados, uma universidade, casas e prédios residenciais. O Estado de Israel diz que eram depósitos de mísseis do Hamas, mas nos destroços não havia qualquer vestígio de armas, apenas feridos e corpos estraçalhados. Não bastasse isso, vem utilizando bombas de fósforo branco, munição com tungstênio e com urânio empobrecido, armamentos proibidos pela ONU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as guerras, multidões de refugiados fogem das áreas de conflito tentando salvar suas vidas. Mas a população da Faixa de Gaza não tem para onde fugir. Há 18 meses ela está confinada dentro de seu próprio território por um bloqueio militar israelense que não permite que ninguém entre ou saia, causando o assassinato em massa de palestinos, o que constitui de acordo com convenções internacionais um crime de guerra, um genocídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado de Israel “justifica” o massacre acusando o Hamas de ter rompido um acordo de cessar-fogo em 19 de dezembro de 2008, quando o grupo passou a atirar foguetes de curto alcance contra o território israelense. Mas antes disso, Israel já havia rompido o cessar-fogo, primeiro em 4 de novembro, quando bombardeou e matou 6 palestinos em Gaza e, depois, em 17 de novembro quando outra vez bombardeou e matou mais 4 palestinos. Israel jamais cumpriu sua parte no acordo de cessar-fogo, que determinava o fim do bloqueio a Gaza. Em vez disso, intensificou o cerco impedindo a chegada de remédios e comida, tornando impossível a vida de 750 mil palestinos miseráveis cuja alimentação depende exclusivamente da ajuda humanitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação piora a cada hora! Além do banho de sangue, não há comida, água potável, energia elétrica, remédios nem médicos suficientes. Os hospitais não comportam a multidão de feridos que morrem aos montes sem possibilidade de atendimento e os necrotérios não têm espaço para amontoar as centenas de mortos. Médicos palestinos e estrangeiros em Gaza denunciam que o exército de Israel está atirando nas ambulâncias e impedindo-as de socorrer os feridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da covardia e da tirania do Estado de Israel, milhões de vozes no mundo se unem para exigir o fim do massacre em Gaza. Nós também gritamos e nos solidarizamos com a luta e a dor do povo palestino. Não somos contra os judeus nem concordamos com o Hamas, mas nos opomos ao terrorismo de Estado e à limpeza étnica que o Estado racista de Israel realiza diante de nossos olhos. Solidarizamos-nos com os palestinos da mesma forma que nos solidarizamos com todas aquelas e todos aqueles que no mundo inteiro preferem lutar com dignidade a viver como animais e que por isso são obrigados a enfrentar a violência dos Estados e do capitalismo que cada vez mais semeiam a miséria e afundam o mundo em banhos de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma Palestina livre! Contra o racismo, pela união e a paz entre os povos! Contra a barbárie do capitalismo e dos Estados! Por uma Terra sem amos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANTICAPITALISTAS CONTRA O MASSACRE EM GAZA&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-6583427569218052396?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/6583427569218052396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/6583427569218052396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2009/01/fortaleza-dia-14-fim-ao-massacre-em.html' title='Fortaleza, dia 14: fim ao massacre em Gaza!'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-2228863706609460957</id><published>2009-01-10T16:40:00.006-03:00</published><updated>2009-01-10T17:03:39.709-03:00</updated><title type='text'>Povos do mundo contra o massacre nazisraelense em Gaza</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289757099079297826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWj-Dia46yI/AAAAAAAAAJ4/rdwVY28YVYU/s320/Gaza+-+manif+Duisbourg+10+janvier.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Parem a Guerra em Gaza!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWj9T3cfgbI/AAAAAAAAAJg/Rc_h0DDdCG0/s1600-h/Gaza+-+manif+Paris+10+janvier.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289756280089444786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 347px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWj9T3cfgbI/AAAAAAAAAJg/Rc_h0DDdCG0/s320/Gaza+-+manif+Paris+10+janvier.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Hoje, em várias cidades da Europa, da África, da Ásia e da América, ocorreram manifestações de centenas de milhares de pessoas contra a &lt;strong&gt;limpeza étnica&lt;/strong&gt; no &lt;strong&gt;Gueto de Gaza&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em Toronto (Canadá), cinco mulheres judias ocuparam a representação diplomática do Estado nazisraelense; após a desocupação pela polícia afirmaram à imprensa que Israel não representa os judeus do mundo, como pretende. Também em Bourdeaux (França), a União Judia Francesa desfilou com faixa em que diz: "Não à política criminosa de Israel. Crimes em nosso nome, não". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na França, em cerca de cem cidades houve manifestações de protesto contra o massacre em Gaza: em Paris, a manifestação reuniu cerca de 100 mil pessoas; em Lion, 20 mil; em Toulouse, &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWj9iEFb2OI/AAAAAAAAAJo/UeXMEnvfvwU/s1600-h/Gaza+-+manif+Toulouse+10+janvier.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289756524000565474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 345px; CURSOR: hand; HEIGHT: 239px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWj9iEFb2OI/AAAAAAAAAJo/UeXMEnvfvwU/s320/Gaza+-+manif+Toulouse+10+janvier.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;4 mil, em Lille, 10 mil. Também na Itália, houve manifestações massivas em Milão, Turim e outras cidades; em Florença, 5 mil manifestantes; em Veneza, cerca de 1 mil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em Londres, 100 mil pessoas foram às ruas, concentrando em frente à embaixada do Estado de Israel. Na Escócia, uma manifestação de centenas de pessoas jogaram sapatos na Embaixada norte-americana. Na Alemanha, cerca de 30 mil pessoas protestaram em várias cidades do país. Na Escandinávia, mais de 10 mil pessoas nas ruas de Oslo, Estocolmo e Compenhague. Na Grécia, houve manifestações também com milhares de pessoas em Atenas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-2228863706609460957?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/2228863706609460957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/2228863706609460957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2009/01/povos-do-mundo-contra-o-massacre.html' title='Povos do mundo contra o massacre nazisraelense em Gaza'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWj-Dia46yI/AAAAAAAAAJ4/rdwVY28YVYU/s72-c/Gaza+-+manif+Duisbourg+10+janvier.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-7292491664134331287</id><published>2009-01-09T11:34:00.005-03:00</published><updated>2009-01-09T11:47:05.936-03:00</updated><title type='text'>A ideologia racista do Estado de Israel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWdgv078deI/AAAAAAAAAJY/OFyWiSxHHas/s1600-h/Golda+Meier.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289302662150125026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 124px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWdgv078deI/AAAAAAAAAJY/OFyWiSxHHas/s320/Golda+Meier.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Golda Meier, primeira-ministra de Israel: "Como vamos devolver os territórios ocupados? Não existe ninguém a quem devolver algo. Essa coisa a que chamam palestinos não existe". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A &lt;strong&gt;limpeza étnica&lt;/strong&gt; desenvolvida há anos por Israel e intensificada no atual massacre aos palestinos da faixa de Gaza é apenas o cumprimento dessa ideologia racista e genocida que se constitui no próprio fundamento do Estado de Israel. Os palestinos não existem, &lt;em&gt;dixit&lt;/em&gt; Meier. De fato, os palestinos não mais existirão, respondem os tanques israelenses, com sua cuspideira de destruição e morte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-7292491664134331287?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/7292491664134331287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/7292491664134331287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2009/01/ideologia-racista-do-estado-de-israel.html' title='A ideologia racista do Estado de Israel'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWdgv078deI/AAAAAAAAAJY/OFyWiSxHHas/s72-c/Golda+Meier.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-4359965468765867249</id><published>2009-01-07T22:40:00.006-03:00</published><updated>2009-01-07T22:58:16.499-03:00</updated><title type='text'>Palestina: estado de exceção permanente</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;A criança nos braços do pai. Os mortos em sua cerimônia de sepultamento. A menina palestina, silenciosa, com olhar de não-sei-o-quê. O tanque israelense cuspindo morte e destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288732098575795154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 420px; CURSOR: hand; HEIGHT: 173px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWVZ0p_RA9I/AAAAAAAAAJQ/YFMJpwGCnEc/s320/menina+de+gaza.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;A tradição dos oprimidos nos ensina que o "estado de exceção" &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;em que vivemos é na verdade a regra geral. (Walter Benjamin)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-4359965468765867249?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/4359965468765867249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/4359965468765867249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2009/01/palestina-estado-de-exceo-permanente.html' title='Palestina: estado de exceção permanente'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWVZ0p_RA9I/AAAAAAAAAJQ/YFMJpwGCnEc/s72-c/menina+de+gaza.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-7495893257102760294</id><published>2009-01-06T23:27:00.003-03:00</published><updated>2009-01-06T23:32:49.352-03:00</updated><title type='text'>Parem já com o genocídio em Gaza!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Todo Estado é assassino!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Pela destruição do Estado de Israel!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Por uma Palestina multi-étnica sem Estados!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Barremos agora o genocídio em Gaza!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288373189725614002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 194px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWQTZaVLb7I/AAAAAAAAAJI/PTuLVY5IIW8/s320/Massacre+em+Gaza.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-7495893257102760294?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/7495893257102760294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/7495893257102760294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2009/01/parem-j-com-o-genocdio-em-gaza.html' title='Parem já com o genocídio em Gaza!'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SWQTZaVLb7I/AAAAAAAAAJI/PTuLVY5IIW8/s72-c/Massacre+em+Gaza.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-358984288877666557</id><published>2008-12-28T13:22:00.007-03:00</published><updated>2008-12-28T14:13:44.089-03:00</updated><title type='text'>Solidariedade internacional à insurreição grega</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Da França, da Alemanha, de Portugal, da Sérvia, da Ucrânia, da Itália, de todas as partes ... chegam mensagens aos insurrectos gregos. São imagens do retorno da história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:100%;" &gt;"Então, será possível rever uma Atenas ou uma Florença na qual ninguém será rejeitado, ampliada até os confins do mundo; e que, tendo abatido todos os seus inimigos, poderá entregar-se com júblico às verdadeiras dissensões e aos embates sem fim da vida histórica". (Guy Debord, &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Prefácio à 4ª edição italiana de A sociedade do espetáculo&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeqJ0wpFiI/AAAAAAAAAJA/4dy9O2YVXgs/s1600-h/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega12.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeqJ0wpFiI/AAAAAAAAAJA/4dy9O2YVXgs/s320/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega12.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284879773500773922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dijon&lt;/span&gt;: "A Grécia em chamas, greve geral!!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVept3ipZ5I/AAAAAAAAAI4/VmPHKKhzskc/s1600-h/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+11.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVept3ipZ5I/AAAAAAAAAI4/VmPHKKhzskc/s320/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+11.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284879293211043730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Amsterdã&lt;/span&gt;: "Combater a polícia em todo lugar. Solidariedade a Alexandros"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVepttzd-JI/AAAAAAAAAIw/q05tzANX-rA/s1600-h/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+10.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVepttzd-JI/AAAAAAAAAIw/q05tzANX-rA/s320/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+10.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284879290597243026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Belgrado&lt;/span&gt;: "Solidariedade à revolta grega"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVepthy58nI/AAAAAAAAAIo/wjDNfubATEE/s1600-h/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+9.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVepthy58nI/AAAAAAAAAIo/wjDNfubATEE/s320/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284879287373656690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Dijon&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;: "Na Grécia, o medo mudou de lado"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeptBUz6OI/AAAAAAAAAIg/4M3lK-jBpZ4/s1600-h/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+8.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeptBUz6OI/AAAAAAAAAIg/4M3lK-jBpZ4/s320/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+8.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284879278657497314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Berlin&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;: "Por Alexis"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeps1rCKII/AAAAAAAAAIY/MPVkGzqQ7x8/s1600-h/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+7.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeps1rCKII/AAAAAAAAAIY/MPVkGzqQ7x8/s320/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+7.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284879275529480322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Kiev:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; "Solidariedade a Alexis"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeoxrf5jqI/AAAAAAAAAIQ/BxrDW3DM53I/s1600-h/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeoxrf5jqI/AAAAAAAAAIQ/BxrDW3DM53I/s320/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284878259186142882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lisboa&lt;/span&gt;: "A polícia mata"; "Solidariedade  aos companheiros gregos"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeoxWxzjRI/AAAAAAAAAII/KEqxVNQ2S1Q/s1600-h/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 180px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeoxWxzjRI/AAAAAAAAAII/KEqxVNQ2S1Q/s320/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284878253624102162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Toulouse&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;: "Solidariedade aos amotinados gregos"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeoxbcx_EI/AAAAAAAAAIA/M8y9PInAkfE/s1600-h/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeoxbcx_EI/AAAAAAAAAIA/M8y9PInAkfE/s320/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284878254878096450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Madrid&lt;/span&gt;: "Polícia assassina"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeowzdZB-I/AAAAAAAAAH4/GJ4rnLeApoM/s1600-h/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeowzdZB-I/AAAAAAAAAH4/GJ4rnLeApoM/s320/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284878244143237090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Milão&lt;/span&gt;: "Da Grécia à Itália, tiras assassinos"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeowj88c1I/AAAAAAAAAHw/NbsjaDCt7sw/s1600-h/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 212px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeowj88c1I/AAAAAAAAAHw/NbsjaDCt7sw/s320/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284878239980614482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nova Iorque&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeoMNESDhI/AAAAAAAAAHo/gvzTQuofa84/s1600-h/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeoMNESDhI/AAAAAAAAAHo/gvzTQuofa84/s320/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284877615362084370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;Atenas&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;: "Foda a polícia"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-358984288877666557?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/358984288877666557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/358984288877666557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2008/12/solidariedade-internacional-insurreio.html' title='Solidariedade internacional à insurreição grega'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SVeqJ0wpFiI/AAAAAAAAAJA/4dy9O2YVXgs/s72-c/Solidariedade+%C3%A0+insurrei%C3%A7%C3%A3o+grega12.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-3740650186398912432</id><published>2008-12-21T02:53:00.014-03:00</published><updated>2008-12-21T11:51:25.693-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Viva a insurreição proletária na Grécia!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;"O fogo, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;sobrevindo, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;há de distinguir &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;e reunir &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;todas as coisas" &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;(Heráclito, frag. 66)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282117650723931506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SU3aBHk4hXI/AAAAAAAAAHg/AfSzwjWFblw/s320/pr%C3%B3xima+insurrei%C3%A7%C3%A3o+em+Atenas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Faísca em Atenas, incêndio em Paris:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;é a próxima insurreição&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leia também: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://emilianoaquino.blogspot.com/2008/12/carta-aos-estudantes-escrita-por.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Carta aos estudantes escrita por trabalhadores atenienses&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;13º, 14º e 15º dias da insurreição na Grécia: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;a contrapelo do tempo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;20/12/2008: Os protestos iniciados há duas semanas na Grécia continuam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;O 15.º dia de protestos na Grécia decorreu de forma criativa, combativa e com distúrbios com as forças da ordem. A seguir notas breves dos atos acontecidos pelo menos até ao início da noite grega.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Hoje (20), sucederam diversas "pequenas" manifestações descentralizadas ao redor da cidade de Atenas. Houve atos nos bairro de Gyzi, Peristeri (onde um segundo estudante de 16 anos levou um tiro na mão), Chaidari, Petralona, Nea Smyrni, Victoria, Vyronas, e nas cidades de Tessalônica, Heraclito e Larisa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Manifestantes atearam fogo ao prédio de uma companhia. Um grupo de jovens usando máscaras jogou uma bomba que danificou as instalações da Tirésias SA, companhia que armazena dados sobre portadores de cartões de créditos. O prédio foi incendiado e destruído. Os manifestantes gregos continuam a atacar os símbolos do Natal. Um grupo de duas centenas de manifestantes entrou em confronto com a polícia ao tentar botar abaixo a principal árvore de Natal no centro de Atenas, que já foi destruída uma vez. A polícia teve de defender aquele símbolo da fúria dos jovens com gás lacrimogêneo e cassetetes. Provocando um corre-corre e assustando os consumidores que fugiram do centro comercial da cidade.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Uma das frases mais pichadas no centro da capital negra passou a ser "Boa Crise e um Feliz Medo Novo", que ironiza a conhecida frase de "Bom Natal e Feliz Ano Novo". Durante o dia mais ações "anarco-transporte" aconteceram nas estações de metrô de Brahami e Ayios Antonios. Nos últimos dias estas ações têm sido comuns em vários pontos de Atenas, onde estações são visitadas por pequenos grupos anarquistas que sabotam as máquinas automáticas de vendas de bilhetes, e distribuem folhetos convocando para a auto-organização dos passageiros.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Neste sábado, ao menos mais quatro estações de rádio foram ocupadas ("Best", "En Lefko", "Athina 9,84" e "República 100,3"; textos contra a violência de Estado e em solidariedade com os detidos nas revoltas foram lidos. Um nutrido grupo da Ocupação da Escola Politécnica se reuniu no lugar onde Alexis foi assassinato, no bairro de Exarchia. Foram lidos vários relatórios das ações de solidariedade que estão acontecendo pelo mundo. Em Tessalônica, anarquistas ocuparam um cinema no centro da cidade e arremessaram bolos e doces no prefeito Vassilis Papageorgopoulos e em alguns vereadores presentes. O prefeito e seu staf político participavam de um evento natalino.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;19/12/2008: Manifestações seguem na Grécia: 14º dia de protestos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[Nesta sexta-feira (19), novas atividades aconteceram ao redor da Grécia, marcando o 14º dia de protestos, após a morte do jovem Alexandros Grigoropulos.]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pela manhã, centenas de estudantes das escolas de Peristeri, na região oeste de Atenas, segurando faixas onde se lia "O terrorismo deles não funcionará", marcharam pelas ruas da cidade para protestar contra o tiro na mão que um garoto de 16 anos recebeu na quarta-feira por um homem não identificado. Os estudantes também organizaram uma manifestação em Piraeus.&lt;br /&gt;Durante boa parte do dia aconteceu uma grande exposição de apoio e solidariedade a céu aberto em Propylea. Mais de 30 artistas participaram e cerca de mil de pessoas prestigiaram o evento. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Algumas fotos da exposição: &lt;a href="http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&amp;amp;article_id=950727#951302" target="_blank"&gt;http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&amp;amp;article_id=950727#951302&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Cerca de 20-40 pessoas atacaram com bombas incendiárias o Instituto Francês de Atenas -instituição educacional e cultural dependente do Ministério de Relações Exteriores da França-, nesta sexta-feira. Um dos explosivos lançados chegou a atingir o interior do edifício, mas não explodiu. As bombas queimaram a fachada e quebraram janelas no pátio interno. Na fachada, picharam os seguintes dizeres: "Faíscas em Atenas. Incêndio em Paris. Insurreição se aproxima." Este ato foi, também, em solidariedade com os presos acusados de atos de solidariedade e sabotagens em ferrovias francesas, e os estudantes daquele país que estão nas ruas..&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;À noite, em Aigaleo, 100 anarquistas realizaram uma manifestação. Quebraram muitas janelas de instituições bancárias e câmeras de vigilância, e picharam lemas nas paredes, ainda atacaram duas delegacias locais.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Além disso, durante uma fala do primeiro ministro num evento teatral no centro de Atenas, por volta de 40 pessoas subiram no palco e desvelaram uma bandeira onde podia se ler: "Todo mundo nas ruas” e “Liberdade para todos os detidos já!". Muitas pessoas aplaudiram.&lt;br /&gt;Mai uma manifestação de rua aconteceu em Lamia e uma outra em Larissa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em Chania, um grupo de 50 pessoas ocupou uma estação de TV local e botou no ar um vídeo de 20 minutos explicando sobre a violência policial e os acontecimentos na Grécia desde a morte do jovem Alexis pela polícia.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em Giannena aconteceu uma exposição artística de solidariedade. Na mesma cidade, durante as primeiras horas da manhã, bancos foram atacados, um que funcionava dentro da universidade.&lt;br /&gt;Também aconteceram ataques incendiários em Kavala e Aigio. Dois carros foram postos em chamas em Tessalônica e dois em Patras.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;De acordo com o Sindicato dos Professores, 800 escolas no país estão ocupadas pelos estudantes. E mais de 200 faculdades. Durante a manifestação de ontem, fotógrafos registraram a polícia de choque pulverizando com gás uma senhora idosa transeunte: &lt;a href="http://katalipsisxolistheatrou.blogspot.com/2008/12/blog-post_19.html" target="_blank"&gt;http://katalipsisxolistheatrou.blogspot.com/2008/12/blog-post_19.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fotos do concerto com milhares de pessoas que aconteceu em Tessalônica na quinta-feira (18): &lt;a href="http://katalipsisxolistheatrou.blogspot.com/2008/12/blog-post_952.html" target="_blank"&gt;http://katalipsisxolistheatrou.blogspot.com/2008/12/blog-post_952.html&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;18/12/2008: Relato de um anarquista em Atenas no dia 18, quinta-feira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Báchi, Gurúña, Dolofóni - Maderos, Porcos, Assassinos&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A concentração estava convocada para às 12h em Propilea por associações estudantis, as assembléias dos departamentos ocupados, esquerdistas e coletivos anarquistas. Mais e mais gente ia chegando, ainda que os bancos e grandes comércios ao redor da rua Panepistimiu fechassem suas portas. A manifestação começou lá pelas 14h, e era verdadeiramente enorme. Muitos diziam que era inclusive maior que as manifestações da semana passada. Não sei quantos milhares de pessoas havia... mas isso têm pouca importância. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;As pessoas saíram da rua Panepistimiu, se dirigindo ao Parlamento (Praça de Sintagma) através das ruas Pesmasoglu e Stadiu. Gritos, lemas... as ruas são nossas e isto é algo que se via claramente. É algo que se notava, que depois de tantos dias saindo às ruas os jovens, os maiores... todos... ficava patente que a rua lhes pertencia. É algo que não sou capaz de explicar-lhes. Reapropriação total do espaço público, do espaço urbano.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Até chegar na Praça de Sintgma, não foi notada a presença policial. É algo indiscutível o fato de quem provoca o ódio, quem provoca os distúrbios, quem provoca... já que era uma manifestação totalmente pacifica e os únicos ataques que se realizaram era a destruição de câmaras de vigilância.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na praça de Sintagma nos encontramos com uma multidão de policiais antidistúrbios (MAT). Ali começaram os primeiros incidentes. Um grupo de pessoas encapuzadas tentou tocar fogo na nova árvore de natal (que se encontra no mesmo local da outra anteriormente incendiada), já que a Prefeitura instalou uma outra. Inicialmente pareceu que eles tiveram sucesso já que começou a sair fumaça. Sem dúvida, entre a forte chuva da manhã (ou seja, estava molhada) e a intervenção dos MAT conseguiram apagá-la.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um grupo de esquerdistas realizou um ataque corpo a corpo com os MAT, com bastões de madeira. Aí começaram a atirar os primeiros gases lacrimogêneos. O povo respondeu com uma onda de pedras e bombas de tinta. Os blocos dos manifestantes se reorganizaram e começaram a dirigir-se de novo a Propilea. E os policiais antidistúrbios nos seguiam pelas calçadas e os becos ao redor da Panepistimiu. Outro ataque com pedras e coquetéis molotov e de novo gases lacrimogêneos.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Entre barricadas muito bem construídas e ataques muito bem organizados, e somente a bancos e a ministérios, ao largo da rua Panepistimiu e Akadimias, nos dirigimos todos a faculdade ocupada de Direito, já que havia assembléia geral.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dentro da faculdade... &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Uma assembléia enorme, com a participação de mais de 700 pessoas. Ali estavam os "representantes" de todos os departamentos ocupados transmitindo as decisões de suas assembléias. Viam-se claramente a intenção e a vontade de seguir adiante, tanto durante as férias do natal como depois. Havia pessoas no último andar do edifício atirando pedras nos antidistúrbios, vigiando a área e avisando aos que se enfrentavam na rua. No pátio fogos, para poder proteger-nos dos gases lacrimogêneos que atiravam os antidistúrbios, inclusive dentro...&lt;br /&gt;Uma verdadeira fortaleza.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Fora da faculdade...&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os enfrentamentos duraram umas 5 horas. Barricadas, pedras, coquetéis molotov. Muitíssima gente participando nos enfrentamentos com os MAT. Apoio mútuo, solidariedade...&lt;br /&gt;É algo incrível ver que o povo já não tem nenhum medo (ou pelo menos, muito menos que antes) da polícia. É incrível ver jovens de 15 ou 16 anos enfrentando-se nas ruas, não cagarem-se de medo dos gases e das porras dos MAT, que os blocos dos manifestantes não se dispersam depois de um ataque por parte da polícia. A capacidade de reorganizarem-se na rua, em momentos muito tensos e sob condições que requerem reflexões muito rápidas, é algo que me chamou muito a atenção. É o que se diz na Grécia. Na rua que nasce a consciência política. Aqui é onde tudo se põe em prática. E já nem sequer seus gases podem nos parar.... &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pela noite fomos ao edifício ocupado da Confederação Geral dos Trabalhadores. Um sindicato burocrata, a mão esquerda do governo. O edifício está tomado por trabalhadores libertários, anarquistas, esquerdistas. Outra assembléia com mais de 400 pessoas, onde se falaram muitos assuntos ao redor do mundo do trabalho, a precariedade e formas de intervenção nos centros de trabalho. Já é hora de que se organizem as pessoas fora dos sindicatos pelegos de maneira horizontal e auto-organizada. Na assembléia se decidiu, entre outras coisas, a realização de várias jornadas durante este fim de semana.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Dirigimos-nos a universidade ocupada de ASSOE. É a ocupação, desde meu ponto de vista, maior que existe. E a que tem muita gente participando, além disso, há um monte de grupos de trabalho desde o funcionamento do refeitório ocupado (havia jantar grátis) até os comunicados, grupos de limpeza etc.. A assembléia começou muito tarde, pelas 22h com a participação de umas 500 pessoas. Ali nos comunicaram que detiveram 5 pessoas durante os enfrentamentos da manhã, nos informaram sobre as concentrações do fim de semana e temas de gestão da ocupa. Depois de tantos dias de ocupação e de presença durante todo o dia no edifício, as pessoas estão muito cansadas e se falou muito sobre o que se tem conseguido e sob que condições vão seguir mantendo a ocupação.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Algo que merece a pena mencionar, quanto a capital Atenas, é que aparte do que ocorre no centro (já que é o único lugar que se mostra pelos meios de comunicação), há um montão de iniciativas e muito movimento nos bairros periféricos. Somente para este fim de semana há mais de 10 concentrações-manifestações em distintos bairros atenienses.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#660000;"&gt;Fonte: Agência de Notícias Anarquistas - ANA&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-3740650186398912432?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/3740650186398912432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/3740650186398912432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2008/12/dizia-herclito-o-fogo-sobrevindo-h-de.html' title=''/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SU3aBHk4hXI/AAAAAAAAAHg/AfSzwjWFblw/s72-c/pr%C3%B3xima+insurrei%C3%A7%C3%A3o+em+Atenas.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-5072801863022658507</id><published>2008-12-19T13:08:00.006-03:00</published><updated>2008-12-21T02:44:15.213-03:00</updated><title type='text'>Carta aos estudantes  escrita por trabalhadores atenienses</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281535903560978130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SUvI6-g5TtI/AAAAAAAAAHY/rI80d8lgCmU/s320/Atenas+em+chama.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;A insurreição grega, que já chega ao seu 14º dia, começa a produzir suas expressões teóricas. Como em toda insurreição dos últimos anos (Argentina, Oajaca, periferias européias ...), a crítica prática revolucionária se opõe às hierarquias, à ideologia, à mercadoria, à representação e ao Estado. E produz diálogo e comunicação prática horizontal. Vejam este belíssimo texto!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Em português, abaixo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Em francês, &lt;&lt;a href="http://juralibertaire.over-blog.com/article-25892814.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nossa diferença de idade e o distanciamento geral nos dificultam discutir com vocês nas ruas; esta é a razão por que nós mandamos esta carta.&lt;br /&gt;A maioria de nós ainda não está careca, nem nos pintou uma barriguinha. Somos parte do movimento de 1990-91. Devem ter ouvido falar dele. Naquele momento, quando havíamos ocupado nossas escolas durante 30-35 dias, os fascistas mataram um professor porque foi mais além da sua função natural (o de ser nosso guardião) e cruzou a linha que levava ao lado oposto: veio conosco, para nossa luta.&lt;br /&gt;Então, até o mais brando de nós foi às ruas nos distúrbios. Sem dúvida, nós nem sequer pensamos em fazer o que tão facilmente fazem vocês hoje: atacar delegacias (ainda que cantávamos aquilo de "queimar delegacias....").&lt;br /&gt;Assim francamente, vocês foram muito mais além que nós, como ocorre sempre na história. As condições são diferentes, é claro. Nos anos 90 nos compraram com a desculpa do êxito pessoal e alguns de nós nos entregamos. Agora as pessoas não acreditam neste conto de fadas. Vossos irmãos maiores nos demonstraram durante o movimento estudantil de 2006-07. Vocês agora lhes cuspam seu conto de fadas na cara.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Agora começam as boas e difíceis questões&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para começar, lhe dizemos que o que temos aprendido de vossas lutas e de nossas derrotas (porque enquanto o mundo ainda não for nosso, sempre seremos perdedores) e podem empregar o que temos aprendido como queiram:&lt;br /&gt;Não fiquem sós. Chamem-nos; chamem a tanta gente como seja possível. Não sabemos como podeis fazê-lo, encontrarão a forma. Já ocuparam vossas escolas e nos dizem que a razão mais importante é que não gostam delas. Bem. Já que ocuparam, invertam o rol de prioridades. Troquem vossas ocupações com outras pessoas. Permitam que vossas escolas sejam o primeiro lugar para nossas novas relações. Sua arma mais potente é nossa divisão. Tal e como vocês não temeram atacar as delegacias porque estão unidos, não temam chamar-nos para mudar nossas vidas, todos juntos.&lt;br /&gt;Não escutem nenhuma organização política (nem anarquista nem outra qualquer). Façam o que necessitem. Confiem no povo, não em esquemas e idéias abstratas. Confiem em vossas relações diretas com as pessoas. Confiem em vossos amigos: façam da vossa luta a de quanto mais gente for possível, vossa gente. Não lhes dêem ouvidos quando te disseres que vossas lutas não têm conteúdo político e que deveriam obtê-lo. Vossa luta é o conteúdo. Tão só tenham vossa luta e está em vossas mãos assegurar o seu avanço. Tão só ela pode mudar vossa vida, a vocês e as relações reais com vossos companheiros.&lt;br /&gt;Não temam atuar quando enfrentarem coisas novas. Cada um de nós, agora que nos fazemos maiores, têm algo semeado em seu cérebro. Vocês também, ainda que sejam jovens. Não esqueçam a importância deste fato. Em 1991, nos enfrentamos com o cheiro de um novo mundo e, acredite-nos, o encontramos difícil. Havíamos aprendido que sempre deve haver limites. Não temam a destruição de mercadorias. Não se assustem ante os saques de lojas. O fazemos porque é nosso. Vocês (como nós no passado) foram criados para levantarem todas as manhãs visando fazer coisas que mais tarde não serão vossas. Recuperemo-las e compartamo-las. Tal e como fazemos com nossos amigos e o amor.&lt;br /&gt;Pedimos desculpas para vocês por escrever esta carta tão rapidamente, mas fazemos isso ao ritmo do trabalho, em segredo para evitar que dela se intere o chefe. Somos prisioneiros no trabalho, como vocês na escola.&lt;br /&gt;Agora mentiremos aos nossos chefes e deixaremos o trabalho: reunir-nos-emos com vocês em Syntagma com pedras nas mãos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Proletários&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-5072801863022658507?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/5072801863022658507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/5072801863022658507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2008/12/carta-aos-estudantes-escrita-por.html' title='Carta aos estudantes  escrita por trabalhadores atenienses'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SUvI6-g5TtI/AAAAAAAAAHY/rI80d8lgCmU/s72-c/Atenas+em+chama.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-891208779878719401</id><published>2008-12-06T19:43:00.014-03:00</published><updated>2008-12-09T09:13:30.255-03:00</updated><title type='text'>Dura ars, sed ars...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nota a ser divulgada, reproduzida e enviada a amigos e conhecidos, por vias eletrônica e material&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Rápido! Não deixemos que a prisão de Carol se prolongue ainda mais!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Clique &lt;a href="http://juralibertaire.over-blog.com/article-25541842.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, para acessar a divulgação do manifesto em francês.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/STsAplzmDPI/AAAAAAAAAHI/hRVjoKKRqSg/s1600-h/Liberdade+para+carol+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276812102917819634" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/STsAplzmDPI/AAAAAAAAAHI/hRVjoKKRqSg/s320/Liberdade+para+carol+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ação de 40 jovens pichadores, no último 26 de outubro, na 28ª Bienal de São Paulo, ação que resultou na prisão de Caroline Pivetta da Mota, deve receber a mais irrestrita solidariedade de todos aqueles que são, tão-simplesmente, amigos da liberdade. Neste plano, tudo pode ser resumido nisso: trata-se da liberdade de intervenção artística, que marca há quase um século a arte moderna e de vanguarda. Daí que podemos dizer sem medo: aqueles que hoje aprisionam e processam Caroline e perseguem seus companheiros do Grupo Susto’s são inimigos da arte moderna e da liberdade artística. Os organizadores da Bienal, a Polícia e o Ministério público de São Paulo são esses inimigos e devem ser denunciados por todo canto como um só “bloco histórico” da reação anti-artística do velho &lt;em&gt;stableshment&lt;/em&gt; cultural.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas algo mais fundamental se manifesta aí: a contestação à sociedade burguesa que atravessa e ultrapassa a expressão artística. Já há duas décadas a juventude proletária, individualmente ou organizada em pequenos grupos temporários, atacam o urbanismo, a destruição da cidade moderna pelo desenvolvimento capitalista, que a transforma em território da solidão, da anticomunicação generalizada, do vazio e do medo. Prédios enormes e frios, que nada mais expressam que a privatização da vida (a vida privada da própria vida), a separação dos indivíduos e o poder totalitário da mercadoria e do Estado, bem como praças que-já-não-são-mais-praças e monumentos da história oficial, têm sido objetos constantes de intervenção das pichações. Essas ações “buscam ‘melar’ a urbanização modernizadora do capitalismo e romper com o anonimato e a desindividuação próprios da ‘massificação’” (revista &lt;em&gt;contra-a-corrente&lt;/em&gt;, nº 9, set./dez. 1999).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O sistema tem buscado assimilar e recuperar essas formas de contestação, principalmente com a sua transformação em formas nobres de “arte”. Bancos, instituições judiciárias de recuperação social de jovens, Secretarias Municipais e Estaduais de Educação, Projetos Sociais dos mais diversos governos e Galerias de Arte financiam o uso moderado de pinturas de murais por pichações “artísticas”. A pichação se torna aí uma técnica “neutra”, em campanhas de cidadania e integração cultural e moral repressiva e policial de jovens proletários às instituições do sistema. A conseqüência inevitável desse recuperador processo de “segurança social” é já o surgimento de Galerias de Arte, que trazem para o espaço colonizado dos ambientes “artísticos” comerciais a chamada “arte de rua”. É justamente este o caso da Galeria “Choque Cultural”, em Pinheiros, São Paulo, também atacada por pichadores em setembro deste ano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/STsBnI6cT3I/AAAAAAAAAHQ/qeoaG0gNSKg/s1600-h/Liberdade+para+carol+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276813160313802610" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/STsBnI6cT3I/AAAAAAAAAHQ/qeoaG0gNSKg/s320/Liberdade+para+carol+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O que torna insuportáveis as ações de Carol e de seus companheiros é justamente a recusa a essa integração, recusa particular que expressa – num intolerável mau exemplo – a recusa de milhares de outros jovens nos bairros proletários, que nas periferias brasileiras, não menos do que nas quentes &lt;em&gt;banlieues&lt;/em&gt; francesas, dizem conscientemente &lt;em&gt;não!&lt;/em&gt; à docilidade policial das instituições que buscam integrá-los à obediência. Insuportáveis ainda mais porque tais ações levam a recusa aos territórios aos quais a própria política recuperadora do sistema sentiu-se bem à vontade para, sob a forma morta de “arte”, levar a negação proletária: as Galerias e Bienais. O escândalo se torna aí mais terrível, pois desautoriza publicamente &lt;em&gt;ex museum&lt;/em&gt;, no próprio terreno em que se ensaia a recuperação, a ousadia do aparato cultural do sistema em apropriar-se seja das formas estéticas de contestação, seja da arte moderna, cujo desenvolvimento, há quase cem anos, é inseparável da contestação desse mesmo aparato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O aparato cultural do sistema não continua a arte moderna, mas a amordaça, recuperando-a. Já Carol e seus amigos, que não reivindicam fazer arte, mas contestá-la, justamente desse modo são herdeiros da grande arte moderna e de vanguarda do século 20... herdeiros legítimos, e precisamente porque se recusam a apropriar-se dela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Liberdade para Carol!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fim das Bienais e Galerias!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pela liquidação do aparato cultural do sistema!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Amig@s da próxima insurreição&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-891208779878719401?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/891208779878719401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/891208779878719401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2008/12/dura-ars-sed-ars.html' title='Dura ars, sed ars...'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/STsAplzmDPI/AAAAAAAAAHI/hRVjoKKRqSg/s72-c/Liberdade+para+carol+1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-5509271633180303695</id><published>2008-11-15T11:02:00.007-03:00</published><updated>2008-11-15T11:28:37.842-03:00</updated><title type='text'>A mercadoria é racista, a mercadoria é a morte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268890740161888834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 136px; CURSOR: hand; HEIGHT: 202px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SR7cNl-xwkI/AAAAAAAAAHA/t8sG1tGvZXU/s320/casas+bahia+morte.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SR7W4XxQyOI/AAAAAAAAAG4/27u6mjXXW58/s1600-h/casas+bahia+morte.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;No ano passado, um casal de negros de classe média, professores universitários em Fortaleza, foram comprar um computador no Extra Montese. A vendedora, desconfiada de que o cartão de crédito que os negros portavam não fosse deles, chamou de imediato a polícia, enquanto os compradores aguardavam a suposta consulta telefônica à empresa concedente do cartão. Agora, conforme notícia abaixo, que circula na internet através de e-mails de amigos, um jovem proletário negro foi assassinado em São Paulo, numa das Casas Bahia, quando, ao lado da esposa, tinha ido pagar uma prestação do colchão. Negro, mal vestido (estava de macacão de trabalho), o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;camarada era por tudo e tudo suspeito. O que essas duas histórias nos demonstram muito bem é que a inclusão dos negros na esfera universal dos direitos, a começar pelo mais sagrado direito da sociedade capitalista, que é o direito à propriedade e, portanto, a comprar e vender, é sempre uma inclusão subalterna. A mercadoria não emancipa, apenas repõe a subalternidade. A idéia de que a inclusão no mercado de trabalho, na escola e na Universidade, no mercado consumidor, constitua a "igualdade" é uma ilusão. Que o espetáculo tenha necessidade de vedetes de cor negra é apenas para que a quase totalidade de negras e negros continuem submetidas/os ao racismo, que surge na história pela primeira vez com o capitalismo (tendo sido mesmo uma das condições históricas de sua acumulação primitiva, como bem o descreveu Marx). A nota abaixo é da &lt;strong&gt;Casa do Zezinho&lt;/strong&gt;, uma ONG da periferia de São Paulo, que trabalha com crianças proletárias e na qual o jovem recém assassinado morou durante alguns anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Nota de repúdio e indignação&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A Casa do Zezinho está de luto. A ONG Casa do Zezinho mostra seu profundo repúdio e indignação. Um dos seus filhos queridos, o jovem Alberto Milfont Jr. (23), foi barbaramente assassinado dentro das Casas Bahia na Estrada de Itapecerica por um segurança terceirizado, que trabalha nessa instituição, na segunda feira por volta das 16 horas. O segurança, em sua defesa, alega que agiu assim porque simplesmente o jovem estava mal vestido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O jovem Alberto, mal vestido, morre com a nota fiscal, com comprovante de compra nas mãos. Enquanto aguardava dentro da loja, "roupa de trabalhador", sua esposa Darilene (22) voltava do caixa aonde fora pagar a prestação da compra de um colchão. Foi abordado pelo assassino, terno preto. Depois de um bate boca ligeiro o segurança saca da arma e atira à queima roupa. O jovem tomba sem vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Suas últimas palavras: "Sou cliente, não sou ladrão!". A partir daí se calou. Calou da mesma forma como estamos calados, sufocados há 400 anos. Que grande equívoco este país!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mal vestido, roupa de trabalho, é um sinal verde para o braço armado da sociedade, o assassino pago para atirar. Alberto deixa esposa e um filho de 5 meses. Alberto deixa morta a remota esperança de milhares de jovens brasileiros. Estudar pra quê? Trabalhar pra quê? Ser honesto pra quê? Brasileiros alfabetizados, respondam honestamente essa pergunta!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O menino brincalhão, comprido e de pernas finas entrou para a Casa do Zezinho aos 10 anos. Sua turma do Parque Santo Antônio já estava todinha ali. "Vai ser muito legal, ali vamos nos divertir para valer". O jovem deixa excelentes recordações em toda nossa comunidade, onde permaneceu como um membro muito querido até 2003. Estava de casamento marcado com a jovem Darilene, com quem tinha um filho de apenas 5 meses. Suspeita e pobreza sempre juntas na nossa história. Nenhum (a) jovem "mal vestido" (leia-se moreno, pardo) da periferia ousa sequer pisar num shopping de grife da cidade sem levantar as mais alarmantes suspeitas. Nenhuma placa, nenhum sinal explcita essa indesejabilidade, como faziam com os negros os norte-americanos. Diferentemente dos americanos, aqui o jovem da periferia já traz gravada na carne, na alma, essa interjeição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Nenhuma revolta, nenhuma vingança organizada. Nada que a sociedade deva se preocupar. Apenas o destempero de um segurança idiotizado, uma peça para reposição. No Cemitério São Luiz o murmúrio surdo da mãe e da jovem esposa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Dentes cravados, os jovens cabisbaixos que acompanham o enterro trazem o sangue nos olhos. - "O mano Alberto subiu!". Com muita raiva seguimos com eles, solidários, para tentar preservar essa auto estimatão covardemente destruída desde o seu nascimento nas favelas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A vitória da morte exercida com eficiência certeira desde sempre no país pelo braço armado contratado pela sociedade dominante e pelos seus comparsas que dominam toda a estrutura de poder do estado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Pras Casas Bahia deixamos como lembrança o carnê saldado com a honra e a dignidade de um jovem trabalhador. Adeus mano Alberto!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-5509271633180303695?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/5509271633180303695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/5509271633180303695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2008/11/mercadoria-racista-mercadoria-morte.html' title='A mercadoria é racista, a mercadoria é a morte'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SR7cNl-xwkI/AAAAAAAAAHA/t8sG1tGvZXU/s72-c/casas+bahia+morte.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-3179594525804694601</id><published>2008-11-07T18:57:00.009-03:00</published><updated>2008-11-23T08:08:43.482-03:00</updated><title type='text'>Arte e sociedade burguesa em Hegel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SRS6smmnQGI/AAAAAAAAAGw/4yyEHv6dFdc/s1600-h/poesia+e+prosa.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Abaixo, publico os dois primeiros parágrafos do meu Prefácio ao livro do amigo Antonio Vieira, resultado de sua brilhante dissertação de mestrado em filosofia na USP. O tema é a relação problemática da arte com a sociedade burguesa moderna, tal como ela se encontra tematizada pelo filósofo alemão. O título do livro é &lt;em&gt;Poesia e prosa: arte e filosofia na Estética de Hegel &lt;/em&gt;(Campinas, SP: Editora Pontes/Fapesp, 2008, 190 p. R$ 30,00). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SRS6smmnQGI/AAAAAAAAAGw/4yyEHv6dFdc/s1600-h/poesia+e+prosa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5266039139742466146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 115px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SRS6smmnQGI/AAAAAAAAAGw/4yyEHv6dFdc/s320/poesia+e+prosa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Antonio Vieira nos oferece nas duas centenas de páginas que nos esperam uma rigorosa e, sob certo ponto de vista, retificadora apresentação das reflexões estéticas de Hegel. Seu objeto é a experiência moderna da arte, pela qual esta, justamente ao ser reconhecida, no interior do idealismo alemão, como atividade autônoma frente a outras atividades humanas, é, contudo, pensada por Hegel como forma inferior, e de resto inadequada para o nosso tempo, de expressão do absoluto. Se quisermos, trata-se da velha e propalada questão hegeliana da ‘morte’ da arte. Mas, dito assim, teríamos apenas uma expressão coagulada, o que, numa filosofia rica em mediações como a de Hegel, não tem a menor força; e o texto de Vieira, apesar de claro, límpido, não foge dessas mediações, mas, ao contrário, nos propõe tantas outras, justamente porque não nos quer levados a achar que haja, na reflexão hegeliana sobre o estatuto moderno da arte, ausência de mediações. A exposição que este livro nos propõe, em verdade, alarga – com relação às expressamente presentes na Estética – as mediações que são levadas em conta nas considerações sobre a concepção hegeliana da arte, e isto porque ele faz seu o ponto de partida do próprio Hegel, ponto de partida este que, segundo a economia interna do sistema, não sendo o objeto da ciência filosófica da Estética, encontra-se mais apropriadamente apresentado e mais bem desenvolvido em outras ciências filosóficas do sistema, tais como naquelas expostas pelos Princípios da filosofia do direito, pelas Lições de história da filosofia, ou ainda, pela terceira parte da Enciclopédia das ciências filosóficas, que trata da filosofia do espírito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que, sob a perspectiva da história das idéias, o ponto de partida de Hegel seja, não o romantismo, como propõe a tese tantas vezes retomadas no último século, mas sim a Ilustração alemã, fortemente influenciada pela recepção por Lessing do pensamento de Spinoza e cujo termo mais desenvolvido encontra-se justamente no esforço interno tanto ao classicismo de Schiller e Goethe quanto ao próprio idealismo alemão pela superação da filosofia transcendental, tal como esta se encontra articulada em Kant, não basta para explicar – senão que apenas aumenta o que deve ser explicado – o desenvolvimento do pensamento de Hegel, notadamente se levarmos em conta a reivindicação deste filósofo de que a filosofia, tarefa que a sua filosofia teria tratado de realizar, deve expressar a autoconsciência do tempo presente, sendo que, para o nosso presente, ao fazê-lo, a filosofia oferece a reconciliação deste tempo consigo mesmo. A suspeita de que neste projeto filosófico está o elemento fundamental para a compreensão da totalidade do pensamento hegeliano é o que move o autor deste livro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-3179594525804694601?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/3179594525804694601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/3179594525804694601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2008/11/arte-e-sociedade-burguesa-em-hegel.html' title='Arte e sociedade burguesa em Hegel'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SRS6smmnQGI/AAAAAAAAAGw/4yyEHv6dFdc/s72-c/poesia+e+prosa.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-3113067463876263396</id><published>2008-06-07T12:40:00.004-03:00</published><updated>2008-06-07T13:30:59.080-03:00</updated><title type='text'>Comunicação prioritária</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SEqyUnYYseI/AAAAAAAAAFM/bGr0dU5vr50/s1600-h/Abolition+du+travail+alien%C3%A9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209171986245792226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 174px; CURSOR: hand; HEIGHT: 124px; TEXT-ALIGN: center" height="109" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SEqyUnYYseI/AAAAAAAAAFM/bGr0dU5vr50/s320/Abolition+du+travail+alien%C3%A9.jpg" width="153" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"A comunicação não existe jamais em outro lugar que não seja na ação comum. E os mais surpreendentes exageros da incompreensão estão, assim, ligados ao excesso de não-intervenção"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;Considero esse texto um dos mais importantes da reflexão situacionista. Publicado na IS nº 7 (abril de 1962, p. 20-24), &lt;em&gt;Comunicação prioritária&lt;/em&gt; retoma (ao lado de &lt;a href="http://emilianoaquino.blogspot.com/2008/01/all-kings-men.html"&gt;&lt;em&gt;All the King's men&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; e &lt;em&gt;O sentido do deperecimento da arte&lt;/em&gt;) a discussão da vanguarda histórica sobre a linguagem, encaminhando-a no sentido do gravíssimo e central problema dos nossos tempos: o da comunicação prática. É por essa via que os situacionistas buscam retomar, nas condições do capitalismo espetacular, as ligações históricas da vanguarda do entreguerras com as experiências dialogais dos conselhos operários no primeiro quarto do século 20. Nesse texto, eles retomam também a oposição entre informação e comunicação, que motivou alguns textos de Walter Benjamin. E, antes dos "filósofos de 68" (aqueles que só se tornaram tais &lt;em&gt;depois de 68&lt;/em&gt;, surfando em seu "sucesso" acadêmico-midiático), preparam já o anúncio - que farão depois em A&lt;em&gt;ll the King's men&lt;/em&gt; - da necessidade de &lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;redes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, de &lt;em&gt;soviets de comunicação prática federados&lt;/em&gt;: "Um dos problemas revolucionários consiste em federar esses tipos de &lt;em&gt;soviets&lt;/em&gt;, de &lt;em&gt;conselhos da comunicação&lt;/em&gt;, a fim de inaugurar em todo lugar uma comunicação direta que não tenha mais que recorrer à rede da comunicação do adversário (isto é, à linguagem do poder) e possa, assim, transformar o mundo segundo seu desejo".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A questão do poder é tão bem escondida, nas teorias sociológicas e culturais, que os especialistas podem derramar tinta em milhares de páginas sobre a comunicação ou os meios de comunicação de massa na sociedade moderna, sem jamais observar que a comunicação da qual eles falam é de mão única, os consumidores de comunicação não tendo nada a responder. Na pretensa comunicação, há uma rigorosa divisão de tarefas, que recorta finalmente a divisão mais geral entre organizadores e consumidores do tempo na sociedade industrial (o qual integra e enforma o conjunto do trabalho e dos lazeres). Aquele que não é incomodado pela tirania exercida sobre sua vida neste nível, não compreende nada da sociedade atual; e se encontra, portanto, perfeitamente qualificado a pintar, da sociedade atual, todos os afrescos sociológicos. Todos aqueles que se inquietam ou se maravilham diante desta cultura de massa que, através dos mass-media, unificados planetariamente, cultiva as massas e, ao mesmo tempo, “massifica” a “alta cultura”, esquecem somente que a cultura, mesmo alta, está agora enterrada nos museus, inclusive suas manifestações de revolta e de autodestruição. E que as massas – das quais, finalmente, todos somos – são mantidas fora da vida (da participação da vida), fora da ação livre: em subsistência, no modo do espetáculo. A lei atual é que todo mundo consuma a maior quantidade possível de nada; inclusive mesmo o nada respeitável da velha cultura perfeitamente separada de sua significação original (o cretinismo progressista se enternecerá sempre ao ver o teatro de Racine televisado, ou os Yakoutes lerem Balzac: justamente, ele não consideraria outro progresso humano).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A noção reveladora do bombardeamento de informações deve ser entendida em seu sentido mais largo. Hoje, a população é submetida permanentemente a um bombardeio de imbecilidades que não é de modo algum dependente dos mass-media. E, sobretudo, nada seria mais falso, mais digno da esquerda antediluviana do que imaginar esses mass-media em concorrência com outras esferas da vida social moderna na quais os problemas reais das pessoas seriam seriamente postos. A Universidade, as Igrejas, as convenções da política tradicional ou a arquitetura emitem também fortemente a xiado de incoerentes trivialidades que tenderá, anárquica mas imperativamente, a modelar todas as atitudes da vida cotidiana (como vestir-se, quem encontrar, como contentar-se). Qualquer um dos sociólogos da “comunicação”, para quem a idéia banal de efeito infalível será a de opor a alienação do empregado dos mass-media à satisfação do artista, este podendo se identificar à sua obra e se justificar por ela, não fará nada a não ser expor sempre sua incapacidade eufórica de conceber a alienação artística, ela mesma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A teoria da informação ignora, logo de cara, o principal poder da linguagem, que é o de se combater e de se ultrapassar, em seu nível poético. Uma escrita que tende ao vazio, à neutralidade perfeita do conteúdo e da forma, pode apenas se desenvolver em função de uma experimentação matemática (como a “literatura potencial” que é o ponto final da longa página branca escrita por Queneau). Apesar das soberbas hipóteses de uma “poética informacional” (Abraham Moles), a enternecedora segurança de seus contra-sensos sobre Schwitters ou Tzara, os técnicos da linguagem não compreenderão jamais senão a linguagem &lt;em&gt;da técnica.&lt;/em&gt; Eles não sabem o que julga tudo isso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Considerada em toda sua riqueza, a propósito do conjunto da práxis humana e não a propósito da aceleração das operações de contas correntes postais pelo uso dos cartões perfurados, a comunicação não existe jamais em outro lugar que não seja na ação comum. E os mais surpreendentes exageros da incompreensão estão, assim, ligados ao excesso de não-intervenção. Nenhum exemplo poderia ser mais claro que a longa e lamentável história da esquerda francesa diante da insurreição popular na Argélia. A prova de morte da antiga política, na França, foi dada não somente pela abstenção da quase-totalidade dos trabalhadores, mas mais ainda, sem dúvida, pela tolice política da minoria resolvida a agir: assim, as ilusões de militantes de extrema-esquerda acerca da “frente popular” podem ser qualificadas de ilusões ao décimo grau, pois, em primeiro lugar, esta fórmula era rigorosamente impraticável neste período, mas, também, ela tinha largamente provado desde 1936 que era uma arma contra-revolucionária particularmente segura. Se as mistificações das velhas organizações políticas revelaram aqui seu desmoronamento, nenhuma política nova surgiu. Com efeito, o problema argelino aparecia como um dos arcaísmos franceses, na medida em que a principal tendência na França é a ascensão ao standing do capitalismo moderno. Os fenômenos ainda inoficiais, “selvagens”, de decepção e de recusa que acompanham este desenvolvimento não se consideravam em nada ligados à luta dos argelinos subdesenvolvidos. Para quem não distingue no futuro a realidade de uma contestação radical comum, a comunidade de interesses aparentemente tão diferentes hoje se funda somente no imperativo das lembranças (o que fazia – e, mais freqüentemente, o que deveria fazer – o antigo movimento operário para apoiar os explorados das colônias). De modo que alguns reflexos tornados eles mesmos arcaicos, portanto, abstratos, constituíam a única solidariedade considerada: era aguardar que esta eterna esquerda francesa mitológica, PC-PSU-SFIO, e o GPRA se comportassem (consideradas suas diversas “inabilidades” ou “traições”) como duas seções da IIIª Internacional. Tudo o que sobreveio desde 1920 parece, no entanto, mostrar que uma crítica fundamental destas soluções é inevitável em todo lugar; e diretamente posta para os argelinos, forçosamente, em razão sua atual luta armada. A solidariedade internacionalista, se não é degradada em moralismo de cristãos de esquerda, apenas pode ser uma solidariedade entre os revolucionários dos dois países. Isto supõe evidentemente que na França eles existam; e, na Argélia, que se distingam seus interesses no futuro próximo, quando a atual frente nacional estará diante da escolha sobre a natureza de seu poder.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As pessoas que procuravam levar adiante uma ação de vanguarda na França, nesse período, foram divididas entre, de um lado, seu medo de se separarem totalmente das antigas comunidades políticas (embora soubessem de seu grau de glaciação avançada) e, em todo caso, de sua linguagem; e, de outro lado, um certo desprezo pela emoção real de alguns setores – os estudantes, por exemplo – interessados na luta contra o extremismo colonialista, por causa da complacência que ali se manifestava com relação a uma antologia dos arcaísmos políticos (unidade de ação sem exclusividade contra o fascismo etc.).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nenhum grupo soube utilizar essa ocasião, de uma maneira exemplar, ligando o &lt;em&gt;programa máximo&lt;/em&gt; da revolta virtual da sociedade capitalista a um programa máximo da revolta atual dos colonizados; o que se explica, naturalmente, pela fraqueza de tais grupos, mas esta fraqueza mesma não deve jamais ser considerada como uma desculpa: bem ao contrário, como um defeito de funcionamento e de rigor. Não é concebível que uma organização que represente a contestação vivida pelas pessoas e que sabe lhes falar dela, fique frágil; ainda que ela fosse duramente reprimida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A separação completa dos trabalhadores da França e da Argélia, da qual é preciso compreender que não estava principalmente no espaço, &lt;em&gt;mas no tempo&lt;/em&gt;, levou a este delírio da informação, mesmo “de esquerda”, que fez com que no dia seguinte ao 8 de fevereiro, em que a polícia matou 8 manifestantes franceses, os jornais falassem dos choques mais sangrentos constatados em Paris desde 1934, sem mais pensar que, menos de quatro meses antes, os manifestantes argelinos de 18 de outubro tinham sido ali massacrados às dezenas. Ou que permitiu a um “Comitê antifascista do bairro Saint-German-des-Près”, em março, escrever num cartaz: “O povo francês e o povo argelino impuseram a negociação...”, sem se incomodar pelo ridículo desta enumeração destas duas forças, e nesta ordem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num momento em que a realidade da comunicação está tão profundamente apodrecida, não é surpreendente que se desenvolva em sociologia o estudo mineralógico das comunicações petrificadas. Nem que, na arte, a canalha neodadaísta redescubra a importância do movimento Dadá como positividade formal a explorar &lt;em&gt;ainda&lt;/em&gt;, após tantas outras correntes modernistas que, dele, já adotaram o que podiam desde os anos 20. Esforça-se por fazer esquecer o quanto o dadaísmo autêntico foi aquele da Alemanha e até que ponto ele esteve ligado à ascensão da revolução alemã após o armistício de 1918. A necessidade de uma tal ligação não mudou para quem traz hoje uma posição cultural nova. Simplesmente, é preciso descobrir este novo &lt;em&gt;ao&lt;/em&gt; &lt;em&gt;mesmo tempo&lt;/em&gt; na arte e na política.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A simples anticomunicação emprestada hoje do dadaísmo, pelos mais reacionários defensores das mentiras estabelecidas, é sem valor numa época em que a urgência é a de criar, no nível mais simples como no mais complexo da prática, uma nova comunicação. A continuição mais digna do dadaísmo, sua legítima sucessão, é preciso reconhecê-la no Congo do verão de 1960. A revolta espontânea de um povo mantido, mais do que em qualquer lugar, na infância, no momento em que cambaleou a racionalidade, ali mais estrangeira do que em qualquer lugar, de sua exploração, soube desviar [détourner] imediatamente a linguagem exterior dos senhores para poesia e modo de ação. Convém fazer, respeitosamente, o estudo da expressão dos congoleses nesse período, para aí reconhecer a grandeza e a eficácia – cf. o papel do poeta [Patrice] Lumumba – da única comunicação possível, que, em todos os casos, acompanha a intervenção nos acontecimentos, a transformação do mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda que o público seja fortemente incitado a pensar o contrário, e não somente pelos mass-media – a coerência da ação dos congoleses, enquanto não se venceu sua vanguarda, e o excelente uso que eles fizeram dos raros meios que detinham contrastam exatamente com a incoerência fundamental da organização social de todos os países desenvolvidos e sua perigosa incapacidade de encontrar um uso aceitável para seus poderes técnicos. Sartre, que é tão representativo de sua geração perdida, no sentido de que conseguiu ser, por si só, ingênuo em face de todas as mistificações entre as quais seus contemporâneos faziam sua escolha, decide repentinamente agora, em uma nota do número 2 de &lt;em&gt;Méditations&lt;/em&gt;, que não se pode falar de uma linguagem artística dissolvida que correspondesse a um tempo de dissolução, pois “a época constrói mais do que destrói”. A balança do quitandeiro pende para o mais pesado, mas é a partir de uma confusão entre construir e produzir. Sartre deve observar que há hoje sobre os mares uma mais forte tonelagem de navios que antes da guerra, apesar dos torpedeamentos; que há mais imóveis e mais automóveis, apesar dos incêndios e das colisões. Há também mais livros, já que Sartre viveu. E, no entanto, as razões de viver de uma sociedade se destruiram. As variantes que, das razões de viver, apresentavam uma mudança factícia duram somente o tempo de um chefe de polícia, e depois reencontram a dissolução geral do antigo mundo. O único trabalho útil está ainda por ser feito: reconstruir a sociedade e a vida sobre outras bases. As diversas neofilosofias das pessoas que reinaram durante tanto tempo sobre o deserto do pensamento supostamente moderno e progressista não conheciam estas bases. Seus grandes homens não irão nem mesmo ao museu, porque este será um período muito vazio para os museus. Eles se assemelhavam todos, eles eram os mesmos produtos da imensa derrota do movimento de emancipação do homem, no primeiro terço deste século. Eles aceitavam esta derrota, é o que os define exaustivamente. E até o extremo, os especialistas do erro defenderão sua especialização. Mas esses dinossauros da pseudo-explicação, agora que o clima muda, não terão mais nada a pastar. O sono da razão dialética engendrava os monstros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todas as idéias unilaterais sobre a comunicação eram evidentemente as idéias da comunicação unilateral. Elas correspondiam à visão de mundo e aos interesses da sociologia, da arte antiga ou dos estados-maiores da direção política. Eis aí o que vai mudar. Nós conhecemos “a incompatibilidade de nosso programa, enquanto expressão, com os meios de expressão e de recepção disponíveis” (Kotányi). Trata-se de ver ao mesmo tempo o que pode servir à comunicação e a que pode servir a comunicação. As formas de comunicação existentes e sua crise presente se compreendem e se justificam somente pela perspectiva de sua ultrapassagem. Não é preciso ter um tal respeito pela arte e pela escrita a ponto de querer abandoná-las totalmente. E não é preciso ter um tal desprezo pela história da arte ou da filosofia modernas a ponto de querer continuá-las como se nada fosse. Nosso julgamento é desiludido porque&lt;em&gt; &lt;/em&gt;é &lt;em&gt;histórico&lt;/em&gt;. Todo uso, para nós, dos modos de comunicação permitidos, deve, portanto, ser e não ser a recusa desta comunicação: uma comunicação que contém sua própria recusa; uma recusa que contém a comunicação, isto é, a transformação [renversement] dessa recusa em projeto positivo. Tudo isso deve levar a algum lugar. A comunicação vai agora conter &lt;em&gt;sua própria crítica&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;Tradução: Emiliano Aquino&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-3113067463876263396?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/3113067463876263396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/3113067463876263396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2008/06/comunicao-prioritria.html' title='Comunicação prioritária'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SEqyUnYYseI/AAAAAAAAAFM/bGr0dU5vr50/s72-c/Abolition+du+travail+alien%C3%A9.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-2926267459304637918</id><published>2008-04-21T09:39:00.005-03:00</published><updated>2008-04-21T10:30:47.736-03:00</updated><title type='text'>Romain Dunant condenado a pagar indenização de 800 euros por lutar contra a política vichysta de Sarkozy</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SAyWOF1eXQI/AAAAAAAAAFE/03AGBe5iAMQ/s1600-h/Sarkozy_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SAyWOF1eXQI/AAAAAAAAAFE/03AGBe5iAMQ/s320/Sarkozy_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191689639280139522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O camarada Romain, militante da Confederação Nacional do Trabalho (CNT) francesa e da Rede Educadores sem Fronteiras (RESF), foi condenado pela justiça francesa, em fevereiro deste ano, a pagar uma indenização de 800 euros por haver enviado em 2006 um telegrama a Sarkozy, quando este ainda era ministro do interior, protestando contra a prisão de um companheiro da RESF, que, por sua vez, havia sido preso por protestar contra a expulsão de um trabalhador migrante. No telegrama, Romain dizia: "eis aí portanto Vichy que retorna. Pétain esqueceu seus cachorros", além de considerar que a política de Sarkozy era uma "política que é preciso qualificar de racista". Ele conclui o telegrama com "saudações antifascistas", o que deve ter particularmente irritado o atual Presidente  francês. (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sobre as manifestações de solidariedade a Romain, &lt;&lt;a href="http://emilianoaquino.blogspot.com/2008/01/cartas-de-longe-e-bem-perto.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo sabe que é o vichysmo é um fascismo envergonhado, covarde, submisso, que não tem coragem de dizer claramente o que quer e pretende. Mas é fascismo. Já o sarkozysmo é, por sua vez, um vichysmo envergonhado. Mas é vichysmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De nossa parte, mais uma vez e sempre, solidariedade ao camarada Romain! Abaixo o racismo, o fascismo, o vichysmo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-2926267459304637918?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/2926267459304637918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/2926267459304637918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2008/04/romain-dunant-condenado-pagar-indenizao.html' title='Romain Dunant condenado a pagar indenização de 800 euros por lutar contra a política vichysta de Sarkozy'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/SAyWOF1eXQI/AAAAAAAAAFE/03AGBe5iAMQ/s72-c/Sarkozy_1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-8499796837080347268</id><published>2008-02-24T00:19:00.004-03:00</published><updated>2008-02-24T00:35:17.465-03:00</updated><title type='text'>Libertemos Wagner da mentira histórica que o enlameia! "Fã da Disney, Hitler fazia desenhos de Branca de Neve e Pinóquio"</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R8DlRUgjQoI/AAAAAAAAAE8/iovdfeeXXZk/s1600-h/Richard+Wagner.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170384457947103874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R8DlRUgjQoI/AAAAAAAAAE8/iovdfeeXXZk/s320/Richard+Wagner.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Leitor de Feuerbach, companheiro de Bakunin, admirado por Baudelaire,&lt;/span&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;anticapitalista radical, Richard Wagner não podia mesmo ser amado por Hitler!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;Hitler não costumava ouvir nem gostava de Wagner. Preferia os musicais norte-americanos dos anos 30. Ele amava Walt Disney, que, afinal, também o amava, já que colaborou tão apaixonadamente com o McCartismo, nos anos 50 nos EUA. Vejam o que agora a "ciência" histórica burguesa acaba de descobrir (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://br.noticias.yahoo.com/s/23022008/40/entretenimento-fa-da-disney-hitler-fazia-desenhos-branca-neve-pinoquio.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;http://br.noticias.yahoo.com/s/23022008/40/entretenimento-fa-da-disney-hitler-fazia-desenhos-branca-neve-pinoquio.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Berlim, 23 fev (EFE) - O ex-líder da Alemanha Adolf Hitler era um apaixonado pelos desenhos da Branca de Neve e do Pinóquio feitos pelos estúdios de Walt Disney, chegando ao ponto de copiar os personagens em histórias em quadrinhos como passatempo, segundo um historiador norueguês. William Hakvaag, diretor do Museu da Guerra de Lofoten, na Noruega, está convencido de ter adquirido quatro exemplares desses desenhos feitos pelo "Führer", afirma a edição online da revista semanal alemã "Der Spiegel". As cópias, datadas de 1940, um ano após a invasão da Polônia que deflagrou a Segunda Guerra Mundial, foram adquiridas por Hakvaag em um leilão na Alemanha e levam as siglas "A.H.", ou "A. Hitler", como no caso da Branca de Neve. O historiador norueguês não duvida da autenticidade dos desenhos, apesar de estes ainda não terem sido reconhecidos como tais, e se baseia em parte na conhecida admiração de Hitler por Disney. O ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, presenteou Hitler no Natal de 1937 com 12 cópias de filmes do personagem Mickey e, como lembra a "Spiegel", a partir daí surgiu o projeto de criar dentro do regime sua própria produtora de desenhos animados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-8499796837080347268?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/8499796837080347268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/8499796837080347268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2008/02/libertemos-wagner-da-mentira-histrica.html' title='Libertemos Wagner da mentira histórica que o enlameia! &quot;Fã da Disney, Hitler fazia desenhos de Branca de Neve e Pinóquio&quot;'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R8DlRUgjQoI/AAAAAAAAAE8/iovdfeeXXZk/s72-c/Richard+Wagner.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-3271396713608994859</id><published>2008-02-06T18:33:00.000-03:00</published><updated>2008-02-06T19:24:01.926-03:00</updated><title type='text'>Posições situacionistas sobre a circulação</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R6oq4hYUamI/AAAAAAAAAEs/wXjH_EkOLZ8/s1600-h/mapa+da+deriva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163987073255107170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R6oq4hYUamI/AAAAAAAAAEs/wXjH_EkOLZ8/s320/mapa+da+deriva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;color:#666600;"&gt;Paul-Henry Chombart de Lauwe, &lt;em&gt;Trajets pendant une anée d'une jeune fille du XVIe arrondissement&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#666600;"&gt;[ Trajetos realizados durante um ano por uma jovem do 16º arrondissement, em Paris].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#003333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#cc6600;"&gt;O texto abaixo, escrito por Guy Debord em 1959, e publicado no nº 3 da revista &lt;em&gt;Internacional situacionista&lt;/em&gt;, em dezembro do mesmo ano, antecipa e prepara as teses d'&lt;em&gt;A sociedade do espetáculo &lt;/em&gt;sobre a transformação - pelo capitalismo espetacular - da cidade moderna em um "pseudocampo", fenômeno que expressa a destruição, ao mesmo tempo, do campo e da cidade; e antecipa também o texto já publicado neste blog, &lt;em&gt;O planeta doente&lt;/em&gt;, de 1972. Se seguirmos as pistas desses textos, concluiremos que a destruição do planeta começou com a destruição da cidade, e a destruição da cidade com a paralisia da história, que nela nasceu. Enlouquecida, a mercadoria continua sua luta contra seus próprios pressupostos históricos, geográficos e naturais. "Houve história, não há mais; houve cidade, não há mais; houve campo, não há mais": eis a palavra da coisa, sua santíssima trindade. A presente tradução está no livro: &lt;em&gt;Apologia da Deriva - Escritos situacionistas sobre a cidade (&lt;/em&gt;Paola Berenstein Jacques (organização) / Ed. Casa da Palavra), que, contudo, resolveu, não se sabe por que, mudar o título para "Os situacionistas e o trânsito", eliminando assim a ambigüidade, e também a disputa dialética, do termo "circulação", que aponta para a luta de classes em torno do espaço urbano e, portanto, da questão se sobre ele dominarão os homens ou as coisas. Para sua publicação aqui, retirei-o do antigo endereço do blog "Apocalipse motorizado":&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#cc6600;"&gt;&lt;a href="http://apocalipsemotorizado.blogspot.com/2006/10/situacionistas-e-o-trnsito.html"&gt;http://apocalipsemotorizado.blogspot.com/2006/10/situacionistas-e-o-trnsito.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1- O erro de todos os urbanistas é considerar o automóvel individual (e seus subprodutos, como a motocicleta) essencialmente como meio de transporte. A rigor, ele é a principal materialização de um conceito de felicidade que o capitalismo desenvolvido tende a divulgar para toda a sociedade. O automóvel como supremo bem de uma vida alienada e, inseparavelmente, como produto essencial do mercado capitalista está no centro da mesma propaganda global: ouve-se com frequência, este ano, que a prosperidade econômica norte-americana dependerá em breve do êxito do slogan: "Dois carros por família".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;2- O tempo gasto nos transportes, bem como observou Le Corbusier, é um sobretrabalho que reduz a jornada da vida chamada livre.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3- Precisamos passar do trânsito como suplemento do trabalho ao trânsito como prazer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;4- Querer refazer a arquitetura em função da existência atual, maciça e parasitária dos carros individuais é deslocar os problemas com grave irrealismo. É preciso refazer a arquitetura em função de todo o movimento da sociedade, criticando todos os valores efêmeros, ligados a formas de relações sociais condenadas (a família é a primeira delas).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;5- Mesmo que seja possível admitir provisoriamente, num período de transição, a divisão absoluta entre zonas de trabalho e zonas de habitação, será necessário ao menos prever uma terceira esfera: a da vida em si (esfera da liberdade, dos lazeres - a verdade da vida). Sabe-se que o urbanismo unitário não tem fronteiras; pretende constituir uma unidade total do meio humano no qual as separações do tipo trabalho-lazer e coletivo-vida privada serão dissolvidas. Mas, antes, a ação mínima do urbanismo unitário é o terreno dos jogos estendido a todas as construções desejáveis. Esse terreno terá o grau de complexidade de uma cidade antiga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;6- Não se trata de combater o automóvel como um mal. Sua exagerada concentração nas cidadas é que leva à negação de sua função; É claro que o urbanismo não deve ignorar o automóvel, mas menos ainda aceitá-lo como tema central. Deve trabalhar para o seu enfraquecimento. Em todo caso, pode-se prever sua proibição dentro de certos conjuntos novos assim como em algumas cidades antigas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;7- Quem julga que o automóvel é eterno não pensa, até do mero ponto de vista técnico, nas futuras formas de transporte. Por exemplo, certos modelos de helicóptero individuais que estão agora sendo testados pelo exército dos Estados Unidos encontrar-se-ão ao alcance do público talvez daqui a menos de vinte anos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;8- A ruptura dialética do meio humano em favor dos automóveis (há projetos de aberturas de auto-estradas em Paris que acarretarão a destruição de milhares de moradias, equanto a crise habitacional se agrava cada vez mais) disfarça a própria irracionalidade sob explicações pseudopráticas. Mas sua verdadeira necesidade práticacorresponde a um determinado estado social. Os que julgam os dados do problema permanentes querem, de fato, crer na permanência da sociedade atual.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;9- Os urbanistas revolucionários não se preocuparão apenas com a circulação das coisas, nem apenas com homens paralisados num mundo de coisas. Tentarão romper essas cadeias topológicas por meio de uma experimentação de terrenos, para que os homens transitem pela vida autêntica.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-3271396713608994859?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/3271396713608994859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/3271396713608994859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2008/02/os-situacionistas-e-o-trnsito.html' title='Posições situacionistas sobre a circulação'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R6oq4hYUamI/AAAAAAAAAEs/wXjH_EkOLZ8/s72-c/mapa+da+deriva.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-9221976467612794195</id><published>2008-01-23T17:19:00.000-03:00</published><updated>2008-01-23T17:41:32.690-03:00</updated><title type='text'>SOLIDARIEDADE ANTICAPITALISTA ÀS/AOS COMPANHEIR@S DE GÊNOVA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R5elUBYUalI/AAAAAAAAAEk/kcAVdZcjaMA/s1600-h/Genova+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158773661562595922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R5elUBYUalI/AAAAAAAAAEk/kcAVdZcjaMA/s320/Genova+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Nota-convocatória de uma assembléia anticapitalista de Fortaleza, em solidariedade às/aos compas de Gênova.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R5ejqRYUakI/AAAAAAAAAEc/sr6dL7w-S9w/s1600-h/Genova+1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ao lado, foto da manif de julho de 2001, em Gênova.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O capital recorre a todos os meios para que, na realidade presente, suasupremacia se torne incontestável. Em sua necessidade-vontade dedominação, esse inimigo da humanidade e da natureza resgata cotidianamente o seu próprio passado sanguinário e opressor para garantir o único futuro que lhe interessa: a manutenção do mercado edo Estado em função da passividade das pessoas e do crescente sacrifício dos recursos naturais, colocando em xeque a própria vidado planeta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os contestadores, rebeldes, insubmissos e resistentes, estamos sob perigo permanente de morte e de sermos jogados aos porões do Estado repressor, como tantos e tantas já se encontram. Sabemos que há muito tempo esses expedientes de criminalização dos movimentos sociais e de prisão ou assassinato de revolucionários são utilizados pelos senhores do mundo: dizem-nos isso, dentre muito mais gente, os comunardos de 1871, Sacco e Vanzetti, Durruti, os revoltosos de Kronstadt e da Ucrânia maknovista, Leonard Peltier, Múmia Abu-Jamal os presos políticos zapatistas. E dizem-nos também a esse respeito, sempre, todas as pessoas ditas comuns, maiorias e minorias, que sofrem as violências cotidianas do Estado, desde as favelas do continenteamericano até a Faixa de Gaza, de norte a sul, de leste a oeste.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contudo, algo mais grave começou a ocorrer desde o 11 de setembro de 2001: toda e qualquer contestação a esta ordem espúria e maldita, sendo ou não taxada de terrorista, tem sido submetida a medidas de exceção, por dentro ou por fora da legalidade, seletivas ou generalizadas, através de vigilâncias, repressões, provocações, enquadramentos criminais e mesmo eliminações físicas cada vez mais intensificadas. Parece que a imensa maioria ainda não se deu conta da guerra não declarada contra todos os anticapitalistas do mundo. E é uma guerra maliciosa, na qual o inimigo dá a pancada e ao mesmo tempo passa docemente a mão na parte machucada. Esse papel pretensamente humanista de amaciar a pancada é levado a cabo pelos reformistas de plantão, sempre prontos a enquadrar nas políticas públicas dos governos democrático-populares e nos fóruns sociais mundiais da vida as tentativas das pessoas de se libertarem da dominação capitalista.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde meados dos anos noventa do século passado, com a rebelião zapatista, a manifestação de Seattle, os dias de ação global, cujo ápice ocorreu em Gênova no ano de 2001, e outras muitas e várias iniciativas, que surgem indivíduos, coletivos e movimentos sociais que se organizam por fora dos partidos, sindicatos e demais aparatos da esquerda tradicional (do capital, para muitos!), buscando um pensar-agir horizontal, autônomo, sem hierarquias e, de diversos modos, com revezes e vitórias, avanços e recuos, aprendendo a lutar contra o capitalismo. Aprendizados ricos e que merecem e se obrigam, por questão de sobrevivência, a dialogar permanentemente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A solidariedade anticapitalista mundial pode ser uma excelente oportunidade para esse diálogo. Várias pessoas, que poderiam ser qualquer um(a) de nós, desde a operação 11 de setembro, caíram ou estão presas ou sofrem processos movidos pelo Estado paradisciplinar que tenta calar as vozes e mãos revolucionárias. Há sofrimentos vitais suficientes para que nos reunamos e tracemos pontes de solidariedade e diálogo em defesa da vida, da dignidade, da liberdade e da memória: Múmia, &lt;a href="http://emilianoaquino.blogspot.com/2008/01/cartas-de-longe-e-bem-perto.html"&gt;Romain Dunand&lt;/a&gt;, os 25 companheiros cujas penas somam um total de 108 anos de prisão por suas participações do ação global em Gênova no ano de 2001 (além de muitos outros que estão porser julgados), Cesare Battisti, os presos políticos de Atenco e Oaxacano México, Patrícia Troncoso (mapuche), dentre outr@s Por estas razões, conclamamos você, indivíduo ou coletivo, para aprofundarmos essa discussão e extrairmos encaminhamentos rumo à solidariedade anticapitalista concreta às pessoas criminalizadas pelo Estado, de um modo permanente e vinculado às lutas cotidianas . &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;APRESENTAÇÃO DE VÍDEO SOBRE A MANIFESTAÇÃO CONTRA O G-8 EM GÊNOVA (ANO DE 2001), DEBATE E PROPOSIÇÕES: 26 DE JANEIRO DE 2008 (SÁBADO), ÀS 14 HORAS, NO C.H. DA UECE (AVENIDA LUCIANO CARNEIRO, 345).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-9221976467612794195?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/9221976467612794195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/9221976467612794195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2008/01/solidariedade-anticapitalista-saos.html' title='SOLIDARIEDADE ANTICAPITALISTA ÀS/AOS COMPANHEIR@S DE GÊNOVA'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R5elUBYUalI/AAAAAAAAAEk/kcAVdZcjaMA/s72-c/Genova+1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-6495253282799517110</id><published>2008-01-12T08:03:00.000-03:00</published><updated>2008-01-23T17:19:05.297-03:00</updated><title type='text'>Cartas de longe... e bem perto!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R4ii9m7JxgI/AAAAAAAAAEU/aRfFqRP4Cvo/s1600-h/cÃ£o.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154548952829904386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R4ii9m7JxgI/AAAAAAAAAEU/aRfFqRP4Cvo/s320/c%C3%A3o.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Meu amigo Romain Dunand, operário gráfico e militante revolucionário em Jura, uma pequena e fria cidade que fica na fronteira da França com a Suíça, está sendo processado por Sarkozy por "ultraje à autoridade pública". O que fez Romain? Solidarizou-se, em nome da CNT-Jura, ao compa &lt;a href="http://www.educationsansfrontieres.org/IMG/fckeditor/UserFiles/File/la%20Provence%2022%20dec%2007.jpg"&gt;Florimond Guimard&lt;/a&gt;, professor e ativista da rede &lt;em&gt;Educação sem fronteiras&lt;/em&gt;, preso em novembro de 2006, por ter se manifestado contra a prisão em "campo de retenção" e posterior expulsão de um migrante sem documentos, pai de dois alunos seus. Na mensagem em que manifesta a solidariedade da CNT-Jura ao compa Florimond, Romain diz que a existência na França de "campos de retenção" é vichysta, e exige seu fechamento, o fim das expulsões de migrantes sem documentos e a liberdade imediata de Florimond. Abaixo, reproduzo três panfletos - todos do meio anarcosindicalista da CNT - que denunciam essa perseguição vichysta e se solidarizam com Romain.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#996633;"&gt;&lt;strong&gt;Tirem as patas de sobre Romain! A solidariedade não é um delito!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#663333;"&gt;No último 21 de dezembro, dia de libertação de Florimond Guimard, soubemos que nosso camarada Romain era processado por ultraje à autoridade pública.&lt;br /&gt;Um ano antes, quando da custódia de Florimond, Romain enviara os protestos de nosso sindicato ao ministro do interior. Essa mensagem denunciava os traços liberticidas e vichystas da política conduzida por Sarkozy, pedia a libertação de Florimond e o fim dos processos, e reivindicava o fechamento dos campos de retenção e a regularização de tod@s os imigrantes irregulares.Neste caso, como em outros, o todo-reacionário ao poder usa da intimidação e da criminalização.A CNT de Jura defenderá Romain, e continuará a ser solidária a indivíduos e famílias ameaçadas de expulsão, como pessoas e organizações que as apóiam.&lt;br /&gt;Primeira audiência em 17 de janeiro de 2008, às 9 h diante a 10ª câmara do TGI, Boulevard du Palais à Paris (1er).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#663333;"&gt;Viva a liberdade!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#663333;"&gt;CNT-Jura, 7 de janeiro de 2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#996633;"&gt;&lt;strong&gt;Mais um delito de solidariedade ... Denunciamos censura e repressão!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No último 21 de dezembro, dia de libertação de Florimond Guimard, soubemos que nosso camarada Romain era processado por ultrage à autoridade pública.&lt;br /&gt;Um ano antes, quando da custódia de Florimond, Romain dirigira os protestos de nosso sindicato ao ministro do interior. Essa mensagem denunciava os traços liberticidas e vichystas da política conduzida por Sarkozy, pedia a libertação de Florimond e o fim dos processos, e reivindicava o fechamento dos campos de retenção e a regularização de tod@s os imigrantes irregulares.A Federação dos Trabalhadores da Educação da CNT aprova a atitude de protesto de Romain face à violência do Estado contra os imigrantes sem documentos e aqueles que os defendem, e se compromete a afirmar todo seu apoio.Mais uma vez, o poder tenta criminalizar a solidariedade e o movimento social. Quando sua política é indefensável, o Estado somente tem a intimidação e a tentativa de asfixia financeira a opor àqueles que contestam sua ação. Nossa solidariedade e nossa determinação somente podem ser aumentadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#663333;"&gt;CNT-FTE, 10 de janeiro de 2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#996633;"&gt;&lt;strong&gt;A solidariedade não é um delito!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#663333;"&gt;Quando da prisão de Florimond Guimard em 19 de dezembro de 2006, após as manifestações de apoio a um pai de família sem documentos em curso de expulsão, éramos numerosos a ter protestado junto às prefeituras e ao ministério do interior. Entre esses, Romain do RESF 39, que está convocado ao TGI Cidade de Paris, quinta-feira, 17 de janeiro de 2008, às 9 h, por “ultraje à pessoa depositária da autoridade pública”, a saber, o ministro do interior do momento, Nicolas Sarkozy.&lt;br /&gt;Nós consideramos que Romais, como todos nós, somente exerceu sua liberdade de opinião e de expressão e a libertação de Florimond nos conforta.&lt;br /&gt;Estamos e estaremos ao lado de Romain, a solidariedade não pode se tornar um delito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Por RESF 39, Chantal Herr-Pujol, 11 de fevereiro de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-6495253282799517110?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/6495253282799517110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/6495253282799517110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2008/01/cartas-de-longe-e-bem-perto.html' title='Cartas de longe... e bem perto!'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R4ii9m7JxgI/AAAAAAAAAEU/aRfFqRP4Cvo/s72-c/c%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-6438835441119881876</id><published>2008-01-10T22:17:00.000-03:00</published><updated>2008-01-11T15:15:17.872-03:00</updated><title type='text'>All the King’s men</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R4bIDG7JxfI/AAAAAAAAAEM/D93DS9vAe5U/s1600-h/a+realizaÃ§Ã£o+da+filosofia.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154026779295991282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R4bIDG7JxfI/AAAAAAAAAEM/D93DS9vAe5U/s320/a+realiza%C3%A7%C3%A3o+da+filosofia.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Este texto, publicado na revista &lt;em&gt;Internacional Situacionista&lt;/em&gt; (nº 8, janeiro de 1963, p. 29-33) é teoricamente um dos mais ricos documentos da reflexão situacionista sobre a linguagem. Nele, o programa das vanguardas estéticas encontra um radical reembasamento em vista dos então novos fenômenos sociais de reificação da linguagem e da comunicação, fenômenos que, hoje, já nos são bem familiares. Ao mesmo tempo em que aponta os efeitos da expressão técnica da economia mercantil sobre a experiência social lingüístico-comunicativa, o texto insiste e aposta na potencialidade poética da linguagem e da escrita, potencialidade esta que, para os situacionistas, significa a capacidade de recriação de sentidos, de desobediência ao dado, de reinvenção do existente, &lt;em&gt;na&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;pela&lt;/em&gt; linguagem. Publicado sem assinatura, sua autoria se deve, muito possivelmente, a Guy Debord, que, enquanto diretor da revista, a redigia em sua maior parte. (Esta tradução foi feita com base na seguinte edição: &lt;em&gt;Internationale Situationniste 1958-1969&lt;/em&gt;. Texte intégral des 12 numéros de la révue. Edition augmentée. Paris: Librairie Arthème Fayard, 1997). Tradução: Emiliano Aquino (agradeço a revisão e sugestões de Sybil Safdie Douek).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O problema da linguagem está no centro de todas as lutas pela abolição ou manutenção da alienação presente; inseparável do conjunto do terreno destas lutas. Vivemos na linguagem como no ar viciado. Ao contrário do que estimam as pessoas de espírito, as palavras não brincam. Elas não fazem amor, como acreditava Breton, a não ser em sonho. As palavras trabalham para a organização dominante da vida. E contudo, elas não estão robotizadas; para a infelicidade dos teóricos da informação, as palavras não são elas mesmas “informacionistas”; nelas, manifestam-se forças que podem frustrar os cálculos. As palavras coexistem com o poder numa relação análoga àquela que os proletários (no sentido clássico, tanto quanto no sentido moderno deste termo) podem manter com o poder. Empregadas durante quase todo o tempo, utilizadas em tempo pleno, em pleno sentido e em pleno não-sentido, elas permanecem em algum lado radicalmente estrangeiras.&lt;br /&gt;O poder dá somente a carteira de identidade falsa das palavras; ele lhes impõe um livre trânsito, determina seu lugar na produção (onde algumas fazem visivelmente horas extras); libera-lhes de algum modo sua caderneta de pagamento. Reconheçamos a seriedade do Humpty-Dumpty de Lewis Carroll que considera que toda a questão, para decidir o uso das palavras, é a de “saber quem será seu senhor, e ponto final”. E ele, patrão social na matéria, afirma que paga em dobro àquelas que ele usa muito. Compreendamos também o fenômeno de insubmissão das palavras, sua fuga, sua resistência aberta, que se manifesta em toda a escrita moderna (desde Baudelaire até os dadaístas e Joyce), como o sintoma da crise revolucionária de conjunto na sociedade.&lt;br /&gt;Sob o controle do poder, a linguagem designa sempre outra coisa que o vivido autêntico. É precisamente aí que reside a possibilidade de uma contestação completa. A confusão se desvela tal, na organização da linguagem, que a comunicação imposta pelo poder se revela como uma impostura e um logro. É em vão que um embrião de poder cibernético se esforce por colocar a linguagem sob a dependência das máquinas que ele controla, de tal modo que a informação seja doravante a única comunicação possível. Mesmo neste terreno, resistências se manifestam, e se está no direito de considerar a música eletrônica como uma tentativa, evidentemente ambígua e limitada, de reverter a relação de dominação, desviando (en détournant) as máquinas em proveito da linguagem. Mas a oposição é bem mais geral, bem mais radical. Ela denuncia toda “comunicação” unilateral, na arte antiga como no informacionismo moderno. Ela chama a uma comunicação que arruina todo poder separado. Aí onde há comunicação, não há Estado.&lt;br /&gt;O poder vive de furto encoberto. Ele não cria nada, ele recupera. Se ele criasse o sentido das palavras, não haveria poesia, mas unicamente a “informação” útil. Não se poderia jamais se opor na linguagem, e toda recusa lhe seria exterior, seria puramente letrista. Ora, o que é a poesia, senão o momento revolucionário da linguagem, não separável enquanto tal dos momentos revolucionários da história e da história da vida pessoal?&lt;br /&gt;A apropriação da linguagem pelo poder é assimilável à sua apropriação da totalidade. Somente a linguagem que perdeu toda referência imediata à totalidade pode fundar a informação. A informação é a poesia do poder (a contrapoesia da manutenção da ordem), é a trucagem mediatizada do que é. Inversamente, a poesia deve ser entendida enquanto comunicação imediata no real e modificação real deste real. Ela não é outra coisa que a linguagem libertada, a linguagem que reconquista sua riqueza e, quebrando seus signos, recobra ao mesmo tempo as palavras, a música, os gritos, os gestos, a pintura, as matemáticas, os fatos. A poesia depende, portanto, do nível da maior riqueza em que, em um estágio dado da formação econômico-social, a vida pode ser vivida e mudada. É então inútil precisar que esta relação da poesia para com sua base material na sociedade não é uma subordinação unilateral, mas uma interação.&lt;br /&gt;Reencontrar a poesia pode se confundir com reinventar a revolução, como o provam à evidência algumas fases das revoluções mexicana, cubana ou congolesa. Entre os períodos revolucionários em que as massas, agindo, acedem à poesia, pode-se pensar que os círculos da aventura poética permanecem os únicos lugares em que subsiste a totalidade da revolução, como virtualidade inacabada, mas próxima, sombra de uma personagem ausente. De modo que, o que aqui é chamado de aventura poética é difícil, perigoso e, em todo caso, jamais garantido (de fato, trata-se da soma das condutas quase impossíveis numa época). Pode-se somente estar seguro daquilo que não é mais a aventura poética de uma época: sua falsa poesia reconhecida e permitida. Assim, enquanto o surrealismo, no tempo de seu assalto contra a ordem opressiva da cultura e do cotidiano, podia justamente definir seu armamento numa “poesia, se preciso sem poemas”, trata-se hoje para a I.S. de uma poesia necessariamente sem poemas. E tudo o que dizemos da poesia não concerne em nada a obsoletos reacionários de uma neoversificação, mesmo alinhada aos menos antigos dos modernismos formais. O programa da poesia realizada não é nada menos do que criar ao mesmo tempo acontecimentos e sua linguagem, inseparavelmente.&lt;br /&gt;Todas as linguagens fechadas – as dos agrupamentos informais da juventude, as que as vanguardas atuais, no momento em que elas se buscam e se definem, elaboram para seu uso interno, as que, outrora, transmitidas em produção poética objetiva para o exterior puderam chamar-se “trobar clus” ou “dolce stil nuovo” – todas têm por objetivo, e resultado efetivo, a transparência imediata de uma certa comunicação, do reconhecimento recíproco, do acordo. Mas semelhantes tentativas são o feito de grupos restritos, em diversos aspectos isolados. Os acontecimentos que eles puderam organizar, as festas que eles puderam dar-se a si mesmos, tiveram que permanecer nos mais estreitos limites. Um dos problemas revolucionários consiste em federar esses tipos de soviets, de conselhos da comunicação, a fim de inaugurar em todo lugar uma comunicação direta que não tenha mais que recorrer à rede da comunicação do adversário (isto é, à linguagem do poder) e possa, assim, transformar o mundo segundo seu desejo.&lt;br /&gt;Não se trata de colocar a poesia a serviço da revolução, mas sim de colocar a revolução a serviço da poesia. É somente assim que a revolução não trai seu próprio projeto. Não reeditaremos o erro dos surrealistas colocando-se ao seu serviço quando precisamente ela não existia mais. Ligado à lembrança de uma revolução parcial rapidamente abatida, o surrealismo se tornou rapidamente um reformismo do espetáculo, uma crítica de uma certa forma do espetáculo reinante, conduzida no interior da organização dominante deste espetáculo. Os surrealistas parecem ter negligenciado o fato de que o poder impõe, para todo melhoramento ou modernização internos do espetáculo, sua própria leitura, uma decriptação da qual ele tem o código.&lt;br /&gt;Toda revolução nasceu na poesia, fez-se de início pela força da poesia. Este é um fenômeno que escapou e continua a escapar aos teóricos da revolução – é verdade que não se pode compreendê-lo se se atém ainda à velha concepção da revolução ou da poesia – mas que geralmente foi sentido pelos contra-revolucionários. A poesia, lá onde ela existe, lhes faz medo; eles se obstinam a se desembaraçarem dela através de diversos exorcismos, do auto da fé&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7735119771482303343#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; à pesquisa estilística pura. O momento da poesia real, que “tem todo o tempo diante dela”, quer a cada vez reorientar, conforme seus próprios fins, o conjunto do mundo e todo o futuro. Tanto quanto dure, suas reivindicações não podem conhecer compromissos. Ele recoloca em jogo as dívidas não quitadas da história. Fourier e Pancho Villa, Lautréamont et os dinamiteiros das Astúrias – cujos sucessores inventam agora novas formas de greves –, os marinheiros de Kronstadt ou de Kiel e todos aqueles que, no mundo, com e sem nós, se preparam para lutar pela longa revolução, são também os emissários da nova poesia.&lt;br /&gt;A poesia é cada vez mais claramente, enquanto lugar vazio, a antimatéria da sociedade de consumo, porque ela não é uma matéria consumível (segundo os critérios modernos do objeto consumível: equivalente para uma massa passiva de consumidores isolados). A poesia não é nada quando ela é citada, ela pode somente ser desviada (détournée), recolocada em jogo. O conhecimento da poesia antiga é, de outro modo, somente exercício universitário, realçando funções de conjunto do pensamento universitário. A história da poesia é somente, então, uma fuga diante da poesia da história, se entendermos por este termo não a história espetacular dos dirigentes, mas sim a da vida cotidiana, de sua ampliação possível; a história de cada vida individual, de sua realização.&lt;br /&gt;Não se deve aqui deixar equívoco sobre o papel dos “conservadores” da poesia antiga, daqueles que aumentam a sua difusão à medida que, por razões outras, o Estado faz desaparecer o analfabetismo. Essas pessoas representam somente um caso particular dos conservadores de toda a arte dos museus. Uma massa de poesia é normalmente conservada no mundo. Mas não há em parte nenhuma os lugares, os momentos, as pessoas para revivê-la, comunicá-la entre si, fazer uso dela. Admitindo-se que isto não pode ser jamais senão no modo do desvio, porque a compreensão da poesia antiga mudou tanto por perda quanto por aquisição de conhecimentos; e porque em cada momento em que a poesia antiga pode ser efetivamente reencontrada, sua presentificação em momentos particulares lhe confere um sentido largamente novo. Mas, sobretudo, uma situação em que a poesia é possível não poderia restaurar nenhum fracasso político do passado (este fracasso sendo o que fica, invertido, na história da poesia, como êxito e monumento poético). Ela vai naturalmente em direção à comunicação – e às chances de soberania – de sua própria poesia.&lt;br /&gt;Estreitamente contemporâneos da arqueologia poética que restitui seleções de poesia antiga recitadas em discos por especialistas, para o público do novo analfabetismo constituído pelo espetáculo moderno, os informacionistas empreenderam combater todas as “redundâncias” da liberdade para transmitir simplesmente ordens. Os pensadores da automatização visam explicitamente um pensamento teórico automático, por fixação e eliminação das variáveis na vida como na linguagem. Eles não param de achar ossos em seu queijo!&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7735119771482303343#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt; As máquinas de tradução, por exemplo, que começam a assegurar a uniformização planetária da informação tanto quanto a revisão informacionista da antiga cultura, estão submetidas a seus programas preestabelecidos, aos quais deve escapar toda acepção nova de uma palavra, assim como suas ambivalências dialéticas passadas. Assim, ao mesmo tempo, a vida da linguagem – que se liga a cada avanço da compreensão teórica: “As idéias melhoram. O sentido das palavras participa disso”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7735119771482303343#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt; – se acha expulsa do campo maquinista da informação oficial, mas também o pensamento livre pode se organizar em vista de uma clandestinidade que será incontrolável pelas técnicas de polícia informacionista. A pesquisa de sinais indiscutíveis e de classificação binária instantânea vai tão claramente no sentido do poder existente, que ela dirá respeito à mesma crítica. Até em suas formulações delirantes, os pensadores informacionistas se comportam como pesados precursores diplomados de amanhãs que escolheram e que são justamente os que modelam as forças dominantes da sociedade atual: o reforço do Estado cibernético. Eles são os homens lígios de todos os suseranos da feudalidade técnica que se consolida atualmente. Não há inocência em sua bufonaria, eles são os bobos da corte.&lt;br /&gt;A alternativa entre o informacionismo e a poesia não diz mais respeito à poesia do passado; assim como nenhuma variante daquilo que se tornou o movimento revolucionário clássico não pode mais, em nenhum lugar, ser contado numa alternativa real em vista da organização dominante da vida. É de um mesmo julgamento que extraímos a denúncia de uma desaparição total da poesia nas antigas formas em que ela pôde ser produzida e consumida, e o anúncio de seu retorno sob formas inesperadas e operantes. Nossa época não deve mais escrever instruções poéticas, mas executá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7735119771482303343#_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt;. Em português, no original.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7735119771482303343#_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt;. “Ils n’ont pas fini de trouver des os dans leur fromage !”. Uma possível equivalência em nossa língua talvez pudesse ser a de: “Encontrar pêlos em ovo”&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7735119771482303343#_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt;. Lautréamont, Poesias II. Trad. br. C. Willer. São Paulo: Iluminuras, 1997, p. 277.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-6438835441119881876?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/6438835441119881876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/6438835441119881876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2008/01/all-kings-men.html' title='All the King’s men'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R4bIDG7JxfI/AAAAAAAAAEM/D93DS9vAe5U/s72-c/a+realiza%C3%A7%C3%A3o+da+filosofia.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-7394045377541783948</id><published>2007-12-31T18:42:00.000-03:00</published><updated>2008-01-05T14:45:12.659-03:00</updated><title type='text'>O segredo das palavras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;Se, em 2007, comemoramos os 140 anos de &lt;em&gt;O capital&lt;/em&gt; e os 40 anos de &lt;em&gt;A sociedade do es&lt;/em&gt;petáculo, em 2008 lembremos em conjunto dos 160 anos da primeira revolução proletária internacional (1848) e dos 40 anos de uma das últimas revoluções proletárias mais importantes em nível mundial (o movimento de ocupações de fábricas - centenas delas ! - em 1968, na França). &lt;em&gt;O capital&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;A sociedade do espetáculo&lt;/em&gt; não passam de prefácios às revoluções que virão! A única homenagem possível à altura desses acontecimentos é a solidariedade internacional aos 25 companheiros de Gênova! Pelo poder anti-estatal do proletariado que ponha fim ao trabalho assalariado, ao mercado e aos Estados !&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R3zND27JxdI/AAAAAAAAAD8/uF86u9_tMKw/s1600-h/revoluÃ§Ã£o+1848.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151217539971925458" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R3zND27JxdI/AAAAAAAAAD8/uF86u9_tMKw/s320/revolu%C3%A7%C3%A3o+1848.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Como Engels, o proletariado conheceu a crítica da economia política antes de encontrar Marx. E o fez, contudo, não em esboços teóricos, mas práticos. Afinal, toda prática viva, sempre, não passa de esboços.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Barricada da Rue Soufflot&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Revolução de junho de 1848&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Horace Vernet&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-7394045377541783948?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/7394045377541783948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/7394045377541783948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2007/12/o-segredo-das-palavras.html' title='O segredo das palavras'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/R3zND27JxdI/AAAAAAAAAD8/uF86u9_tMKw/s72-c/revolu%C3%A7%C3%A3o+1848.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-6892865768502397978</id><published>2007-12-23T18:32:00.000-03:00</published><updated>2007-12-26T15:51:37.866-03:00</updated><title type='text'>Arrastão ou saque?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;"Pessoas que caminhavam pelo Centro da Capital cearense relatam ter visto outras saqueando as lojas e acusam a polícia de 'abafar' o caso para não causar pânico à população". (&lt;em&gt;Diário do Nordeste&lt;/em&gt;, on line, 24/12/2007. 11:47 h)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As notícias são desencontradas. A polícia nega veementemente que haja havido um arrastão no centro de Fortaleza, ontem à tarde. Depoimentos de populares aos jornais dizem o contrário. Neste caso, porém, pouco importam os fatos. Por quê? Por um motivo simples. O que realmente chama a atenção é que esses depoimentos narram não simplesmente um arrastão de assaltos e roubos, mas, verdadeiramente, uma série de saques às lojas. Eles falam de homens entrando em lojas e se apropriando de mercadorias, saindo com eletrodomésticos, confecções, calçados ... - assim teria sido na Rabelo, na Otoch, C&amp;amp;A, Lojas Americanas, dentre outras. Se o sentimento de insegurança pessoal explica, como já observou parcialmente um funcionário do espetáculo, que um boato sobre a existência de um arrastão tenha efetivamente apavorado centenas ou milhares de pessoas, há que se perguntar por que a imaginação coletiva produziu cenas de saques em lojas. Naturalmente, a insegurança que produz na imaginação coletiva um arrastão não é apenas a insegurança policial; é este o limite do comentário de um certo repórter fotográfico. A verdadeira insegurança é outra: é, antes de tudo, essa insegurança da condição de vida proletária, numa cidade e num Estado em que a miséria aumenta cada vez mais, tanto de modo relativo quanto absoluto. Pode ser que, nesse caso, seja mais aprazível imaginar que as possibilidades da vida insegura se realizem mais completamente numa insegurança policial que é individual, mas também coletiva; e, nesse caso, por ser também coletiva, sente-se deste modo um pouco mais seguro, por uma pertença qualquer a uma situação comum. Sempre que indivíduos se fazem massa, em que ocorre a regressão do Eu a uma psique de massa, a fobia coletiva é disso uma das manifestações mais próprias. A fobia coletiva, de algum modo, protege o indivíduo de seus próprios medos. O mais interessante, contudo, é que a imaginação coletiva produziu não apenas um suposto arrastão, mas, ao descrevê-lo, fê-lo com características de um saque. Retomemos esta imagem: homens que entram nas lojas e arrancam dali as mercadorias. Não se trata mais aí de arrastão, repito; mas, de saque. E o que é o saque? Nada mais do que a reconversão da mercadoria à condição de valor de uso, tão-simplesmente; um valor de uso a que se tem acesso diretamente, sem, portanto, qualquer mediação monetária. Por que uma multidão imagina a ocorrência de um saque, ainda que sob o disfarce imaginário de um arrastão? Talvez porque a psique de massa se manifeste não apenas na forma do medo, mas também na forma da destruição; e, neste caso, da destruição da forma-mercadoria. Durante as últimas semanas, as mercadorias têm chamado, convocado, pedido mesmo, aos consumidores, que as consumam. No imaginário popular, no qual se guardam e se refazem as imagens dos saques dos proletarizados que vêm à cidade grande nas épocas de secas, parece haver um desejo sim de atender ao chamado das mercadorias que querem ser consumidas; não, porém no modo &lt;em&gt;mercantil&lt;/em&gt;, mas sim na destruição dessa forma. Uma festa popular, uma &lt;em&gt;dépense &lt;/em&gt;comunitária de valores de uso, ocorreu ontem no centro de Fortaleza; uma festa em que a mercadoria foi violentamente sacrificada e seu uso reinventado. O proletariado pobre produziu imaginariamente seus heróis; e rapidamente os transformou em bandidos. Já muito se falou na ambigüidade do bandido; no medo e no fascínio que ele provoca. Melhor seria dizer: no fascínio que se transforma em medo. Se isso for verdade, ontem em Fortaleza, ocorreu primeiramente um &lt;em&gt;imaginário saque proletário&lt;/em&gt; às cidadelas da mercadoria, um saque imaginário que, por não ser conscientemente querido, logo se transformou em arrastão, pânico, pavor coletivo... uma desagradável experiência, gostosa de ser imaginada e contada por cada uma das suas suas reais ou imaginárias testemunhas, que se apressam em dizer que a viram, o que nela viram... e desejaram.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-6892865768502397978?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/6892865768502397978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/6892865768502397978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2007/12/arrasto-ou-saque.html' title='Arrastão ou saque?'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7735119771482303343.post-3533994322992224859</id><published>2007-11-16T16:05:00.000-03:00</published><updated>2007-11-18T17:45:42.564-03:00</updated><title type='text'>O planeta doente</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#660000;"&gt;Escrito em 1971, por Guy Debord, para aparecer no nº 13 da revista &lt;em&gt;Internacional Situacionista&lt;/em&gt;, este artigo permaneceu inédito até recentemente, quando foi publicado, junto com dois outros textos do mesmo autor, em &lt;em&gt;La planète malade&lt;/em&gt; (Paris, Gallimard, 2004, pp. 77-94). Esta é a primeira versão da tradução; aceitarei de bom grado críticas e sugestões. Sobre o mesmo tema, indico a leitura de &lt;em&gt;&lt;a href="http://fcojoseteixeira.blogspot.com/2007/05/moinho-de-almas-o-capital-e-o-preo-da.html"&gt;O moinho das almas: o capital e o preço da riqueza&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, de F. J. S. Teixeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133519796171456402" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 338px; CURSOR: hand; HEIGHT: 229px" height="140" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/Rz3tDlo8P5I/AAAAAAAAACM/3kirjxcbLec/s320/polui%C3%A7%C3%A3o+atmosf%C3%A9rica.jpg" width="187" border="0" /&gt;A “poluição” está hoje na moda, exatamente da mesma maneira que a revolução: ela se apodera de toda a vida da sociedade e é representada ilusoriamente no espetáculo. Ela é tagarelice tediosa numa pletora de escritos e de discursos errôneos e mistificadores, e ela pega todo mundo pelo pescoço nos fatos. Ela se expõe em todo lugar enquanto ideologia e ganha terreno enquanto processo real. Esses dois movimentos antagônicos, o estágio supremo da produção mercantil e o projeto de sua negação total, igualmente ricos de contradições neles mesmos, crescem em conjunto. São os dois lados pelos quais se manifesta um mesmo momento histórico há muito tempo esperado e freqüentemente previsto sob figuras parciais inadequadas: a impossibilidade da continuação do funcionamento do capitalismo.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;A época que tem todos os meios técnicos de alterar as condições de vida na Terra é igualmente a época que, pelo mesmo desenvolvimento técnico e científico separado, dispõe de todos os meios de controle e de previsão matematicamente indubitável para medir com exatidão antecipada para onde conduz – e em que data – o crescimento automático das forças produtivas alienadas da sociedade de classes: isto é, para medir a degradação rápida das condições de sobrevida, no sentido o mais geral e o mais trivial do termo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Enquanto imbecis passadistas ainda dissertam sobre, e contra, uma crítica &lt;em&gt;estética&lt;/em&gt; de tudo isso, e crêem mostrar-se lúcidos e modernos por se mostrarem esposados com seu século, proclamando que a auto-estrada ou Sarcelles têm sua beleza que se deveria preferir ao desconforto dos “pitorescos” bairros antigos ou ainda fazendo observar gravemente que o conjunto da população come melhor, a despeito das nostalgias da boa cozinha, já o problema da degradação da totalidade do ambiente natural e humano deixou completamente de se colocar no plano da pretensa qualidade antiga, estética ou outra, para se tornar radicalmente o próprio problema da &lt;em&gt;possibilidade material de existência&lt;/em&gt; do mundo que persegue um tal movimento. A impossibilidade está de fato já perfeitamente demonstrada por todo o conhecimento científico separado, que discute somente sua data de vencimento; e os paliativos que, se fossem aplicados firmemente, a poderiam regular superficialmente. Uma tal ciência apenas pode acompanhar em direção à destruição o mundo que a produziu e que &lt;em&gt;a mantém&lt;/em&gt;; mas ela é obrigada a fazê-lo com os olhos abertos. Ela mostra assim, num nível caricatural, a inutilidade do conhecimento sem uso.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mede-se e se extrapola com uma precisão excelente o aumento rápido da poluição química da atmosfera respirável&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133520328747401122" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="177" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/Rz3tilo8P6I/AAAAAAAAACU/1g6rXdwB5WQ/s320/polui%C3%A7%C3%A3o+das+%C3%A1guas.jpg" width="235" border="0" /&gt;, da água dos rios, dos lagos e até mesmo dos oceanos; e o aumento irreversível da radioatividade acumulada pelo desenvolvimento &lt;em&gt;pacífico&lt;/em&gt; da energia nuclear, dos efeitos do barulho, da invasão do espaço por produtos de materiais plásticos que podem exigir uma eternidade de depósito universal, da natalidade louca, da falsificação insensata dos alimentos, da lepra urbanística que se estende sempre mais no lugar do que antes foram a cidade e o campo; assim como as doenças mentais – aí compreendidas as fobias neuróticas e as alucinações que não poderiam deixar de se multiplicar bem cedo sobre o tema da própria poluição, da qual se mostra em todo lugar a imagem alarmante – e do suicídio, cujas taxas de expansão se entrecruzam já exatamente com as de edificação de um tal ambiente (para não falar dos efeitos da guerra atômica ou bacteriológica, cujos meios estão posicionados como a espada de Dêmocles, mas permanecem evidentemente evitáveis).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Logo, se a amplitude e a própria realidade dos “terrores do Ano Mil” são ainda um assunto controverso entre os historiadores, o terror do Ano Dois Mil é tão patente quanto bem fundado; ele é desde o presente uma certeza &lt;em&gt;científica&lt;/em&gt;. Contudo, o que se passa não é em si mesmo nada novo: é somente o &lt;em&gt;fim necessário&lt;/em&gt; do antigo processo. Uma sociedade cada vez mais doente, mas cada vez mais poderosa, recriou em todo lugar concretamente o mundo como ambiente e décor de sua doença, enquanto &lt;em&gt;planeta doente&lt;/em&gt;. Uma sociedade que não se tornou ainda homogênea e que não é mais determinada por si mesma, mas &lt;em&gt;cada vez mais&lt;/em&gt; por uma parte dela mesma que lhe é superior, desenvolveu um movimento de dominação da natureza que contudo não se dominou a si mesmo. O capitalismo finalmente trouxe a prova, por seu próprio movimento, de que &lt;em&gt;ele não pode mais desenvolver as forças produtivas&lt;/em&gt;; e isso não &lt;em&gt;quantitativamente&lt;/em&gt;, como muitos acreditaram compreender, mas &lt;em&gt;qualitativamente&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Contudo, para o pensamento burguês, metodologicamente, somente o quantitativo é o sério, o mensurável, o efetivo; e o qualitativo é somente a incerta decoração subjetiva ou artística do verdadeiro real estimado em seu verdadeiro peso. Ao contrário, para o pensamento dialético, portanto, para a história e para o proletariado, o qualitativo é a dimensão a mais decisiva do desenvolvimento real. Eis aí o que o capitalismo e nós terminamos por demonstrar.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133520835553542066" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 203px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px" height="118" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/Rz3uAFo8P7I/AAAAAAAAACc/aeeAEs83MXo/s320/polui%C3%A7%C3%A3o+dos+carros.jpg" width="114" border="0" /&gt;senhores da sociedade são obrigados agora a falar da poluição, tanto para combatê-la (pois eles vivem, apesar de tudo, no mesmo planeta que nós; é este o único sentido ao qual se pode admitir que o desenvolvimento do capitalismo realizou efetivamente uma certa fusão das classes) e para a dissimular, pois a simples verdade dos danos e dos riscos presentes basta para constituir um imenso fator de revolta, uma exigência &lt;em&gt;materialista&lt;/em&gt; dos explorados, tão inteiramente vital quanto o foi a luta dos proletários do século XIX pela possibilidade de comer. Após o fracasso fundamental de todos os reformismos do passado – que aspiram todos eles à solução definitiva do problema das classes –, um novo reformismo se desenha, que obedece às mesmas necessidades que os precedentes: lubrificar a máquina e abrir novas oportunidades de lucros às empresas de ponta. O setor mais moderno da indústria se lança nos diferentes paliativos da poluição, como em um novo nicho de mercado, tanto mais rentável quanto mais uma boa parte do capital monopolizado pelo Estado nele está a empregar e a manobrar. Mas se este novo reformismo tem de antemão a garantia de seu fracasso, exatamente pelas mesmas razões que os reformismos passados, ele guarda em face deles a radical diferença de que &lt;em&gt;não tem mais tempo diante de si&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento da produção se verificou inteiramente até aqui enquanto realização da &lt;em&gt;economia política&lt;/em&gt;: desenvolvimento da miséria, que invadiu e estragou o próprio meio da vida. A sociedade em que os produtores se matam no trabalho, e cujo resultado devem somente contemplar, lhes deixa claramente ver, e respirar, o resultado geral do trabalho alienado enquanto resultado &lt;em&gt;de morte&lt;/em&gt;. Na sociedade da economia superdesenvolvida, tudo entrou na esfera dos &lt;em&gt;bens econômicos&lt;/em&gt;, mesmo a água das fontes e o ar das cidades, quer dizer que tudo se tornou o &lt;em&gt;mal econômico&lt;/em&gt;, “negação acabada do homem” que atinge agora sua perfeita &lt;em&gt;conclusão material&lt;/em&gt;. O conflito entre as forças produtivas modernas e as relações de produção, burguesas ou burocráticas, da sociedade capitalista entrou em sua fase última. A produção da não-vida prosseguiu cada vez mais seu processo linear e cumulativo; vindo a atravessar um último limiar em &lt;em&gt;seu &lt;/em&gt;progresso, ela produz agora diretamente a morte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A função última, confessada, essencial, da economia desenvolvida hoje, no mundo inteiro em que reina o trabalho-mercadoria, que assegura todo o poder a seus patrões, é &lt;em&gt;a produção dos empregos&lt;/em&gt;. Está-se bem longe das idéias “progressistas” do século anterior [século XIX] sobre a diminuição possível do trabalho humano pela multiplicação científica e técnica da produtividade, que se supunha assegurar sempre mais facilmente a satisfação das necessidades &lt;em&gt;anteriormente reconhecidas por todos reais &lt;/em&gt;e sem &lt;em&gt;alteração fundamental &lt;/em&gt;da qualidade mesma dos bens que se encontrariam disponíveis. É presentemente para produzir empregos, até nos campos esvaziados de camponeses, ou seja, para utilizar o trabalho humano &lt;em&gt;enquanto trabalho alienado&lt;/em&gt;, enquanto salariado, que se faz &lt;em&gt;todo o resto&lt;/em&gt;; e, portanto, que se ameaça estupidamente as bases, atualmente mais frágeis ainda que a pensamento de um Kennedy ou de um Brejnev, da vida da espécie.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O velho oceano é em si mesmo indiferente à poluição; mas a história não o é. Ela somente pode ser salva pela abolição do trabalho-mercadoria. E nunca a consciência histórica teve tanta necessidade de dominar com tanta urgência seu mundo, pois o inimigo que está à sua porta não é mais a ilusão, mas sua morte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando os pobres senhores da sociedade da qual vemos a deplorável conclusão, bem pior do que todas as condenações que puderam fulminar outrora os mais radicais dos utopistas, devem presentemente reconhecer que nosso ambiente se tornou social, que a gestão de tudo se tornou um negócio diretamente &lt;em&gt;político&lt;/em&gt;, até as ervas dos campos e a possibilidade de beber, até a possibilidade de dormir sem muitos soníferos ou de tomar um banho sem sofrer de alergias, num tal momento se deve ver também que a velha política especializada deve reconhecer que ela está completamente finda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela está finda na forma suprema de seu voluntarismo: o poder burocrático totalitário dos regimes ditos socialistas, porque os burocratas no poder não se mostraram capazes nem mesmo de gerir o estágio anterior da economia capitalista. Se eles poluem muito menos – apenas os Estados Unidos produzem sozinhos 50% da poluição mundial – é porque são muito mais pobres. Eles somente podem, como por exemplo a China, reunindo em bloco uma parte desproporcionada de sua contabilidade de miséria, comprar a parte de poluição de prestígio das potências pobres, algumas descobertas e aperfeiçoamentos nas técnicas da guerra termonuclear, ou mais exatamente, do espetáculo ameaçador. Tanta pobreza, material e mental, sustentada por tanto terrorismo, condena as burocracias no poder. E o que condena o poder burguês mais modernizado é o resultado insuportável de tanta riqueza &lt;em&gt;efetivamente empestada&lt;/em&gt;. A gestão dita democrática do capitalismo, em qualquer país que seja, somente oferece suas eleições-demissões que, sempre se viu, nunca mudava nada no conjunto, e mesmo muito pouco no detalhe, numa sociedade de classes que se imaginava poder durar indefinidamente. Elas aí não mudam nada de mais no momento em que a própria gestão enlouquece e finge desejar, para cortar certos problemas secundários embora urgentes, algumas vagas diretrizes do eleitorado alienado e cretinizado (U.S.A., Itália, Inglaterra, França). Todos os observadores especializados sempre salientaram – sem se preocuparem em explicar – o fato de que o eleitor não muda nunca de “opinião”: é justamente porque é eleitor, o que assume, por um breve instante, o papel abstrato que é precisamente destinado a impedir de ser por si mesmo, e de mudar (o mecanismo foi demonstrado centenas de vezes, tanto pela análise política desmistificada quanto pelas explicações da psicanálise revolucionária). O eleitor não muda mais quando o mundo muda sempre mais precipitadamente em torno dele e, &lt;em&gt;enquanto eleitor&lt;/em&gt;, ele não mudaria mesmo às vésperas do fim do mundo. Todo sistema representativo é essencialmente &lt;em&gt;conservador&lt;/em&gt;, mesmo se as condições de existência da sociedade capitalista não puderam nunca ser conservadas: elas se modificam sem interrupção, e sempre mais rápido, mas a decisão – que afinal é sempre a decisão de liberar o próprio processo da produção capitalista – é deixada inteiramente aos especialistas da publicidade, quer sejam eles únicos na competição ou em concorrência com aqueles que vão fazer a mesma coisa, e aliás o anunciam abertamente. Contudo, o homem que vota “livremente” nos gaullistas ou no P.C.F., tanto quanto o homem que vota, constrangido e forçado, num Gomulka, é capaz de mostrar o que ele verdadeiramente é, na semana seguinte, participando de uma greve selvagem ou de uma insurreição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A autoproclamada “luta contra a poluição”, por seu aspecto estatal e legalista, vai de início criar novas especializações, serviços ministeriais, &lt;em&gt;cargos&lt;/em&gt;, promoção burocrática. E sua eficácia estará completamente na medida de tais meios. Mas ela somente pode se tornar uma vontade real ao transformar o sistema produtivo atual em suas próprias raízes. E somente pode ser aplicada firmemente no instante em que todas suas decisões, tomadas democraticamente em conhecimento pleno de causa, pelos produtores, estiverem a todo instante controladas e executadas &lt;em&gt;pelos próprios produtores&lt;/em&gt; (por exemplo, os navios derramarão infalivelmente seu petróleo no mar enquanto não estiverem sob a autoridade de reais &lt;em&gt;soviets de marinheiros&lt;/em&gt;). Para decidir e executar tudo isso, é preciso que os produtores se tornem adultos: é preciso que se apoderem todos do poder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O otimismo científico do século XIX se desmoronou em três pont&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133527492752850882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 236px; CURSOR: hand; HEIGHT: 168px" height="117" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/Rz30Dlo8P8I/AAAAAAAAACo/Z_Fdx_5Chgo/s320/banlieues+en+feu.jpg" width="175" border="0" /&gt;os essenciais. Primeiro, a pretensão de &lt;em&gt;garantir&lt;/em&gt; a revolução como resolução feliz dos conflitos existentes (esta era a ilusão hegelo-esquerdista e marxista; a menos notada na intelligentsia burguesa, mas a mais rica e, afinal, a menos ilusória). Segundo, a visão coerente do universo, e mesmo simplesmente, da matéria. Terceiro, o sentimento eufórico e linear do desenvolvimento das forças produtivas. Se nós dominarmos o primeiro ponto, teremos resolvido o terceiro; e saberemos fazer bem mais tarde do segundo nossa ocupação e nosso jogo. Não é preciso tratar dos sintomas, mas da própria doença. Hoje o medo está em todo lugar, somente sairemos dele confiando-nos em nossas próprias forças, em nossa capacidade de destruir toda alienação existente e toda imagem do poder que nos escapou. Remetendo &lt;em&gt;tudo&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;com exceção de nós próprios&lt;/em&gt;, ao único poder dos Conselhos de Trabalhadores possuindo e reconstruindo a todo instante a totalidade do mundo, ou seja, à racionalidade verdadeira, a uma legitimidade nova.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em matéria de ambiente “natural” e construído, de natalidade, de biologia, de produção, de “loucura” etc., não haverá que escolher entre a festa e a infelicidade, mas, conscientemente e em cada encruzilhada, entre, de um lado, mil possibilidades felizes ou desastrosas, relativamente corrigíveis, e, de outra parte, o nada. As escolhas &lt;em&gt;terríveis&lt;/em&gt; do futuro próximo deixam esta única alternativa: democracia total ou burocracia total. Aqueles que duvidam da democracia total devem esforçar-se para fazer por si mesmos a prova dela, &lt;em&gt;dando-lhe a oportunidade de se provar em marcha&lt;/em&gt;; ou somente lhes resta comprar seu túmulo a prestações, pois “a autoridade, se a viu em obra, e suas obras a condenam” (Jacques Déjacque).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A revolução ou a morte”: esse slogan não é mais a expressão lírica da consciência re&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133528012443893714" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="143" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/Rz30h1o8P9I/AAAAAAAAACw/E9KTA35uo3Y/s320/mai+68+(2).jpg" width="187" border="0" /&gt;voltada, é &lt;em&gt;a última palavra do pensamento científico&lt;/em&gt; de nosso século [XX]. Isso se aplica aos perigos da espécie como à impossibilidade de adesão pelos indivíduos. Nesta sociedade em que o suicídio progride como se sabe, os especialistas tiveram que reconhecer, com um certo despeito, que ele caíra a quase nada em maio de 1968. Essa primavera obteve assim, sem precisamente subi-lo em assalto, um bom céu, porque alguns carros queimaram e porque a todos os outros faltou combustível para poluir. Quando chove, quando há nuvens sobre Paris, não esqueçam nunca que isso é responsabilidade do governo. A produção industrial alienada faz chover. A revolução faz o bom tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#660000;"&gt;Tradução de Emiliano Aquino&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7735119771482303343-3533994322992224859?l=emilianoaquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/3533994322992224859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7735119771482303343/posts/default/3533994322992224859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emilianoaquino.blogspot.com/2007/11/o-planeta-doente.html' title='O planeta doente'/><author><name>Emiliano Aquino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Kss5PkKS1Y/Rz3tDlo8P5I/AAAAAAAAACM/3kirjxcbLec/s72-c/polui%C3%A7%C3%A3o+atmosf%C3%A9rica.jpg' height='72' width='72'/></entry></feed>
